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- São João de Brébeuf nasceu
em 1593, na França. Entrou para a Companhia de Jesus,
tornando-se Jesuíta no dia em que completava 29 anos. Em
1625, junto com um grupo de missionários, partiu para o
Canadá, com a missão era evangelizar os índios
algonquinos. A
região dos grandes lagos, nos confins entre os Estados
Unidos e o Canadá, era habitada no século XVII por
tribos, peles vermelhas, que não conheciam a mensagem do
Evangelho. Nossos irmãos enfrentaram as dificuldades
próprias da adaptação nas terras diferentes, climas,
línguas e principalmente tribos indígenas guerreiras,
que faziam da missão um perigo, mas assim mesmo, os
santos missionários preferiram arriscar a vida por
Jesus.
João Brebéuf era
admirado e respeitado pelos indígenas. Batizou cerca de
sete mil índios. Vivia em extrema pobreza, dividindo
comida e casa com os índios. Apesar disso, dava
testemunho de alegria, de esperança e de paciência
cristã, a ponto de os índios dizerem a seu respeito:
"Jesus voltou"! Aprenderam rapidamente a língua
indígena a ponto de escrever para eles uma gramática e
livros de catequese.
No dia 16 de março de
1649, uma tribo adversária, os iroqueses, invadiu a
missão. João foi amarrado num pau e tremendamente
torturado, tendo inclusive suas unhas arrancadas.
Impressionados com a coragem do missionário, os índios
arrancaram-lhe o coração a fim de comê-lo e herdar sua
força.
Com João de Brébeuf
foram martirizados seus sete companheiros: Isac Jogues,
Antonio Daniel, Carlos Garnier, Gabriel Lalemant, João
de la Lande, Natal Chabanel e Renato Goupil.
Colaboração: Padre
Evaldo César de Souza, CSsR
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Santo Hilário de Aquiléia
- Hilário viveu no século III,
em Aquiléia, cidade da região de Veneza, Itália. Educado
no Catolicismo, desde muito cedo resolveu abandonar as
coisas do mundo para dedicar-se ao estudo das Sagradas
Escrituras. Tornou-se Diácono, e depois, por aclamação
popular, foi feito Bispo. Era um pastor zeloso, sábio e
prudente, de enorme piedade. A um seu discípulo,
Taciano, fez seu Diácono.
No período de 283 e 284 era
imperador de Roma Marco Aurélio Numeriano, jovem de
pendor intelectual, interessado em literatura e
oratória, mas fraco para governar um império em crise
como o da época. Um seu edito obrigou os cristãos a
sacrificar aos deuses pagãos. Em Aquiléia, o sacerdote
idólatra Monofantos insistiu com o prefeito, Berônio,
que primeiramente prendesse e pressionasse à apostasia
Hilário e Taciano, cristãos de destaque, mas o Bispo,
depois de reafirmar a sua Fé, acrescentou:
“quanto aos demônios, vãos e ridículos, que chamais
deuses, não lhes ofereço sacrifícios”. As
seduções e ameaças da autoridade civil não surtiram
efeito.
Hilário foi então levado ao
grandioso templo de Hércules, onde foi despido e
barbaramente açoitado. Em seguida, o deitaram sobre um
cavalete e, com garras pontiagudas de ferro,
golpearam-lhe as costas até que os órgãos internos
ficaram aparentes. Enquanto isso, o Bispo cantava hinos
ao Senhor. Por fim, Berônio, sem resultados, cansou-se
do bizarro espetáculo e mandou jogar Hilário na prisão,
onde continuaram os maus tratos. No dia seguinte, o
mesmo processo foi aplicado em Taciano; no cárcere,
Bispo e Diácono, em alegre reencontro, rezaram para que
Deus confundisse os pagãos.
Aconteceu então que uma
neblina baixou sobre a cidade, e o majestoso templo de
Hércules desabou completamente, revelando até mesmo as
fundações. Muitos pagãos fugiram, e outros,
literalmente, morreram de medo. Berônio, mais uma vez
instado por Monofantos, ordenou a imediata decapitação
de Hilário, Taciano e outros seis católicos, entre eles
Félix, Largo e Dionísio. Era o dia 16 de março de 284.
As relíquias de Hilário e
Taciano foram posteriormente levadas para a cidade
próxima de Gorizia, de onde são padroeiros.
Colaboração: José Duarte de Barros Filho |