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O Primeiro - o número 1 na Internet.-
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Criado em 30 de março de 2005 |
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que é o mesmo
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Este site apresenta, com exclusividade, o Terço dos
Homens rezado nas suas origens pelo primeiro tesoureiro,
um dos fundadores do grupo.
Sr. Manoel Pedral, falecido à mais de 40anos -
ouçam
89 ANOS DE GRAÇAS E
BÊNÇÃOS
no Brasil e no mundo
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- 26 - São Josemaría Escrivá de Balaguer -
Presbítero e Fundador
Local: Roma, Itália |
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Josemaría Escrivá de Balaguer
nasceu em Barbastro, Espanha, em 9 de janeiro de 1902,
sendo o segundo dos seis filhos de José Escrivá e María
Dolores Albás. Seus pais, católicos fervorosos, o
levaram para ser batizado quatro dias depois, em 13 de
janeiro. Eles ensinaram a ele, principalmente por meio
de seu exemplo de vida, os fundamentos da fé e da
prática das virtudes cristãs: amor pela confissão e
comunhão frequentes, confiança na oração, devoção à
Nossa Senhora e ajuda aos mais necessitados.
São Josemaría cresceu como uma criança alegre, esperta e
simples, travessa, ótimo estudante, inteligente e com
grande capacidade de observação. Ele nutria grande afeto
por sua mãe e uma enorme confiança e amizade por seu
pai, que o convidava a se abrir livremente para
compartilhar suas preocupações, sempre pronto a lhe dar
conselhos afetuosos e prudentes. Logo, o Senhor começou
a forjar sua alma na fornalha do sofrimento: entre 1910
e 1913, suas três irmãs mais novas morreram, e em 1914 a
família sofreu um colapso econômico. Em 1915, os Escrivá
se mudaram para Logroño, onde seu pai encontrou um
emprego que permitiria sustentar modestamente a família.
No inverno de 1917-18, ocorreu um evento que
influenciaria decisivamente o futuro de Josemaría
Escrivá: durante as festividades de Natal, uma forte
nevasca atingiu a cidade, e um dia ele observou as
marcas congeladas deixadas na neve por dois pés
descalços; eram as pegadas de um religioso Carmelita que
caminhava descalço. Então, ele se perguntou: "se
outros fazem tantos sacrifícios por Deus e pelo próximo,
eu não serei capaz de oferecer nada"? Assim nasceu
em sua alma uma "divina inquietude": "comecei
a pressentir o Amor, a perceber que meu coração me pedia
algo grande e que fosse amor". Embora ainda não
soubesse com precisão o que o Senhor lhe pedia, decidiu
se tornar Sacerdote para estar mais disponível para
cumprir a vontade divina.
Depois de concluir o ensino médio, Josemaría começou
seus estudos eclesiásticos no Seminário de Logroño e, em
1920, transferiu-se para o Seminário de Saragoça, onde
completou sua formação na Universidade Pontifícia, antes
de ser ordenado Sacerdote. Na capital aragonesa,
seguindo um conselho de seu pai e com a permissão dos
superiores eclesiásticos, também cursou Direito. Ele era
muito querido pelos colegas por seu caráter generoso,
alegre, simples e sereno. O empenho de Josemaría na vida
de piedade, na disciplina e nos estudos era um exemplo
para todos os seminaristas, e em 1922, com apenas vinte
anos, o Arcebispo de Saragoça o nomeou Inspetor do
Seminário.
Nesses anos, ele passava muitas horas em oração diante
do Santíssimo Sacramento, estabelecendo as bases de uma
profunda vida eucarística, e ia todos os dias à Basílica
do Pilar para pedir à Nossa Senhora que Deus lhe
mostrasse o que queria dele. Ele dizia: "desde que
senti aqueles presságios do amor de Deus, procurei
realizar o que Ele esperava deste pobre instrumento".
E, com essas ansiedades, eu orava, orava, orava em uma
contínua oração. Não parava de repetir: "domine, ut
sit! Domine, ut videam"! Como o cego do Evangelho,
que pede em alta voz porque Deus pode tudo. "Senhor,
que eu veja! Senhor, que seja"! E também repetia,
cheio de confiança na minha Mãe do Céu: "domina, ut
sit! Domina, ut videam"! A Santíssima Virgem sempre
me ajudou a descobrir os desejos de seu Filho.
Em 27 de novembro de 1924, José Escrivá faleceu, vítima
de uma síncope repentina. Em 28 de março de 1925,
Josemaría foi ordenado Sacerdote por Mons. Miguel de los
Santos Díaz Gómara, na Igreja do Seminário de São Carlos
em Saragoça, e dois dias depois celebrou sua primeira
Missa solene na Santa Capela da Basílica do Pilar. Em 31
de março, ele se mudou para Perdiguera, um vilarejo de
camponeses, onde foi nomeado regente auxiliar da
Paróquia.
Em abril de 1927, com a aprovação do seu Arcebispo, ele
se mudou para Madri para obter o doutorado em Direito
Civil, que na época só podia ser conseguido na
Universidade Central da capital espanhola. Lá, seu zelo
apostólico o colocou em contato com pessoas de todos os
meios sociais: estudantes, artistas, operários,
intelectuais e Sacerdotes. Em particular, ele se
dedicava incansavelmente às crianças, aos doentes e aos
pobres das periferias.
Ao mesmo tempo, sustentava sua mãe e seus irmãos dando
aulas de matérias jurídicas. Esses foram tempos de
grandes dificuldades econômicas, vividos por toda a
família com serena dignidade. O Senhor o abençoou com
abundantes graças extraordinárias que encontraram em sua
alma generosa um terreno fértil e produziram frutos
copiosos para o benefício da Igreja e das almas.
Em 2 de outubro de 1928, nasce a Opus Dei. São Josemaría
participa de um retiro espiritual e, enquanto medita
sobre as anotações em que registrou as moções interiores
recebidas de Deus nos últimos anos, de repente "vê"
– este é o termo com que ele sempre descreverá a
experiência fundacional – a missão que o Senhor quer lhe
confiar: iniciar na Igreja um novo caminho vocacional,
para promover a busca da santidade e o apostolado
através da santificação do trabalho ordinário no meio do
mundo, sem mudar de estado. Poucos meses depois, em 14
de fevereiro de 1930, o Senhor lhe faz entender que a
Opus Dei deve incluir também as mulheres.
A partir desse momento, São Josemaría se dedica de corpo
e alma à sua missão fundacional: fazer com que homens e
mulheres de todos os meios sociais se comprometam a
seguir Cristo, amar o próximo e buscar a santidade na
vida cotidiana. Ele não se considera nem um inovador nem
um reformador, pois está convencido de que Cristo é a
eterna novidade e que o Espírito Santo rejuvenesce
continuamente a Igreja, a serviço da qual Deus suscitou
a Opus Dei. Ciente de que lhe foi confiada uma missão de
natureza sobrenatural, baseia seu trabalho na oração, no
sacrifício, na consciência alegre da filiação divina e
no trabalho incansável. Pessoas de todas as condições
sociais começam a segui-lo, em particular grupos de
universitários, nos quais desperta a sincera aspiração
de servir aos homens, seus irmãos, acendendo neles o
ardente desejo de colocar Cristo no centro de todas as
atividades humanas por meio de um trabalho santificado,
santificante e santificador. Esse é o objetivo que ele
atribui às iniciativas dos fiéis da Opus Dei: elevar a
Deus, com a ajuda da graça, toda realidade criada, para
que Cristo reine em todos e em tudo; conhecer Jesus
Cristo, fazê-lo conhecido e levá-lo a todos os lugares.
Por isso, ele pode exclamar: "abriram-se os caminhos
divinos da terra".
Em 1933, São Josemaría abriu uma academia universitária,
percebendo que o mundo da ciência e da cultura é um
ponto crucial para a evangelização de toda a sociedade.
Em 1934, ele publicou, com o título "Considerações
Espirituais", a primeira edição de "Caminho",
um livro de espiritualidade, do qual foram publicadas
mais de quatro milhões e meio de cópias, com 372 edições
em 44 idiomas.
A Opus Dei ainda estava em seus primeiros passos quando,
em 1936, estourou a Guerra Civil Espanhola. Em Madri, a
violência anti-religiosa era intensa, mas São Josemaría,
apesar dos riscos, dedicou-se heroicamente à oração, à
penitência e ao apostolado. Foi um período de
sofrimentos para a Igreja, mas também de crescimento
espiritual e apostólico e de fortalecimento da
esperança. Em 1939, com o fim do conflito, o fundador da
Opus Dei pôde dar novo impulso ao seu trabalho
apostólico em todo o país e, em particular, mobilizou
muitos jovens universitários para levarem Cristo a todos
os lugares e descobrirem a grandeza de sua vocação
cristã. Enquanto isso, sua fama de santidade se
espalhou: muitos Bispos o convidaram para pregar retiros
ao clero e aos leigos das organizações católicas.
Solicitações semelhantes chegaram dos superiores de
várias ordens religiosas, e ele sempre as atendia.
Em 1941, enquanto pregava um retiro a um grupo de
Sacerdotes em Lérida, sua mãe faleceu, ela que tanto
havia ajudado nos apostolados da Opus Dei. O Senhor
também permitiu que ele enfrentasse duras
incompreensões. O Bispo de Madri, Mons. Eijo y Garay,
ofereceu-lhe seu mais sincero apoio e concedeu a
primeira aprovação canônica da Opus Dei. São Josemaría
suportou as dificuldades com oração e bom humor, sabendo
bem que "todos os que querem viver piedosamente em
Cristo Jesus serão perseguidos" (2a
Tm. 3, 12), e recomendava aos seus filhos espirituais
que, diante das ofensas, se esforçassem para perdoar e
esquecer: silenciar, rezar, trabalhar, sorrir.
Em 1943, por uma nova graça fundacional recebida durante
a celebração da Missa, nasce, dentro da Opus Dei, a
Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz, na qual poderão ser
incardinados os Sacerdotes provenientes das fileiras dos
fiéis leigos da Opus Dei. A plena pertença de fiéis
leigos e Sacerdotes à Opus Dei, bem como a cooperação
orgânica entre ambos em seus apostolados, é uma
característica específica do carisma fundacional, que a
Igreja confirmou em 1982 com sua configuração jurídica
definitiva como Prelazia pessoal. Em 25 de junho de
1944, três engenheiros, entre eles Álvaro del Portillo,
primeiro sucessor do Fundador na liderança da Opus Dei,
receberam a ordenação Sacerdotal. Até 1975, quase mil
leigos da Opus Dei seriam conduzidos ao Sacerdócio por
São Josemaría.
Além disso, a Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz,
intrinsecamente unida à Prelazia da Opus Dei, realiza,
em plena sintonia com os Pastores das Igrejas locais,
atividades de formação espiritual para sacerdotes
Diocesanos e para candidatos ao Sacerdócio. Também os
Sacerdotes Diocesanos podem fazer parte da Sociedade
Sacerdotal da Santa Cruz, sem modificar sua pertença ao
lero de suas respectivas Dioceses.
Assim que percebe o fim da guerra mundial, São Josemaría
começa a preparar o trabalho apostólico em outros
países, porque – repetia – Jesus quer que sua Obra
tenha, desde o primeiro momento, um caráter universal,
católico. Em 1946, ele se muda para Roma com o objetivo
de preparar o reconhecimento pontifício da Opus Dei. Em
24 de fevereiro de 1947, Pio XII concede o "decretum
laudis" e, em 16 de junho de 1950, a aprovação
definitiva. A partir desse dia, homens e mulheres não
católicos e até não cristãos podem ser admitidos como
Cooperadores da Opus Dei, para apoiar com seu trabalho,
suas esmolas e suas orações as atividades apostólicas.
A sede central da Opus Dei foi estabelecida em Roma para
sublinhar de forma ainda mais tangível a aspiração que
informa todo o seu trabalho: "servir a Igreja como a
Igreja quer ser servida, em estreita adesão à cátedra de
Pedro e à hierarquia eclesiástica". Pio XII e João
XXIII expressaram repetidamente seu afeto e estima por
ele; Paulo VI escreveu-lhe em 1964, definindo a Opus Dei
como "expressão viva da perene juventude da Igreja".
Essa época da vida do fundador da Opus Dei também foi
marcada por diversas provações: além da saúde
comprometida por tantos esforços (ele sofreu de uma
forma grave de diabetes por mais de dez anos, até 1954,
quando foi milagrosamente curado), enfrentou
dificuldades econômicas e os desafios relacionados à
expansão dos apostolados em todo o mundo. No entanto,
ele estava sempre alegre, pois a verdadeira virtude não
é triste e antipática, mas amavelmente alegre. Seu
constante bom humor era um testemunho contínuo de amor
incondicional à vontade de Deus.
"O mundo é muito pequeno quando o Amor é grande":
o desejo de inundar a terra com a luz de Cristo o levou
a atender aos pedidos de numerosos Bispos que, em todas
as partes do mundo, solicitavam o contributo dos
apostolados da Opus Dei para a evangelização. Surgiram
diversos projetos: escolas profissionais, centros de
formação para camponeses, universidades, escolas,
clínicas e dispensários, entre outros. Essas atividades,
que ele gostava de definir como "um mar sem margens",
fruto da iniciativa de cristãos comuns que desejam, com
mentalidade laical e senso profissional, cuidar das
necessidades concretas de um determinado lugar, são
abertas a pessoas de todas as raças, religiões e
condições sociais, porque sua clara identidade cristã
sempre se combina com um profundo respeito pela
liberdade de consciência.
Quando João XXIII anunciou a convocação de um Concílio
Ecumênico, São Josemaría começou a rezar e a pedir que
todos rezassem pelo sucesso dessa grande iniciativa que
foi o Concílio Ecumênico Vaticano II, como escreveu em
uma carta de 1962. Nas sessões conciliares, o Magistério
solene confirmou alguns aspectos fundamentais do
espírito da Opus Dei: o chamado universal à santidade, o
trabalho profissional como meio de santificação e
apostolado, o valor e os limites legítimos da liberdade
do cristão nas questões temporais, a Santa Missa como
centro e raiz da vida interior, entre outros. São
Josemaría encontrou numerosos Padres conciliares e
Peritos, que viam nele um autêntico precursor de muitas
das diretrizes do Vaticano II. Profundamente
identificado com a doutrina conciliar, ele promoveu
diligentemente sua difusão através das atividades de
formação da Opus Dei em todo o mundo.
"Longe – lá no horizonte – parece que o céu se une à
terra. Não esqueça que, onde verdadeiramente a terra e o
céu se unem, é no seu coração de filho de Deus". A
pregação de São Josemaría enfatizava constantemente a
primazia da vida interior sobre as atividades
organizativas: "essas crises mundiais são crises de
santos", escreveu em "Caminho", e a santidade
sempre exige aquela integração de oração, trabalho e
apostolado que ele chamava de unidade de vida e da qual
sua conduta era o melhor testemunho.
Ele estava profundamente convencido de que, para
alcançar a santidade no trabalho diário, é necessário
esforçar-se para ser uma alma de oração, uma alma de
profunda vida interior. Quando se vive dessa maneira,
tudo é oração, tudo pode e deve nos levar a Deus,
alimentando um relacionamento contínuo com Ele, desde a
manhã até a noite. Todo trabalho honesto pode ser
oração; e todo trabalho que é oração, é apostolado.
A raiz da prodigiosa fecundidade do seu ministério
encontra-se precisamente na ardente vida interior que
faz de São Josemaría um contemplativo no meio do mundo:
uma vida interior alimentada pela oração e pelos
sacramentos, que se expressa no amor apaixonado pela
Eucaristia, na profundidade com que fez da Missa o
centro e a raiz de sua vida, na terna devoção a Maria, a
São José e aos Anjos da Guarda, e na fidelidade à Igreja
e ao Papa.
Nos últimos anos de sua vida, o fundador da Opus Dei fez
viagens de catequese por grande parte da Europa e em
vários países da América Latina: em todos os lugares,
participou de inúmeras reuniões de formação, simples e
familiares, embora muitas vezes estivessem presentes
milhares de pessoas para ouvi-lo. Nessas ocasiões, ele
falava sobre Deus, os sacramentos, as devoções cristãs,
a santificação do trabalho, o amor à Igreja e ao Papa.
Em 28 de março de 1975, celebrou seu jubileu sacerdotal.
Naquele dia, sua oração foi como uma síntese de toda a
sua vida: "cinquenta anos depois, encontro-me como
uma criança que balbucia. Começo e recomeço na minha
luta interior de cada dia. E assim será até o fim dos
dias que me restam: sempre recomeçando".
Em 26 de junho de 1975, São Josemaría faleceu em seu
escritório ao meio-dia, vítima de uma parada cardíaca,
aos pés de um quadro de Nossa Senhora, a quem dirigiu
seu último olhar. Naquele momento, a Opus Dei estava
presente nos cinco continentes, com mais de 60.000
membros de 80 nacionalidades. As obras de
espiritualidade de Mons. Escrivá ("Caminho",
"O Santo Rosário", "Colóquios com Mons. Escrivá",
"É Cristo que Passa", "Amigos de Deus",
"A Igreja, Nossa Mãe", "Via Sacra",
"Sulco", "Forja") foram distribuídas em
milhões de cópias.
Após sua morte, um grande número de fiéis pediu ao Papa
que iniciasse a causa de canonização de São Josemaría
Escrivá. Em 17 de maio de 1992, em Roma, Sua Santidade
João Paulo II elevou Josemaría Escrivá aos altares, em
uma cerimônia de beatificação que contou com a presença
de uma grande multidão de fiéis. Em 21 de setembro de
2001, a Congregação Ordinária de Cardeais e Bispos,
membros da Congregação para as Causas dos Santos,
confirmou unanimemente o caráter miraculoso de uma cura
e sua atribuição ao Beato Josemaría.
Em 20 de dezembro de 2002, João Paulo II aprovou o
decreto da Congregação para as Causas dos Santos
relativo ao milagre do Beato Josemaría, que abriu as
portas para sua canonização. Este milagre refere-se à
cura milagrosa de uma grave doença profissional
(radiodermite crônica) sofrida por vários anos pelo Dr.
Manuel Nevado Rey, que desapareceu em novembro de 1992,
após ele recorrer à intercessão do Beato Josemaría
Escrivá.
A radiodermite é uma doença típica dos profissionais de
saúde que expuseram suas mãos à ação de radiações
emitidas por equipamentos de raios X por um longo
período. A doença é progressiva, evoluindo
inevitavelmente até causar, ao longo dos anos, o
surgimento de um câncer de pele. A radiodermite não tem
tratamentos adequados. Os únicos tratamentos conhecidos
são cirúrgicos (enxertos de pele, amputação das partes
das mãos afetadas pelas lesões). De fato, na literatura
médica, até hoje não foi relatado nenhum caso de cura
espontânea de radiodermite crônica em evolução
cancerosa.
O Dr. Manuel Nevado Rey é espanhol, nascido em 1932,
médico especialista em traumatologia. Por quase quinze
anos, ele operou fraturas e outras lesões, expondo suas
mãos aos efeitos dos raios X. Começou a realizar esse
tipo de cirurgia com muita frequência a partir de 1956.
Os primeiros sintomas de radiodermite começaram a
aparecer em 1962, e a doença piorou a ponto de, em 1984,
ele ter que limitar sua atividade à cirurgia menor,
devido aos danos já graves nas mãos, e, posteriormente,
parar de operar no verão de 1992. O Dr. Nevado não se
submeteu a nenhum tratamento.
Em novembro de 1992, o Dr. Nevado conheceu Luis Eugenio
Bernardo, um engenheiro agrônomo que trabalhava em um
órgão público espanhol. Ao saber da doença do Dr.
Manuel, Luis deu-lhe uma imagem do fundador da Opus Dei,
beatificado em 17 de maio daquele ano, convidando-o a
recorrer à sua intercessão para ser curado da
radiodermite.
A partir desse momento, o Dr. Nevado começou a se
recomendar ao Beato Escrivá. Alguns dias após esse
encontro, ele viajou com sua esposa para Viena para
participar de um congresso médico. Juntos, visitaram
várias igrejas e encontraram nelas imagens do Beato
Josemaría. "Fiquei impressionado - explica o Dr.
Nevado - e ganhei coragem para rezar ainda mais pela
minha cura". Desde o dia em que começou a confiar
sua cura à intercessão do Beato Josemaría Escrivá, as
lesões em suas mãos começaram a melhorar e, em cerca de
quinze dias, desapareceram completamente. A cura foi
total, tanto que no início de janeiro de 1993 o Dr.
Nevado pôde retomar seu trabalho de cirurgião sem
qualquer problema.
Na Arquidiocese de Badajoz, onde reside o Dr. Nevado,
foi realizado um processo canônico sobre essa cura, que
se concluiu em 1994. Em 10 de julho de 1997, a Consulta
Médica da Congregação para as Causas dos Santos redigiu,
por unanimidade, este diagnóstico: "cancerização de
radiodermite crônica grave em 3º estágio, em fase de
irreversibilidade"; e, portanto, com um prognóstico
certamente desfavorável. A cura completa das lesões,
confirmada pelos exames objetivos do paciente em 1992,
1994 e 1997, foi declarada pela Consulta Médica como
"muito rápida, completa e duradoura, cientificamente
inexplicável". Em 9 de janeiro de 1998, o Congresso
Peculiar dos Consultores Teológicos deu uma resposta
afirmativa unânime sobre a atribuição do milagre ao
Beato Josemaría Escrivá. A Congregação Ordinária dos
Cardeais e Bispos, em 21 de setembro de 2001, confirmou
esses pareceres. Em 26 de fevereiro de 2002, João Paulo
II presidiu o Consistório Ordinário Público dos Cardeais
e, ouvindo os Cardeais, Arcebispos e Bispos presentes,
estabeleceu a data de 6 de outubro de 2002 para a
cerimônia de canonização do Beato Josemaría Escrivá.
Fonte: vatican.va (Traduzido e adaptado pela Equipe do
Pocket Terço)
São Josemaría Escrivá de Balaguer, rogai por nós! |
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O Terço
(Rosário) dos Homens não exige
nada e não cobra nada da vida pessoal dos seus
participantes, o que faz
com que seus membros se sintam livres, e a liberdade dá ao
homem o poder de ser aquilo que ele deseja ser, daí as
transformações se sucederem de modo espontâneo
causado pelo contato que os mesmos passam a ter
com
Deus por intercessão
de Maria. |
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