A Intermediação de Maria Mãe dos Homens
para nos levar ao Cordeiro de Deus

'O ROSÁRIO É A VIDA DE CRISTO CONTEMPLADA COM O OLHAR DE MARIA'
"
Maria é aquela que nos acompanha na escuridão da noite até o clarear do novo dia”

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                                                   Criado em 30 de março de 2005

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90 ANOS DE GRAÇAS E BÊNÇÃOS no Brasil e no mundo

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- 25 - Santo Antônio de Sant'Ana Galvão
Local: São Paulo, Brasil
- Estamos diante do primeiro santo canonizado nascido no Brasil. Antônio Galvão de França nasceu em 1739, em Guaratinguetá, no Vale do Paraíba, cidade que na época pertencia à diocese do Rio de Janeiro. O ambiente familiar era profundamente religioso. O pai, querendo dar uma formação humana e cultural segundo suas possibilidades econômicas, mandou Antônio para a Bahia, a fim de estudar no seminário dos Padres Jesuítas. Com o clima antijesuítico provocado pela atuação do marquês de Pombal, Antônio entrou para os Frades Menores.

Em 1761 fez a profissão solene. Um ano depois, Frei Antônio foi admitido à ordenação Sacerdotal. Depois de ordenado, foi mandado para o Convento de São Francisco, em São Paulo, a fim de aperfeiçoar os estudos de filosofia e teologia. Terminados os estudos em 1768, foi nomeado pregador, confessor dos leigos e porteiro do Convento. Foi confessor estimado e procurado. Grande devoto da Virgem Maria Imaculada, exerceu as funções de pregador, confessor, porteiro, orientador espiritual da Ordem Terceira Secular de São Francisco e guardião do Convento do mesmo nome. Fundou o Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição, hoje, Mosteiro da Luz, onde em 1769 foi designado confessor. Distinguiu-se por uma vida apostólica e missionária, sendo chamado "homem da paz e da caridade".

Quando as forças impediram o ir e vir diário do convento de São Francisco ao recolhimento, obteve dos seus superiores a autorização para ficar no recolhimento da Luz, onde terminou sua vida terrena aos 23 de dezembro de 1822, confortado pelos sacramentos e assistido pelo seu guardião, dois Confrades e dois Sacerdotes Diocesanos. A pedido das religiosas e do povo, foi sepultado na Igreja do Recolhimento que ele mesmo construíra. Foi Beatificado por João Paulo II, no dia 25 de outubro de 1998 e Canonizado, em São Paulo, por Bento XVI no dia 11 de maio de 2007, por ocasião da V Conferência do CELAM em Aparecida.

A questão das "pílulas de Frei Galvão" não foi mencionada nem no rito da Beatificação nem no da Canonização. Esta questão deve ser abordada com muito critério. A devoção está muito ligada à proteção da vida e da promoção da saúde à luz da devoção de Santo Antônio Galvão à Virgem Imaculada. Na oferta dessas pílulas Santo Antônio Galvão procurava levar as pessoas a uma atitude de vivência da mensagem do Evangelho, pois os papeizinhos levavam a mensagem seguinte: "post partum, Virgo, inviolata permansisti. Dei Genetrix, intercede pro nobis", que significa: "após o parto, ó Virgem, permaneceste inviolada. Mãe de Deus, intercede por nós". Na ação de comer ou devorar o livro, a mensagem está na linha do devorar o livro do profeta Ezequiel e do Apocalipse, e simboliza assimilar a mensagem. Portanto, deve se evitar toda a conotação de magia, realçando a conversão. Neste sentido, Santo Antônio Galvão poderia ser considerado e venerado como patrono da vida que nasce e da vida que corre risco por causa da doença.

Parece que de fato o Santo começou a ser venerado mais como o homem da caridade e da paz. Em São Paulo foi declarado Patrono da construção civil. Liturgicamente, seu nome não é simplesmente São Frei Galvão, mas Santo Antônio de Sant Ana Galvão, ou simplesmente Santo Antônio Galvão.

Os textos de sua comemoração realçam o homem da caridade e da paz. Eis a Oração coleta: Deus, Pai de misericórdia, que fizestes de Santo Antônio de Sant Ana Galvão um instrumento de caridade e de paz no meio dos irmãos e irmãs, concedei-nos, por sua intercessão, favorecer sempre a verdadeira concórdia.

A expressão "no meio dos irmãos e irmãs" lembra sua condição de religioso Franciscano que tem como mensagem primeira o testemunho de fraternidade.

Referência:
Beckhauser, Frei Alberto. Os Santos na Liturgia: testemunhas de Cristo. Petrópolis: Vozes, 2013. 391 p. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

Santo Antônio de Sant Ana Galvão, rogai por nós!

 O Terço (Rosário) dos Homens não exige nada e não cobra nada da vida pessoal dos seus participantes, o que faz com que seus membros se sintam livres, e a liberdade dá ao homem o poder de ser aquilo que ele deseja ser, daí as transformações se sucederem de modo espontâneo causado pelo contato que os mesmos passam a ter com Deus por intercessão de Maria.