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Ana Francisca nasceu em 06 de outubro de 1888, na
cidade de Vicenza, na Itália. Os pais eram simples
camponeses e sua infância transcorreu entre o estudo e
os trabalhos do campo, rotina natural dos filhos e
filhas de agricultores dessa época.
Aos dezessete anos mudou o modo de encarar a vida e
ingressou no convento das Irmãs Mestras de Santa
Dorotéia dos Sagrados Corações, quando adotou o nome de
Maria Bertilla. Durante seu período de formação
religiosa estudou também enfermagem, de modo que pôde
tratar os doentes com ciência e fé. Teve uma existência
de união com Deus no silêncio, no trabalho, na oração e
na obediência.
Tinha apenas vinte e dois anos de idade quando teve que
enfrentar em seu próprio corpo a marca de um tumor. Logo
foi operada e antes que pudesse se recuperar totalmente,
já estava aos pés dos seus doentes outra vez. Não
descansava nunca, mesmo diante das humilhações pessoais
que precisava enfrentar.
Naquela época estourou a Primeira Guerra Mundial e Irmã
Maria Bertilla surpreendeu com sua incansável disposição
e solidariedade de religiosa e enfermeira, no tratamento
dos feridos de guerra. Porém, sua doença se agravou e
aos trinta e quatro anos sofreu a segunda cirurgia. Não
resistiu e morreu no dia 20 de outubro de 1922.
Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR
- Santa Cláudia Prócula
- A tradição das igrejas orientais e etíopes veneram
Santa Cláudia Prócula como santa.
São poucos os relatos
históricos referidos a ela e não conhecemos detalhes
sobre sua vida, com frequência é identificada como
esposa de Pôncio Pilatos, que segundo os evangelistas,
era procurador da Judeia e representante do Império
Romano durante a vida pública de Jesus.
Pôncio Pilatos é um
personagem central na paixão de Jesus. Primeiramente
considera que Jesus é inocente mas, cedendo à pressão do
povo, se acovardou e o entregou à morte na cruz.
Será o Evangelho de São
Mateus que nos contará que sua esposa lhe pediu não
fazer nada contra Jesus porque ela tivera um sonho
relacionado a condenação daquele homem. A mensagem que
Claudia transmite a Pilatos é:
“Não te envolvas no caso desse justo, porque
muito sofri, hoje, em sonhos, por causa dele”.
(Mateus 17, 19)
Esta experiência vivida por
Cláudia nos permite pensar que ela pode contemplar a
inocência de Jesus e viver uma autêntica experiência de
temor a Deus, dom do Espírito Santo que nos faz
reconhecer o erro e querer se afastar dele por
reverência à grandeza de Deus e seu amor.
Colaboração: Yara Fonseca |