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- Domingos nasceu na pequena vila de Caleruega,
região da Velha Castela, hoje Espanha, em 1170. Seu nome
foi em homenagem a São Domingos de Silos, a quem sua mãe
Joana d’Aza fez uma novena durante a gravidez, no sétimo
dia da qual este apareceu a ela dizendo que seu filho
viria a ser santo. A família de Domingos era nobre, rica
e muito católica: sua mãe Joana, e seu irmão Manes,
foram beatificados, e seu outro irmão, Antônio, faleceu
em odor de santidade.
Dos seis aos 13 anos
estudou com um tio, Padre e Reitor de uma Igreja em
Gumyel (Gumiel de Izán, município na província de
Burgos, comunidade autônoma de Castela e Leão), onde
aprendeu as primeiras letras e as funções de coroinha e
acólito. Em seguida foi para Valência, estudando
Filosofia, Retórica e Teologia na sua universidade.
Praticava a piedade, incluindo severas penitências, e a
caridade para com os pobres e doentes, viúvas e órfãos,
as únicas pessoas que visitava. Em certa ocasião de
grande fome, vendeu seus pergaminhos (caros, e que na
época eram a opção escrita anterior aos livros
impressos) para poder alimentá-los. De outra vez,
ofereceu-se como resgate para outro jovem que fora
capturado pelos mouros. Dedicava-se também à pregação:
assim converteu-se um colega, Conrado, mais tarde Monge
Cisterciense e Cardeal.
Aos 24 anos foi ordenado
Sacerdote pelo Bispo de Osma, e como Cônego pregou em
diversas províncias espanholas, obtendo a conversão de
Reiniers, um conhecido herege, que posteriormente foi
Frade Dominicano. O rei Afonso VII acabou por convidar
Domingos a missões diplomáticas, função que exerceu
igualmente para a Santa Sé.
A desastrosa heresia dos
cátaros ou albigenses, desta época, particularmente na
região do Languedoc no sul da França, que pregava a
dualidade de um Deus bom e outro mau, a reencarnação e
uma suposta casta de “escolhidos”
com uma “pureza superior”,
necessitava de uma resposta, e o Papa Inocêncio III
envio o Bispo Diego de Aceber e Domingos a esta região.
Tiveram o auxílio de 12 Abades Cistercienses, mas não
durante muito tempo; por fim, Domingos ficou sozinho,
numa missão dificílima e perigosa, já que os cátaros
causaram muitas devastações e perseguições. A
constatação da inconstância dos auxiliares levou
Domingos a amadurecer a ideia de fundar uma Ordem
religiosa dedicada à pregação.
A difícil tarefa de
Domingos teve sucesso, e segundo a tradição Nossa
Senhora lhe teria aparecido e indicado a recitação dos
Salmos como forma de vencer a batalha espiritual; daí
teria surgido o Rosário, isto é, a recitação das 150
Ave-Marias relacionadas aos momentos da vida de Jesus,
em substituição aos Salmos, na época de difícil acesso
aos católicos leigos (seja pela falta de manuscritos
como também porque poucos na população europeia da época
sabiam ler).
Assim, em 1216 Domingos
fundou a Ordem dos Pregadores (Ordem de São Domingos ou
Ordem Dominicana), até hoje conhecidos como
“Guardiões do Santo Rosário”. Domingos foi seu
primeiro Superior, no Convento inicial em Toulouse, e
seu irmão Manes juntou-se à congregação. Os principais
carismas da Ordem são o espírito de oração, a
competência científica e a pregação muito bem
fundamentada nas Sagradas Escrituras.
Em 1217 surgiu o primeiro
Mosteiro da Ordem Segunda para as mulheres. Neste mesmo
ano o fundador determinou que as casas da Ordem fossem
construídas nas principais cidades universitárias da
Europa, a começar por Bolonha e Paris, para atrair a
juventude acadêmica. Ele mesmo se fixou em Bolonha, e em
Roma conheceu e tornou-se amigo de São Francisco de
Assis. Em 1220 e 1221 presidiu aos dois primeiros
Capítulos Gerais. A Ordem cresceu por toda a França, e
na Itália, Espanha, Alemanha e Inglaterra; ele chegou a
enviar pessoalmente emissários para a Irlanda, Noruega,
Palestina e Ásia.
São Domingos faleceu em 8
de agosto de 1221, aos 51 anos. É o Padroeiro Perpétuo e
Defensor de Bolonha, Itália.
Muitos Santos ilustram a
Ordem dos Pregadores: São Tomás de Aquino, Santo Alberto
Magno, Santa Catarina de Sena, São Vicente Ferrer, o
Papa São Pio V. O conhecimento científico, unido à Fé e
à Piedade, toma o seu verdadeiro sentido, e este
conjunto harmonioso é sabedoria para enfrentar heresias
e desvios doutrinários.
Colaboração: José Duarte de Barros Filho
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