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O Primeiro - o número 1 na Internet.-
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Criado em 30 de março de 2005 |
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Homens rezado nas suas origens pelo primeiro tesoureiro,
um dos fundadores do grupo.
Sr. Manoel Pedral, falecido à mais de 40anos -
ouçam
89 ANOS DE GRAÇAS E
BÊNÇÃOS
no Brasil e no mundo
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- 15 - São Boaventura, Bispo e Doutor da Igreja
Local: Lyon, França |
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- São Tomás, cognominado o
Anjo da escola, tinha um amigo íntimo, igualmente Santo,
um doutor e um religioso, não, porém, da mesma ordem.
Queremos falar de São Boaventura, glória e ornamento da
ordem de São Francisco. Foi cognominado Doutor seráfico,
por causa da devoção extraordinária, da ardente caridade
e do conhecimento profundo que tinha das ciências
eclesiásticas. Nasceu em 1221, em Bagnarea, na Toscana.
Seu pai e sua mãe, ambos recomendáveis pela piedade,
chamavam-se João de Fidenza e Maria Ritelli. Recebeu no
batismo o nome de João; mas logo depois o de Boaventura,
pelo motivo que vamos dizer.
Na idade de quatro anos foi atacado de uma doença tão
perigosa que os médicos perderam a esperança de lhe
salvar a vida. Sua mãe pediu-lhe a cura por meio de
fervorosas orações e, depois, foi lançar-se aos pés de
São Francisco de Assis, rogando-lhe, com lágrimas,
intercedesse junto a Deus, por uma criança que lhe era
tão cara. O Santo, comovido, pôs-se em oração e o doente
ficou tão completamente curado, que não experimentou
mais nenhum incômodo durante o tempo em que aprouve ao
Senhor chamá-lo a si. Tendo-o visto, quando estava
prestes a terminar a vida mortal, predisse-lhe todas as
graças com que a divina misericórdia o cobriria e
exclamou de repente num êxtase profético: "ó buona
ventura"! Palavras que significavam: "ó feliz
acontecimento"! Daí vem o nome de Boaventura dado ao
nosso Santo. Sua mãe, cheia de gratidão, consagrou-o ao
Senhor, com um voto e tomou grande cuidado de lhe
inspirar, desde os primeiros anos, vivos sentimentos de
piedade. Acostumou-o, também, desde cedo, à prática da
renúncia, da humildade e da obediência. O filho
correspondia a todos os cuidados; pareceu inflamado do
amor de Deus, logo que foi capaz de o conhecer. O
progresso que fez nos estudos causou espanto aos
mestres; mas os que fez na ciência dos Santos, foram
ainda mais extraordinários. Seu maior prazer era saber
por quantos títulos pertencia a Deus e procurar todos os
meios de só viver para Ele.
Quando chegou à idade de vinte e dois anos, entrou na
ordem de São Francisco e recebeu o hábito das mãos de
Haymon, então geral. Haymon, inglês de nascimento, tinha
ensinado teologia em Paris. Gregório mandou-o, na
qualidade de Núncio a Constantinopla, com a incumbência
da revisão do breviário e das rubricas da Igreja romana.
São Boaventura, nos diz ele mesmo, em seu prólogo da
vida de São Francisco, entrou naquela ordem e fez seus
votos, pela gratidão, por lhe ter São Francisco
conservado a vida, com suas orações e com a resolução de
servir a Deus com todo o fervor de que fosse capaz.
Pouco tempo depois, mandaram-no a Paris, para lá
terminar os estudos com o célebre Alexandre de Hales,
cognominado o Doutor irrefragável. A morte levou-lhe o
mestre em 1245 e ele seguiu, depois, as lições de João
de la Rochelle, sucessor. Unia a muita penetração um
juízo excelente, o que fazia que, nas matérias mais
sutis se ativesse somente ao estritamente necessário ou,
pelo menos, útil para libertar a verdade dos sofismas,
sob os quais, adversários minuciosos procuravam
embaraçá-lo. Tornou-se muito hábil no conhecimento da
filosofia escolástica e nas partes mais sublimes da
teologia: mas referia todos os seus estudos à glória de
Deus e à santificação da alma e tinha o cuidado de se
premunir contra a dissipação e uma vã curiosidade; por
isso, soube conservar em si o espírito de recolhimento e
de oração. Jamais desviava de Deus a atenção; invocava
as luzes do Espírito Santo no começo de cada uma de suas
ações; nutria o fervor com frequentes aspirações, que
tornavam contínua a oração. A recordação das chagas de
Jesus Cristo que eram o objeto ordinário de suas
meditações, inflamava-o de amor pelo Salvador; imaginava
ver o nome em tudo o que lia e muitas vezes os olhos se
lhe enchiam de lágrimas.
São Tomás de Aquino veio vê-lo e perguntou-lhe em que
livros tinha aprendido aquela sagrada ciência: "eis -
respondeu ele, mostrando-lhe o crucifixo - a fonte onde
vou haurir meus conhecimentos. Estudo Jesus e Jesus
crucificado". Tinha ainda horas marcadas para se
ocupar unicamente da oração, que considerava, com razão,
o princípio da graça e a chave que abre o céu. Tinha
sabido, de São Paulo, que somente o Espírito Santo nos
pode iniciar no conhecimento dos segredos e dos
desígnios de Deus e gravar nos corações o amor das
santas máximas; que somente ele pode dar-se a conhecer e
que sua luz, como a do sol, se manifesta por si mesma;
essa luz nos ilumina a alma e nos manifesta
interiormente o nosso dever. Sabia ainda que o dom da
oração é comunicado somente aos que antes se dispuseram
a receber a presença sensível do Espírito Santo pela
compunção, bem como pela prática da penitência, da
humildade e da renúncia. Por essas diferentes virtudes
separou-se para ser admitido aos favores inefáveis do
esposo celeste. Sua vida era tão pura, suas paixões
estavam tão perfeitamente submissas, que Alexandre de
Hales costumava dizer, falando dele, que não parecia ter
pecado em Adão. O espírito de mortificação era o
principal meio que empregava para se manter na
inocência; as austeridades eram extraordinárias.
Notava-se-lhe, entretanto, no rosto, certa alegria, que
provinha da paz interior de que gozava. Ouviam-no,
muitas vezes, repetir esta máxima: "a alegria
espiritual é o sinal mais certo da graça de Deus que
habita numa alma". À prática da mortificação
acrescentava a das maiores humilhações. Se se tratava de
servir aos doentes, procurava sempre exercitar os
misteres mais baixos e repugnantes. Não temia expor a
vida, dedicando-se àqueles cujas doenças eram mais
perigosas e mais capazes de causar repugnância à
natureza. A humildade só lhe fazia descobrir em si mesmo
imperfeições e faltas e tinha um cuidado extremo em
ocultar o que lhe poderia atrair a estima dos homens.
Quando o brilho das virtudes o traía contra sua vontade,
abraçava novas humilhações para diminuir a alta ideia
que dele se concebia ou pelo menos, para fortificar-se
contra o veneno da vanglória e satisfazer o amor que
tinha pela abjeção. A crermos nele, era o mais indigno
dos pecadores, não merecendo respirar o ar, nem viver
sobre a terra.
Muitas vezes sua humildade lhe impedia aproximar-se da
Sagrada Mesa, embora ardesse do mais inflamado desejo de
se unir todos os dias ao terno objeto de seus afetos:
mas Deus fez um milagre para acalmar-lhe os ardores e
recompensar-lhe o amor. Eis de que maneira é narrado,
nos atos de sua canonização. "muitos dias se haviam
passado sem que ousasse apresentar-se à Mesa Sagrada:
mas, enquanto ouvia a missa e meditava na Paixão de
Jesus Cristo, o Salvador, para coroar-lhe a humildade e
o amor, colocou-lhe na boca, pelo ministério de um anjo,
uma parte da hóstia consagrada que o padre tinha nas
mãos. Esse favor o inundou de uma torrente de delícias;
depois daquele tempo comungou mais frequentemente e cada
uma de suas comunhões era acompanhada das mais doces
consolações.
São Boaventura preparou-se pelo jejum, pela oração e
outras boas obras a receber o sacerdócio, a fim de obter
uma medida de graça proporcionada às funções sublimes
que devia exercitar. Desejava o sacerdócio, mas sempre
com temor e tremor, e quanto mais lhe conhecia a
excelência e a dignidade, mais se humilhava,
considerando que estava para ser honrado com ele. Todas
as vezes que subia ao altar, viam-se, pelas lágrimas e
pelo exterior, os sentimentos de humildade e de amor com
que os oferecia; tinha em mãos e recebia na alma o
Cordeiro sem mancha. Fez, para sua ação de graças,
depois da missa, a bela oração que começa por estas
palavras: "transfige, dulcíssimo Domine", e cuja
recitação a Igreja recomenda a todos os sacerdotes que
acabam de celebrar o santo sacrifício. Julgando-se
chamado, na qualidade de padre, a trabalhar
especialmente pela salvação do próximo, nada descuidou
para corresponder perfeitamente à missão. Pregou a
palavra de Deus com tanta força e unção que conseguia
maravilhosamente acender nos ouvintes o fogo sagrado,
que nele mesmo ardia. Para mais facilmente obter os
meios de bem cumprir a importante função, escreveu o
livro intitulado "Pharetra" ou Aljava, que outra
coisa não é senão um resumo de pensamentos muito
tocantes, tirados dos Padres da Igreja.
No mesmo tempo, encarregaram-no de ensinar no interior
do convento. Depois da morte de João de La Rochelle, foi
nomeado para preencher-lhe a vaga na cátedra pública da
universidade. Tinha somente vinte e três anos e devia
ter vinte e cinco para poder desempenhar aquele cargo;
mas julgaram poder dispensar da regra, em favor de
Boaventura. Seus raros talentos bem depressa lhe
granjearam admiração universal. Continuou, como antes, a
estudar aos pés do crucifixo.
Alexandre IV terminou, em 1256, a disputa que havia
surgido entre a universidade de Paris e os Regulares:
convidaram São Tomás e São Boaventura para receberem
juntos o barrete de doutor. Os dois Santos, em vez de
disputarem-se o passo, quiseram ceder o primeiro lugar
um ao outro. Não se deixaram convencer pelas razões que
pretensos interesses de ordem fazem, às vezes, se
aleguem; pareciam invejosos somente das prerrogativas
que se fundam na humildade. São Boaventura insistiu tão
fortemente que São Tomás foi obrigado a consentir em
passar por primeiro; assim, ele triunfou ao mesmo tempo
de si mesmo e do amigo.
Boaventura era geral de sua ordem quando assistiu ao
Concílio Ecumênico de Lyon. Foi encarregado pelo Papa
São Gregório X de ser presidente do Concílio e preparar
a matéria de que aí se devia tratar. Caiu doente depois
da terceira sessão; entretanto, assistiu ainda à quarta,
na qual o logoteta ou o grande chanceler de
Constantinopla abjurou o cisma; mas no dia seguinte, as
forças abandonaram-no a ponto de ele ser obrigado a
ficar em casa. Depois, só se ocupou dos exercícios de
piedade. A serenidade que lhe transparecia no rosto
revelava a tranquilidade de sua alma. O Papa
administrou-lhe o sacramento da Extrema-Unção, como
prova a inscrição que se via ainda em 1731, no quarto
onde morreu. Durante a enfermidade, sempre conservou os
olhos presos ao crucifixo. A bem-aventurada morte deu-se
no domingo, 15 de julho de 1274. Estava no seu
quinquagésimo terceiro ano de vida e foi chorado por
todo o Concílio, pela doutrina, eloquência, virtudes e
maneiras amáveis que conquistavam o coração de todos os
que o viam. Enterraram-no em Lyon, na casa da ordem,
isto é, dos Frades Menores. O Santo Papa quis oficiar os
funerais. Todos os Padres do Concílio a ele assistiram,
com toda a corte de Roma. Pedro de Tarentásia, Cardeal
Bispo de Óstia, da ordem dos Irmãos Pregadores, fez o
elogio fúnebre do Santo e sobre estas palavras de Davi:
"eu vos choro, irmãos, meu irmão, Jonatas"! E
comoveu mais com as lágrimas, suas e dos ouvintes, do
que com a eloquência do discurso feito no momento.
São Boaventura foi canonizado por Sisto IV, no ano de
1482. Sisto V colocou-o no número dos doutores da
Igreja, como Pio V já tinha posto Santo Tomás. Lemos nos
atos de sua canonização a história de vários milagres
operados por sua intercessão. A peste atacou a cidade de
Lyon em 1628; fizeram uma procissão na qual se levaram
algumas relíquias do servo de Deus e imediatamente o
flagelo cessou as devastações. Outras cidades também
foram libertadas de várias calamidades públicas
invocando o mesmo santo.
Referência:
Rohrbacher, Padre. Vida dos santos: Volume XIII. São
Paulo: Editora das Américas, 1959. Edição atualizada por
Jannart Moutinho Ribeiro; sob a supervisão do Prof. A.
Della Nina. Adaptações: Equipe Pocket Terço. Disponível
em: obrascatolicas.com. Acesso em: 11 jul. 2021.
São Boaventura, rogai por nós! |
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O Terço
(Rosário) dos Homens não exige
nada e não cobra nada da vida pessoal dos seus
participantes, o que faz
com que seus membros se sintam livres, e a liberdade dá ao
homem o poder de ser aquilo que ele deseja ser, daí as
transformações se sucederem de modo espontâneo
causado pelo contato que os mesmos passam a ter
com
Deus por intercessão
de Maria. |
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