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O Primeiro - o número 1 na Internet.-
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Criado em 30 de março de 2005 |
Não confundir o site do Terço dos Homens :
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com o
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que é o mesmo
www.tercodoshomensmaerainha.org.br
Este site apresenta, com exclusividade, o Terço dos
Homens rezado nas suas origens pelo primeiro tesoureiro,
um dos fundadores do grupo.
Sr. Manoel Pedral, falecido à mais de 40anos -
ouçam
89 ANOS DE GRAÇAS E
BÊNÇÃOS
no Brasil e no mundo
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- 22 - São João Fischer e São Tomás More
Local: Reino Unido |
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- João Fisher nasceu em
Yorkshire em 1469. Em 1483, estava em Cambridge.
Bacharel, foi professor de artes. Ordenado Padre em
1494, aos vinte e cinco anos de idade, logo depois era
censor da Universidade. Em 1504, elevou-se à
chancelaria.
Em 1504, o rei nomeou-o Bispo de Rochester, ao sul da
desembocadura do Tamisa. Contava, então, trinta e cinco
anos. Evitando as honrarias, das quais fugia sempre e
sempre, entrou a lutar, com grande diligência, contra os
abusos da Diocese. Procurava os pobres, consolava os
doentes, provia-os de tudo aquilo que se lhes fazia
necessário.
Fisher combateu denodadamente o protestantismo. A
Reforma, de início, não fora um movimento político. Fora
tão somente um movimento religioso. Do ponto de vista da
doutrina, a Reforma pretendeu estabelecer uma relação
mais direta entre o Criador e o pecador, diminuindo a
eficácia dos sacramentos ao lado da misericórdia divina,
fonte de salvação das almas.
Assim, diziam, aproximavam-se dos ensinamentos de Jesus
Cristo, que era quanto pode haver de democrático,
cabendo ao livre exame a supremacia pela subordinação
dos dogmas à interpretação individual.
A questão das indulgências proporcionou a discórdia,
levou à separação. Lutero, publicamente, na presença de
doutores, estudantes e povo, queimou a bula que vinha
condená-lo como herético e sedicioso.
O protesto de Lutero foi feito por meio de noventa e
cinco teses, as famosas "Teses" que São João
Fisher criticou com bravura e brilho. Depois que
Henrique VIII, em 1522, ligou-se a Ana Bolena, dama de
honra da esposa Catarina de Aragão, declarou-se a luta
entre Fisher e o monarca. E em 1533, foi ele aprisionado
pela primeira vez.
Quando o rei, procurando assegurar a sucessão do trono
aos filhos de Ana Bolena, buscou o juramento de São João
Fisher para uma fórmula que ia contra o Papa (rejeição
da jurisdição Papal sobre a Igreja), o Santo, com
indignação, recusou-se a atender o soberano,
rebelando-se.
Preso de novo, desta vez foi enviado à fatídica Torre de
Londres, tendo os bens confiscados e os livros e
trabalhos dispersos. Quando lhe varejaram a casa,
encontraram um móvel que tinha, fechado a chave, uma
única gaveta. Aquilo era suspeito. Que conteria ela?
Forçaram-na. Arrombada, escancarada, os três objetos que
encerrava decepcionaram os violadores: dentro, severos,
estavam, como que acusadores, duas disciplinas e um
cilício.
Importantíssima figura daqueles tempos foi a de Tomás
More, amigo do Santo Arcebispo, o humanista e chanceler
que a Igreja canonizou em 1935. E, sem dúvida, a
personalidade mais interessante da turbulenta Inglaterra
de Henrique VIII, naqueles tempos de São João Fisher.
Como Fisher, era de ótima têmpera. Até o fim da vida,
defendeu sempre um bom entendimento com a Santa Sé, de
preferência a um rompimento, que só serviria para reunir
na pessoa do soberano o poder espiritual e o poder
temporal. Demonstrou, pela vitalidade prodigiosa de seu
ânimo, pelo ascetismo da sua doutrina, solicitada pelas
exigências duma vida senhorial, pela sua natural
propensão para a pobreza e para a humildade, que os
exaltados combates que se travam entre os escrúpulos
morais e o amor do próximo, são sempre pagos com o
sacrifício da própria vida.
Por esta razão mesma, a individualidade de Tomás More -
o homem - não pode deixar de suscitar o mais vivo
interesse. É, sem dúvida, de todos os humanistas, o
autor da "Utopia" aquele que melhor sentido da
ironia possuiu, de tal modo que só ele compreendeu o
vácuo da existência, tanto que chegou por momentos a
pensar em se recolher à Cartuxa.
Impressionado com a aura de sabedoria de que Tomás More
se achava revestido, Henrique VIII, logo após ter subido
ao trono, quis tê-lo ao seu serviço.
More passou a preparar os discursos do rei, a exercer
uma ação decisiva na vida intelectual do país; assinou o
Tratado de Cambrai, a que se refere o seu epitáfio.
Desejando sempre que Deus o guiasse nas emergências da
vida, More rezava e meditava todos os dias.
Apreciado pelo talento, tanto como pela piedade, More
foi, sucessivamente, encarregado de defender o rei numa
polêmica com Lutero, e de procurar trazer à razão
Tyndale, que aceitara a heresia. Durante anos, foi
considerado homem de espírito angélico e de inigualável
saber - conforme o atestam os tratados de retórico da
época, que consignam esta frase.
Em 1529, Henrique VIII ofereceu a Tomás More o lugar de
chanceler, procurando desta forma encontrar o apoio de
alguém reputado pela piedade, para conseguir sancionar o
repúdio de Catarina e casar com Ana Bolena.
More aceitou e pretendeu afastar a anulação, sabendo
perfeitamente que era para isso que tinha sido chamado.
Vendo que nada conseguia fazer, jubilou-se, a pretexto
de estar doente.
Henrique VIII indignou-se, mas não exteriorizou as
intenções. Convidou-o para assistir ao casamento com Ana
Bolena. More recusou-se comparecer. Tomás Cromwell
acusou-o publicamente. More solicitou audiência duma
comissão de parlamentares, que lhe foi concedida, com a
condição de aprovar a política do rei.
Em presença desta exigência, desistiu de ser ouvido. Em
seguida, foi instado para votar a lei de sucessão, a
favor de Isabel, filha de Ana Bolena. Recusou ainda.
Dois dias depois, a 17 de abril de 1535, foi conduzido à
Torre de Londres, de onde só saiu para a forca.
Vilipendiado, mal alimentado, tratado sem deferência ou
consideração, More sofreu todos os tormentos possíveis.
Escreveu, para se consolar, o "Diálogo do Reconforto
nas Atribulações", e meditou na Paixão do Senhor.
Embora instalado pelos amigos para se retratar,
persistiu na decisão.
O Cardeal João Fisher, que tomara igual atitude em
relação ao divórcio de Henrique VIII, foi decapitado.
More defendeu-se magistralmente dentro da lei, mas
condenado a ser esquartejado, dirigiu-se aos carrascos
nestes termos: - tenho confiança absoluta, e pedirei a
Deus, com fervor, o céu para vossas senhorias, porque,
embora tenhais sido os obreiros da minha condenação, é
certo que ainda poderemos encontrar-nos no céu, todos
juntos...
Tomás More, foi decapitado em Londres, no dia 6 de julho
de 1535, por ordem de Henrique VIII. Morreu como um
justo, pronunciando estas palavras: - morro leal a Deus
e ao Rei! Mas, a Deus, antes de mais nada! Beatificado
em 1886, foi inscrito no catálogo dos Santos em 1935.
São João Fisher, no ano em que foi executado Tomás More,
também se foi para Deus. Era, como se viu, em 1535, e o
Papa Paulo III nomeou-o, pouco antes da morte, Cardeal.
Conta-se, então, que Henrique VIII, no paroxismo da
fúria, gritou, apoplético, aos que lhe traziam a
notícia: - envia-lhe, então, o Papa o chapéu. Eu
arranjarei de modo que, ao chegar, ele o coloque sobre
os ombros... porque não mais terá cabeça para acomodar
chapéus!
Condenado à morte no dia 17 de junho, São João Fisher
foi executado cinco dias mais tarde, isto é, a 22.
Acordado às cinco da madrugada, gentilmente suplicou que
o deixassem repousar um pouco mais. Contentaram-no, e o
Santo profundamente, dormiu mais duas horas.
Quando acordou, vestiu-se, tomou o Novo Testamento e
leu, com grande consolação, estas palavras de São João:
ora, a vida eterna é esta: "que te conheçam a ti como
um só Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem
enviaste. Glorifiquei-te sobre a terra; acabei a obra
que me deste a fazer. E agora, Pai, glorifica-me junto
de ti mesmo, com aquela glória que tive em ti, antes que
houvesse mundo". (Jo. 17, 3-5)
Chegado que foi ao local do suplício, calma e dignamente
dirigiu-se ao povo que se acotovelava para vê-lo,
dizendo: - aqui vim para morrer pela fé, pela fé da
Igreja Católica e de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Estava abatidíssimo, muito magro, "um esqueleto".
Decapitado, foi o corpo depois levado para o cemitério
chamado de Todos os Santos, e a cabeça, fincada num alto
poste esguio, por catorze dias ficou exposta na ponte de
Londres.
São João Fisher foi canonizado junto com o amigo Tomás
More, em 1935, graças ao zelo de Dom Henrique Quentin.
Referência:
Rohrbacher, Padre. Vida dos santos: Volume XI. São
Paulo: Editora das Américas, 1959. Edição atualizada por
Jannart Moutinho Ribeiro; sob a supervisão do Prof. A.
Della Nina. Adaptações: Equipe Pocket Terço. Disponível
em: obrascatolicas.com. Acesso em: 21 jun. 2021.
São João Fischer e São Tomás More, rogai por nós! |
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O Terço
(Rosário) dos Homens não exige
nada e não cobra nada da vida pessoal dos seus
participantes, o que faz
com que seus membros se sintam livres, e a liberdade dá ao
homem o poder de ser aquilo que ele deseja ser, daí as
transformações se sucederem de modo espontâneo
causado pelo contato que os mesmos passam a ter
com
Deus por intercessão
de Maria. |
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