A Intermediação de Maria Mãe dos Homens
para nos levar ao Cordeiro de Deus

'O ROSÁRIO É A VIDA DE CRISTO CONTEMPLADA COM O OLHAR DE MARIA'
"
Maria é aquela que nos acompanha na escuridão da noite até o clarear do novo dia”

O Primeiro - o número 1  na Internet.- clique aqui
                                                   Criado em 30 de março de 2005

 
 

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Este site apresenta, com exclusividade, o Terço dos Homens rezado nas suas origens pelo primeiro tesoureiro,  
um dos fundadores do grupo. Sr. Manoel Pedral, falecido à mais de 40anos - ouçam


78 ANOS DE GRAÇAS E BÊNÇÃOS no Brasil e no mundo

O PODER DO SANTO ROSÁRIO DA VIRGEM MARIA

PÁGINA INICIAL




Papa Leão XIII: “Queira Deus – e este um ardente desejo nosso – que esta pratica de piedade retome em toda parte o seu antigo lugar de honra! Nas cidades e nas aldeias, nas famílias e nos locais de trabalho, entre as elites e os humildes, seja o Rosário amado e venerado como insigne distintivo da profissão crista e o auxílio mais eficaz para nos propiciar a divina clemência. (...)

Além disto, quanto mais fixamos o pensamento na íntima natureza do Rosário, tanto mais claramente se nos manifesta a sua excelência e utilidade. E por isto cresce em o desejo e a confiança de que a Nossa recomendação seja tão eficaz que de o mais amplo desenvolvimento a esta santíssima oracão, difundindo-lhe sempre mais o conhecimento e a prática”. (Enciclica Lucunda Semper Expectatione.)

1ª Rosa: a necessidade da oração

Jesus “costumava
retirar-se a lugares solitarios para orar” (1).
“Nos dias de sua vida mortal,
dirigiu preces e súplicas, entre clamores e lágrimas, Àquele que o podia salvar da morte, e foi atendido pela sua piedade” (2).
Jesus diz: “
dei-vos o exemplo para que, como Eu .. fiz, assim façais também vós (3).

“E pela oraçãao que a alma se arma para toda espécie de combate. Em qualquer estado em que se encontre, a alma deve rezar.

Tem que rezar a alma pura e bela, porque de outra forma perderia a sua beleza; deve rezar a alma que esta buscando essa pureza, porque de outra forma não a atingiria; deve rezar a alma recem-convertida, porque de outra forma cairia novamente; deve rezar a alma pecadora, atolada em pecados, para que possa levantar-se.

E não existe uma só alma que nao tenha a obrigaçãao de rezar, porque toda a graça provém da oração” (4).

“Orai a Deus, a fim de que vos salve da mão poderosa de vossos inimigos”! (5)

“Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio. Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os princípes deste mundo tenebroso, contra as forcas espirituais do mal (espalhadas) nos ares” (6). Nossos inimigos mortais, são esses espiritos malignos espalhados pelos ares, os anjos que, por soberba, perderam o seus lugares no céu e foram expulsos da presença Santíssima de Deus por São Miguel Arcanjo e seu exercito de anjos fiéis.

Foi então precipitado o grande Dragão, a primitiva Serpente, chamado Demônio e Satanás, o sedutor do mundo inteiro. Foi precipitado na terra, e com ele os seus anjos (7). Estes espiritos infernais agora procuram levar a perdição o maior numero possível. Isso mesmo, o único e infernal desejo do princípe das trevas é levar o homem a perdição. “O terra e mar, cuidado! Porque o Demônio desceu para vós, cheio de grande ira, sabendo que pouco tempo lhe resta” (8).

O simples e eficaz plano de satanás e seus demônios e fazer com que o cristão – redimido pelo Sangue do Cordeiro de Deus – caia em pecado grave e perca a graça da salvação que recebeu no batismo regenerativo de Cristo – ou que mesmo depois de ter caido e perdido a graça salvifíca, a readquiriu no sacramento da Penitência. “Todo aquele que peca transgride a lei, porque o pecado é transgressão da lei” (9). Estes espiritos imundos tentam fazer o cristão trocar as leis do Senhor por simples prazeres mundanos, desprezando o Amor infinito de Deus que os criou e redimiu. E eis a midia do mundo inteiro em suas mãos: música, televisão, cinema, revistas, jornais, etc... instrumentos estes que, nas mãos dos princípes das trevas, se tornam a própria feiticaria moderna. E quem escapa destes feitiços espalhados em todos os cantos do mundo?

São João relata sua visão: “eu vi a Fera e os reis da terra com os seus exércitos reunidos para fazer guerra ao Cavaleiro e ao seu exército (10). O mesmo Apóstolo diz em sua carta: “sabemos que somos de Deus, e que o mundo todo jaz sob o Maligno (11). Aí está demonstração tão clara da guerra que e travada contra os filhos de Deus. Satanás reúne o seu exército – daqueles que se entregam a ele por livre vontade – aqui mesmo na terra, para combater o exército de Cristo, os cristãos, tentando fazê-los cair em pecado grave e assim perderem a graça de Deus. E o plano do exercito infernal – como eles mesmos admitem – e destruir e exterminar completamente o cristianismo da face da terra. (Muitos, ao lerem o que estamos dizendo aqui, dirão que isto e fanatísmo, apenas teoria de conspiração, etc. Mas nos poderiamos provar “tranquilamente” o que foi dito ate aqui, citando vários textos dos soldados de satanás, provando o que afirmamos. Por exemplo, há num vídeo um sacerdote de satanás admitindo que eles usam a música como o principal instrumento para influenciar as pessoas do mundo inteiro contra Cristo e,consequentemente, instaurar o reino do Anticristo no mundo todo. Aliás, há um longo documentario em video (12) na internet sobre este assunto, onde e provado o acabamos de dizer).

E atestado nas Escrituras e a Igreja o confirma que, quem morre em pecado mortal (grave) vai para o castigo eterno. Mas o Divino Mestre nos deu excelente receita – aliás, e um precioso mandamento - para nos mantermos firmes e não cair nas tentações que os espiritos imundos tentam colocar diante de nós diariamente: vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca (13). O nosso espirito pode estar pronto para o combate, mas e a carne? Ah será fácil para a carne dominar o espirito e levar a pessoa a cair em tal tentação, e dificilmente saira dela sem ter pecado várias vezes, se tal cristão não estiver com sua vida de oração diária em bom estado e dominando o corpo através de penitências e não lhe satisfazendo os apetites, vigiando a todo o tempo. “Boa coisa é a oração acompanhada de jejum” (14). “Porque, ainda que vivamos na carne, nao militamos segundo a carne” (15). E ainda surge a pergunta: e o que dira do cristão que nem reza – daqueles que levam uma vida mundana e dizem pedir perdão antes de dormir –, ou que só de vez em quando se coloca em oração, por alguns minutos, apenas para pedir algum favor? Ah, ele esta em paz... nas garras do maligno; e muitos destes tem a audácia de dizer que têm Deus no coração, o que na prática, não é verdade.

Ó tu, que estás lendo estas linhas, no deixai que o maligno faça contigo o que ele quiser; não mais te escravize ao pecado (16), “deixando-se enganar como meninos sem razao” (17); não enganes a ti mesmo, pois a Deus ninguem engana.

“Se me amais, guardareis os meus mandamentos. .. quele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é que me ama. .. se guardardes os meus mandamentos, sereis constantes no meu amor, como também Eu guardei os mandamentos de meu Pai e persisto no seu amor” (18).

Carissimo leitor, buscai o Senhor na oração enquanto e tempo, enquanto estás neste mundo, porque no outro não há uma segunda chance. Querendo ou não, teremos de enfrentar a justiça de Deus no fim de nossa vida terrena.

Sao Paulo nos diz as principais armas que o exército de Cristo deve usar: “tomai, portanto, a armadura de Deus, para que possais resistir nos dias maus e manter-vos inabaláveis no cumprimento do vosso dever. Ficai alerta, a cintura cingidos com a verdade, o corpo vestido com a couraça da justiça, e os pés calcados de prontidão para anunciar o Evangelho da paz. Sobretudo, embraçai o escudo da , com que possais apagar todos os dardos inflamados do Malígno. Tomai, enfim, o capacete da salvação e a espada do
Esp
írito, isto é, a palavra de Deus. Terminando com o mandamento mais importante para nos mantermos firmes nos outros: intensificai as vossas invocações
e súplicas. Orai em toda circunstância, pelo Espírito, no qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos os cristãos
. (19) Orai sem cessar (20).

“Não vos inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a ação de graças (21). O que pedir na oração? Devemos pedir por nós mesmos e pelos outros, pelas necessidades espirituais e temporais, mas principalmente as espirituais, e mesmo os nossos pedidos temporais devem ter como resultado o melhoramento de nossa caminhada rumo a salvação eterna. Mas o Apóstolo, alias, o Espírito Santo mesmo e quem nos diz: “outrossim, o Espírito vem em auxílio a nossa fraqueza; porque não sabemos o que devemos pedir, nem orar como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nos com gemidos inefáveis” (22). E se caso nos inquietamos, se não sabemos do que mais necessitamos, do que mais precisamos para nos ajudar na nossa caminhada a Pátria Celeste, deixemos então, que o Espírito Santo peça por nossas maiores necessidades, meditando profundamente nos mistérios de nossa salvação, recitando o Santo Rosário. Maria, a Esposa amadissima do Espírito Santo, não há de desamparar os rogos dos que a ela recorrem e por ela pedem, mesmo que os mais miseráveis pecadores, e entao ela distribuira graças em abundância sobre os que a pedirem com humildade e confiança, pois ela e toda cheia das graças do Santo Espírito.

“Cada um e tentado pela sua própria concupiscência, que o atrai e alicia” (23). Então também devemos pedir forças e proteção para não cairmos na tentação que mais nos molesta a nossa concupiscência. Porque “a concupiscência, depois de conceber, da a luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte” (24). “Porque tudo o que há no mundo - a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida - nao procede do Pai, mas do mundo. O mundo passa com as suas concupiscências, mas quem cumpre a vontade de Deus permanece eternamente”. (25) “Todo aquele que quer ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (26).

Pela parábola do juiz iníquo (27), Jesus nos ensina que devemos pedir com fé a Deus, incessantemente, até que alcancemos as graças pedidas. “Pedi e se vos dará. Buscai e achareis. Batei e vos será aberto. Porque todo aquele que pede, recebe. Quem busca, acha. A quem bate, abrir-se-á (28). Dificilmente receberá uma graça especial aquele que não a pede através da oração. Tens problemas familiares? Quer crescer no amor e no temor de Deus? A conversão de um parente ou amigo? Salvação de toda a família? Readquirir a graça perdida? Fazer uma boa confissão? “Tudo o que pedirdes com fÉ na oração, vos o alcancareis” (29).

“Quando digo a alguém: ‘roga a Deus, pede-lhe, súplica-lhe’, responde-me: ‘ pedi uma vez, duas, três, dez, vinte vezes, e nada recebi’. Não cesses, irmão, enquanto não tiveres recebido; a petição termina quando se recebe o que se pediu. Cessa quando tiveres alcançado; melhor ainda, nem então cesses. Persevera ainda. Enquanto não receberes, pede para conseguir; e quando tiveres recebido, da graças” (30).

A Sagrada Escritura está toda cheia de relatos sobre o poder da oração, citemos alguns exemplos: “Elias era um homem pobre como nós e orou com fervor para que não chovesse sobre a terra, e por três anos e seis meses não choveu. Orou de novo, e o céu deu chuva, e a terra deu o seu fruto” (31). Elias também rogou ao Senhor para dar a vida novamente ao menino morto, e isto foi feito pelo Senhor (32) . “Ana, profundamente amargurada, orou ao Senhor”, pedindo-lhe um filho varão, e o Senhor lhe deu a graça de dar a luz um filho, Samuel (33). Eliseu orou ao Senhor para ferir os olhos de seus inimigos que estavam prestes a matá-lo, e o Senhor o fez (34). O profeta Isaias pediu ao Senhor para recuar o relógio dez graus, e o Senhor atendeu ao seu pedido (35). Quando o profeta Jonas estava anunciando a destruição de Nínive, todo o povo desta cidade arrependeu-se dos atos pecaminosos e todos se humilharam diante do Senhor suplicando-lhe por misericórdia por meio da oração, e Deus se apiedou deles e não destruiu um habitante sequer (36). Jesus passou a noite toda rezando, antes de escolher os seus doze Apóstolos (37). Quando Jesus quis transfigurar-se diante de tres de seus Apóstolos e mostrar-lhes a sua glória, Ele os levou a um monte parar orar, e “enquanto orava, transformou-se o seu rosto e as suas vestes tornaram-se resplandecentes de brancura” (38). No início da Santa Igreja, o Vigário de Cristo foi preso por Herodes, “Pedro estava assim encerrado na prisão, mas a Igreja orava sem cessar por ele a Deus,” e Deus libertou Sao Pedro da prisao (39).

São Paulo Apóstolo: acima de tudo, recomendo que se façam preces, orações, súplicas, ações de graças por todos os homens” (40).

Santo Agostinho: “Quanto mais intensos são os desejos que precedem e acompanham nossa oração, melhores são seus efeitos”.

Santo Afonso de Ligório: quem reza se salva; quem não reza se condena. Todos os que se salvaram, salvaram-se pela oracao; todos os que se condenaram, condenaram-se por falta de oração”.

Nosso Senhor Jesus: vigiai, pois, em todo o tempo e orai, a fim de que vos torneis dignos de escapar a todos estes males que hao de acontecer, e de vos apresentar de pé diante do Filho do Homem” (41).

Porque o salário do pecado é a morte, enquanto o dom de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor (42).

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(1) Lucas 5, 16. – (2) Hebreus 5 ,7. – (3) Joao 13, 15. – (4) Santa Maria Faustina kowalska, Diário. – (5) Baruc 4, 21. – (6) Efésios 6, 11-12. – (7) - Apocalipse 12, 9. – (8) Ibidem 12, 12. –
(9) I Joao 3,
4. – (10) Apocalipse 19, 19. – (11) I João 5, 19. – (12) Vídeo e em ingles; procurar no site - Google.com They Sold Their Souls for Rock and Roll – (13) Mateus 26, 41 –
(14) Tobias 12,
8. – (15) II Coríntios 10, 3. – (16) Cf. João 8, 34. – (17) Sabedoria 12, 24. – (18) João 14, 15. 21; 15, 10. – (19) Efésios 6, 13-18. – (20) 1a Tessalonicenses 5, 17. –
(21) Filipenses 4,
6. – (22) Romanos 8, 26. – (23) Tiago 1, 14 – (24) Ib 1, 15 - (25) I João 2, 16-17. – (26) Tiago 4, 4. – (27) Lucas 18, 1-8. – (28) Mateus 7, 7-8. – (29) Mateus 21, 22. –
(30) S
ão João Crisostomo. – (31) Tiago 5, 17-18 [relato de Elias esta em 1o Reis 17, 1; 18, 41-45]. – (32) Cf. 1o Reis 17, 18-23. – (33) Cf. 1o Samuel 1, 10-11.20. – (34) Cf. 2o Reis 6,
18-20
 – (35) Cf. Ib. 20, 11. – (36) Jonas 3. – (37) Cf. Lucas 6, 12-13. – (38) Cf. Lucas 9, 28-29. – (39) Atos dos Apóstolos 12, 3-11. – (40) 1aTimóteo 2, 1. – (41) Lucas 21, 36. – (42)
Romanos 6,
23.
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2ª Rosa: e Ela o esmaga pela cabeça

E ainda mais incrivel no livro de Judite (1), sobre o poder da oração: quando Israel estava prestes a se entregar nas mãos dos inimigos, por não mais terem água para beber, “todo o povo orou fervorosamente ao Senhor; humilharam suas almas com jejuns e orações, eles e suas mulheres. Os sacerdotes vestiram-se de cilício, as crianças prostraram-se diante do templo do Senhor, e cobriu-se o altar do Senhor com um cilício. Unidos de coração e de alma, clamaram ao Senhor que não entregasse seus filhos a rapina do vencedor, suas mulheres a devassidão, suas cidades ao extermínio, seu templo a profanação, e não permitisse que eles próprios se tornassem o opróbrio das nações pagas. E todos rogavam a Deus, de todo o seu coração, que visitasse o seu povo de Israel” (2). E o Senhor livrou o seu povo das fauces do leão, pelas mãos de uma mulher: Judite, que ficou revoltada com a situação em que se encontrava Israel, e pediu ao principe de Judá, Ozias, para que se reunissem em oração por ela a Deus. E ela mesma, depois de orar a Deus, foi no acampamento do inimigo e cortou a cabeca do general do exercito que tinha decretado o exterminio do povo de Deus. E assim, todo o exército inimigo ficou apavorado de terror, e os israelitas correram atrás deles, exterminando-os todos e tomando para si os seus bens. Ora, Judite não foi nada menos que uma prefiguração da Mulher que viria a esmagar a cabeca de satanás no futuro: a Virgem Maria.

Vejamos: quando Judite decepou a cabeça do maior inimigo de Israel, veio ela e contou tudo aos israelitas.Então todos, adorando o Senhor, disseram a Judite: o Senhor te abençoou com o seu poder, porque Ele por ti aniquilou os nossos inimigos. Ozias, príncipe do povo de Israel, acrescentou: minha filha, tu és bendita do Senhor Deus altíssimo, mais que todas as mulheres da terra. Bendito seja o Senhor, criador do céu e da terra, que te guiou para cortar a cabeça de nosso maior inimigo! Ele deu neste dia tanta glória ao teu nome, que nunca o teu louvor cessará de ser celebrado pelos homens, que se lembrarão eternamente do poder do Senhor. Ante os sofrimentos e a angústia de teu povo, não poupaste a tua vida, mas salvaste-nos da ruína, em presença de nosso Deus. E todo o povo respondeu: assim seja!

Assim seja! Mandaram entao vir Aquior, e Judite disse-lhe: o Deus de Israel, de quem testemunhaste que toma vingança dos seus inimigos,
cortou esta noite por minha mão a cabeça de todos os infiéis. Para provar-te que assim e, eis aqui a cabeca de Holofernes que, na insolência
de seu orgulho, desprezava o Deus de Israel e te amea
çava de morte, dizendo: quando o povo de Israel for vencido, mandarei passar-te ao fio da espada. Vendo a cabeca de Holofernes, Aquior foi tomado de pavor e caiu com o rosto por terra, sem sentidos. Quando recobrou os sentidos e voltou a si, jogou-se aos pés de Judite em sinal de reverência e disse: sê bendita de teu Deus em todas as tendas de Jacó, porque o Deus de Israel será glorificado por causa de ti entre todas as nações que ouvirem o teu nome (3).

“Veio entao de Jerusalem a Betulia o sumo sacerdote Joaquim com todos os anciaos para ver Judite. Quando ela lhes veio ao encontro, abençoaram-na todos a uma só voz, dizendo: tu és a glória de Jerusalém; tu és a alegria de Israel, tu és a honra de nosso povo. Deste prova de alma viril e coração valente. Amaste a castidade, e nao quiseste, depois da morte do teu marido, conhecer outro homem; entao o Senhor te fortaleceu e por isso serás eternamente bendita. Ao que todo o povo respondeu: assim seja! Assim seja! (4) Ao que Judite louvou ao Senhor. Entre seus louvores, disse ela essas palavras: o Senhor onipotente os rechaçou, por mãos de uma mulher! Seu caudilho foi derrotado, não por jovens; foi ferido, não por filhos de Titãs; vencido, não por gigantes enormes: foi Judite, filha de Merari, quem o paralisou com a formosura de seu rosto. Despiu o seu vestido de viuva, para consolação dos que sofriam em Israel. Ungiu o rosto com essência perfumada, cingiu os cabelos com um diadema e vestiu um vestido de linho, para o seduzir. Suas sandalias arrebataram-lhe os olhos, sua beleza extasiou-lhe a alma, e a espada lhe decepou a nuca. Os persas tremeram de ver tamanha valentia, os medos se acovardaram perante sua audacia...”(5).Uma passagem no livro dos Juizes tambem diz um fato interessante: uma mulher feriu Abimelec na cabeca por uma pedra, e Abimelec, orgulhoso como o diabo, pediu a um servo seu para ferir-lhe com a espada para ninguem ficar sabendo que foi morto por uma mulher (6).

Citemos agora, algumas verdades que sao reveladas nestas prefiguracoes, comprovadas no Novo Testamento:

1. Nos adoramos a Deus, quando louvamos Maria, Sua obra prima, especialmente com a Saudacao Angélica – a Ave Maria -, pois assim louvamos com perfeição a Santíssima Trindade, como fizeram o anjo Gabriel e Santa Isabel (7).
2. Porque do mesmo modo que fez Judite apos ser abencoada e louvada pelos anci
ãos e por todo o povo de Israel, Maria sempre redireciona para Deus os louvores e honras que a oferecemos, e ela o faz rendendo louvores e gracas a Deus com perfeição por meio de seu próprio Filho e do Espírito Divino que e seu Esposo, assim como fez quando Isabel a louvou sob inspiração do Santo Espírito (8).
3. Maria e a mais bendita entre todas as mulheres – ela e A M
ulher (9), a Nova Eva ao lado do Novo Adao – porque o Senhor a cumulou com tantas bençãos e graças especiais e deu tanta glória ao seu nome, que jamais cessará de ser celebrado o seu louvor, conforme ela mesma teve de admitir, apesar de sua grande humildade (10).
4. Deus quis e deu poder a Maria para nos livrar dos nossos inimigos, os dem
ônios, quando eles estao nos oprimindo com suas infernais malicias e tentacoes; ela os esmaga diretamente a cabeça, porque Deus o quis assim para humilhar ainda mais o princípe das trevas, derrotando-o por meio de uma Mulher, e porque foi Ele mesmo quem nos deu Maria por Mae protetora e intercessora, como São João a descreve por três vezes (11).

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(1) Judite, do cap. 4 a 16. – (2) Ibidem 4, 8-10. 17. – (3) Ib. 13, 22-30 - (4) Ib. 15, 9-12. – (5) Ib. 16, 5-10. – (6) Juízes 9, 52-54. – (7) Lucas 1, 28. 42.45. – (8) Lucas 1, 39-55. – (9) Genêsis 3, 15;
Jo
ão 2, 4; 19, 26; Apocalipse 12, 1-2. 5-6. – (10) Lucas 1, 48-49. – (11) João 2, 3-11; 19,26-27; Apocalipse 12, 13-18.
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3ª Rosa: a conversão de um moribundo

Numa cidade da Polôonia, chamada Cracow, no ano 1901, um pecador caiu de cama, doente, prestes a deixar esta vida e passar para a eternidade. Ele foi um grande criminoso, e viveu uma terrível vida de maldades, até mesmo derramando sangue humano. Apesar disso, mesmo sabendo que estava na hora de ir enfrentar o Grande Juiz, ele recusava-se a se preparar para morrer.

Muitas pessoas piedosas estavam rezando por ele; vários sacerdotes tentaram ir até ele, mas ele tinha dado ordens para que nenhum deles fosse admitido no seu quarto, onde estava agonizando. No entanto, um membro de uma Ordem religiosa, que fora seu companheiro de faculdade, decidiu que, se possível fôsse, salvaria a alma de seu antigo colega. E conseguiu entrar no quarto por ser um antigo amigo.

Assim que ele viu o enfêrmo, o sacerdote estava convencido que esforçar-se para comover o doente pela razão, seria em vão. Então, com uma resolução nascida de uma necessidade e também piedade, o sacerdote tomou o mais facil e – em sua opinião – mais eficaz meio para amolecer o coração do reprobo. Ele lan'xou-se de joelhos ao chão ao lado da cama do doente e comecou a recitar em voz alta a Ave Maria. E foi respondido por uma blasfêmia. Mas ele continuou a repetir a oração fervorosamente, e o agonizante, muito fraco para continuar a protestar, resignou-se a ficar so ouvindo. Após um breve tempo, o doente abriu os olhos e disse, com uma voz fraca, mas perfeitamente racional: eu gostaria de fazer minha confissão.” O sacerdote, apesar da grande alegria, ficou muito surpreso. Mesmo com a grande fé e confiança que teve na Mãe de Deus, não estava preparado para uma mudança tão repentina.

O doente repetiu seu pedido, o qual foi imediatamente atendido. Depois de sua confissão, ele pediu ao sacerdote para abrir uma gaveta em sua mesa. Nela, entre seus papéis, ele instruiu o sacerdote a achar uma pequena imagem da Bendita Virgem.

Isso é uma lembrança de minha mãe,” disse o pecador contrito, “Ela me deu isso, impondo-me que nunca abrisse mão dela. Para agradá-la eu peguei isso de suas queridas mãos. Muitas vezes estive ao ponto de destruí-la quando classificava meus papéis, mas jamais consegui fazê-lo.

Ele pegou a foto, apertou-a ao seu coração, e depois a beijou calorosamente, e lágrimas jorravam de seus olhos. Ele recebeu o Santo Viático com alegria e fervor, cheio de gratidão aquela que, tão justamente, e chama de Refúgio dos Pecadores.

4ª Rosa: a intercessão dos glorificados

Convém também dissipar a fumaça de satan'ss das mentes que se contaminaram com o erro que o malígno espalha através dos seus filhos, os hereges. Como disse Jesus Cristo, se os que crerem “beberem algum veneno mortal, não lhes fara mal” (1). Mas, se tu, amigo leitor, por algum motivo não tinha fée suficiente para ficar de pé ao beber o veneno da serpente antiga, se tu morreste – ou se ficou fraco, e cada dia que tu o bebes fica mais fraco ainda, beirando a morte – com este veneno mortal que os hereges protestantes lhe jogaram goela a baixo, eu tenho o maior prazer e alegria de lhe indicar o seu antídoto: o Santo Rosário daquela que esmaga todo o exercito infernal.

Primeiramente tu deves saber que a falta de fé e por causa da negligência quanto ao Evangelho e aos ensinamentos que Cristo nos passa por meio de sua Santa Igreja. São Jerônimo diz: “ignorar as Escrituras é ignorar a Cristo.  Pois todo aquele que chega ao conhecimento de Jesus Cristo e cre no seu Evangelho em sua integridade, jamais deixar'` a sua Igreja e jamais pensará em abandonar a Bendita Mãe Maria, a não ser se tal se entregar à apostasia, como profetizou Sao Paulo (2). E assim profetizou Moisés falando dos que não ouvem a Cristo: todo aquele que não ouvir esse Profeta sera exterminado do meio do povo.” (3) “A apostasia dos tolos os mata e o desleixo dos insensatos os perde” (4).

Os hereges são violentamente contra a devoção a Virgem Maria e aos Santos em geral, pois – dizem eles – eles não podem interceder por nós porque não nos ouvem as orações e temos um só intercessor: Jesus Cristo, como atesta em Hebreus 7, 25, Hebreus 9, 24 e 1a São João 2, 1. Mas estas passagens simplesmente exaltam a verdade: a intercessão de Cristo como único Mediador entre Deus e o homem (5). Isto não fere nenhum pouco a verdade de que temos os santos como intercessores junto de Deus – do mesmo modo que podemos interceder uns pelos outros aqui na terra; ainda mais porque eles ja estão glorificados em Cristo, já estão no Céu junto do Pai, do Filho e do Espírito Santo, em completa comunhão. E Jesus jamais impediria um imitador Seu e cumpridor de sua Palavra e que ja esta no Paraíso, de ir ao Pai e pedir-lhe por alguém aqui na terra, pois Ele mesmo está a mão direita do Pai (6), conforme o seu modo natural de existir, e como diz o discipulo amado, o Filho “está no seio do Pai” (7).

Jesus mesmo disse aos seus discípulos para pedirem qualquer coisa ao Pai em seu nome: “em verdade, em verdade vos digo: o que pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo dará (8). “E tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome, vo-lo farei, para que o Pai seja glorificado no Filho” (9). Portanto, e abominável e falsa a justificativa dos hereges, dizer que os santos que estão no céu não podem pedir a Deus Pai qualquer coisa que seja por nós aqui na terra. E mesmo se esta terrível heresia fosse verdade, Jesus tambem disse isto: “qualquer coisa que me pedirdes em meu nome, vo-lo farei (10). Além de eles cairem nas próprias armadilhas, tentando escapar da verdade negam que os Santos nao podem ir ao Pai, caem em outras ainda piores de se fugir. E para desmascarar ainda mais as artimanhas do malígno, que usa os seus adéptos para seduzirem, “se isto fosse possivel, até mesmo os escolhidos” (11), ai vai mais uma sentença que Jesus Cristo disse quando estava perto o momento de subir ao Pai e prometia a seus Apóstolos a descida do Espírito Santo: “disse-vos essas coisas em termos figurados e obscuros. Vem a hora em que já não vos falarei por meio de comparações e parábolas, mas vos falarei abertamente a respeito do Pai. Naquele dia pedireis em meu nome, e já não digo que rogarei ao Pai por vós. Pois o mesmo Pai vos ama, porque vós me amastes e crestes que sai de Deus” (12).

Ora, quem ja passou dessa vida para a eternidade, não esta submisso ao tempo e espaço, por isso, aquela hedionda palavra “eles não podem nos ouvir nem saber de coisa alguma sobre nós aqui na terra” cai por terra absolutamente, uma vez que todos os santos no céu e na terra estão unidos no Corpo de Cristo (13), a Comunhao dos Santos (Comunhao do Espírito, como diz Sao Paulo (15)), e os que já estão em glória no Paraíso, podem – pela graça e poder de Deus – saber qualquer coisa sobre os santos que estão ainda na terra, sobre sua caminhada, orações e necessidades, até mesmo pensamentos, se Deus os quiser revelar.

Por exemplo, na Igreja sempre houve santos que tinham dons e carismas extraordinários, como São Pio de Pietrelcina, que tinha o dom de bi-locação e o dom de saber coisas sobrenaturalmente; ele podia estar em dois lugares ao mesmo tempo; podia saber todos os pecados da pessoa que estivesse se confessando com ele, ou apenas conversando ele. São João Bosco também; as vezes era so olhar nos olhos da pessoa e ele conhecia tal pessoa por inteiro, o passado dela, seus pecados, etc.. Se os Santos podem possuir tais dons e carismas ainda em vida aqui na terra, seria difícil para Deus lhes encher completamente de todos os dons no Paraíso, onde estão em completa plenitude com o Pai, Filho e Espírito Santo? Assim, eles podem saber das orações de todas as pessoas, do mundo inteiro, e auxiliar a todas elas ao mesmo tempo, caso estejam todas pedindo no mesmo momento.

Exemplos nas Sagradas Escrituras: Deus mostrou para Eliseu o futuro de Hazael, quando “Eliseu olhou-o fixamente”; viu o que ele seria e o que faria de mal aos israelitas (17). Deus mostrou a São Pedro o que Ananias e sua mulher tinham feito; que tinham tentado mentir ao Espírito Santo (18). Estando em outro lugar, São Paulo dizia que estava presente – em espírito – junto da comunidade dos Colossenses e que se alegrava em ver a firmeza da fé deles em Cristo (19). Do mesmo modo, ele disse que estava presente – em espírito – na comunidade dos Coríntios (20). Deste modo, há muitos fatos que são relatados na Bíblia, e também muito mais ainda nas histórias dos Santos da Igreja de Cristo Jesus. Mas fiquemos somente com estes para provar que, até mesmo em vida, os Santos podem ter dons de ter conhecimentos sobrenaturais sobre outras pessoas e estarem em vários lugares ao mesmo tempo. Estas coisas massacram por inteiro as heresias que dão de frente a devoção aos Santos.

Livrai-me, Senhor, do homem mau;

preservai-me do homem violento,

daqueles que tramam o mal no coração,

que provocam discórdias diariamente,

que aguçam a língua qual serpente,

que ocultam nos lábios veneno viperino,

pois o seu vinho é veneno de serpente,

o mais terrível veneno de cobra! (16)

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(1) Cf. Marcos 16, 17-18. – (2) cf. 2a Tessalonicenses 2, 3. – (3) Deuteronômio 18, 19; citado em Atos 3, 23. – (4) Proverbios 1, 32. – (5) 1a Timóteo 2, 5. – (6) Cf. Romanos 8, 34; Hebreus 10, 12.
– (7) Jo
ão 1, 18. – (8) Ib. 16, 23. – (9) Ib. 14, 13. – (10) Ib. 14, 14. – (11) Mateus 24, 24. – (12) João 16, 25-27. – (13) Cf. Romanos 12, 5; 1a Coríntios 10, 16. 12,27; Efésios 1, 10. – (14) Cf. 1a São João 1, 7. – (15) 2aI Coríntios 13, 13. – (16) Salmo 139, 4; Deuteronômio 32, 33. – (17) 2a Reis 8, 10-13. – (18) Atos 5, 1-11. – (19) Colossenses 2, 5. – (20) 1a Coríintios 5, 3.
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5ª Rosa: a intercessão nas Escrituras

Quando Judas Macabeu estava prestes a enfrentar uma guerra contra Nicanor e seu exercito - muito mais numeroso do que o seu –, como sempre, incitou os seus companheiros a orarem muito antes da batalha e também durante, pedindo a Deus para ajuda-los a vencer o inimigo e salvar o resto do povo de Israel. Antes do começo desta batalha, Judas “narrou-lhes uma visão digna de fé”, assim se expressa o autor sagrado: “eis o que vira: Onias, que foi sumo sacerdote, homem nobre e bom, modesto em seu aspecto, de carater ameno, distinto em sua linguagem e exercitado desde menino na pratica de todas as virtudes, com as mãos levantadas, orava por todo o povo judeu. Em seguida havia aparecido do mesmo modo um homem com os cabelos todos brancos, de aparência muito venerável, e nimbado por uma admirável e magnifica majestade. Então, tomando a palavra, disse-lhe Onias:eis o amigo de seus irmãos, aquele que reza muito pelo povo e pela cidade santa, Jeremias, o profeta de Deus. E Jeremias, estendendo a mão, entregou a Judas uma espada de ouro, e, ao dar-lha, disse: toma esta santa espada que Deus te concede e com a qual esmagaras os inimigos” (1). Nesta Visão magnifica, vemos a intercessao de Onias e Jeremias pelo povo Judeu. E qual nao foi o resultado da batalha! “Enquanto pelejavam com as mãos, oravam ao Senhor no cora.cão, e assim derribaram por terra nada menos que trinta e cinco mil homens; e sentiram-se cheios de alegria por ver Deus manifestar-se desse modo. Concluída a batalha, dispersaram-se felizes, quando reconheceram Nicanor prostrado com a sua armadura” (2).

Oh sujeitos que protestam cheios de ódio no coração! Dirão que os livros dos Macabeus são apócrifos? Quem lhes disse ou lhes deu autoridade para definir quais livros são inspirados ou não? Foi o seu pai satanáas quem definiu o canon biblico? Se eles não sabem responder e aceitar a verdade, para a sua informa,cão foi a Igreja de Cristo, a Católica Apóstolica Romana, quem disse quais livros eram inspirados ou não, e que viriam a fazer parte da Bíblia Sagrada. Isto foi no IV século e não no XVI século, como dizem os escorpiões. Onde estava as suas seitas naquela epoca? Dirão ainda que o Espírito Santo guiou a Igreja até esse dia, e após ter juntado os livros na Bíblia parou de se manifestar na Igreja que Jesus edificou? Prostitui-se? Se eles ainda seguem essas ideias, estao seguindo ao seu pai mesmo. Que sabia que, até a definição do canon Biblico, a Igreja já professava abertamente a Fé Católica que conhecemos hoje! Além de estarem zombando de Jesus Cristo nestes termos: “este homem principiou a edificar, mas não pode terminar (3), estão chamando-o de falso profeta, por predizer coisas que não acontecem, como por exemplo: “e eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerao contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra sera ligado nos ceus, e tudo o que desligares na terra sera desligado nos céus”(4). “Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-a toda a verdade” (5). “Eis que estou convosco todos os dias, ate o fim do mundo” (6).

Vejamos entao alguns exemplos de intercessão: “Abrãao intercedeu junto de Deus, que curou Abimelec, sua mulher e suas servas, e deram novamente a luz” (6). “O povo veio a Moisés e disse-lhe: ‘peçamos, murmurando contra o Senhor e contra ti. Roga ao Senhor que afaste de nos essas serpentes. Moisés intercedeu pelo povo, e o Senhor disse a Moisés: “faze para ti uma serpente ardente e mete-a sobre um poste. Todo o que for mordido, olhando para ela, sera salvo” (7). Moisés tambem intercedeu pelo povo após terem feito um bezerro de ouro para adorar, e o Senhor o ouviu e não os aniquilou (8). O Senhor mesmo mandou que Jó intercedesse por Elifaz de Tema, Baldad de Sue e Sofar de Naama (9). A Igreja intercedeu pela libertacao de São Pedro, e foi atendida (10). São Paulo e São Tiago manda os cristãos intercederem uns pelos outros na comunhão do Espirito (11). São Paulo pede a intercessão dos cristãos por ele e por seus companheiros (12). São Paulo dizia a intercessão dos fiéis por ele, lhe resultaria em salvacao (13). Os Santos que estão no Céu, intercedem por nós e apresentam nossas orações a Deus (14). Os anjos também intercedem por nos e apresentam nossas orações a Deus (15).

Como se nao bastasse, analisemos o que nos revela o Evangelho: Jesus foi a casa de São Pedro, e curou a sua sogra porque lhe pediram por ela (16). Havia um centurião em Cafarnaum “que tinha um servo a quem muito estimava e que estava a morte. Tendo ouvido falar de Jesus, enviou-lhe alguns anciãos dos judeus, rogando-lhe que o viesse curar. Aproximando-se eles de Jesus, rogavam-lhe encarecidamente: Ele bem merece que lhe facas este favor, pois e amigo da nossa nação e foi ele mesmo quem nos edificou uma sinagoga. Jesus então foi com eles (..)” (17). Aqui vemos claramente que o centurião pediu a alguns anciãos dos judeus para intercederem por ele junto de Jesus; alias, ele mesmo – o centurião – esta intercedendo pela cura de um servo seu. E vendo Jesus a fé dele, curou o seu servo sem precisar ir a casa dele (18).

Incrível foi a intercessão dos que levaram a Jesus um paralítico para ser curado; e estando novamente Jesus dentro da casa de Pedro, seu eleito: “apareceram algumas pessoas trazendo num leito um homem paralítico; e procuravam introduzi-lo na casa e pô-lo diante dele. Mas não achando por onde o introduzir, por causa da multidão, subiram ao telhado e por entre as telhas o arriaram com o leito ao meio da assembléia, diante de Jesus. Vendo a fé que tinham, disse Jesus: meu amigo, os teus pecados te sao perdoados” (19). Se estes homens humildes, com grande fe, conseguiram de Jesus o perdão dos pecados para o paralítico, e não só isso, também a cura completa da paralisia (20), quanto mais não conseguirá Dele, a Virgem Maria, sua Mãe, para aqueles que lhe pedem o seu auxílio e intercessão!

E outra: alguns gregos tinham subido a Jerusalem para participarem da festa da Páscoa e adorar ao Deus unico. “Estes se aproximaram de Filipe (aquele de Betsaida da Galiléia) e rogaram-lhe: Senhor, quiséramos ver Jesus (21). Os hereges formularam algumas frases para escaparem de serem desmascarados, mais ou menos neste sentido: “se quero alguma coisa, vou direto ao chefe, não preciso pedir ajuda a alguém. E no fim, cada vez que tentam fugir de uma enrascada, caem em outras duas piores. No verso acima vemos que os gregos pediram ao Apóstolo São Filipe para verem Jesus. Por que eles nao tinham o mesmo pensamento orgulhoso dos soberbos hereges de hoje? Porque eles eram humildes como o publicano (22), e devido a sua grande fé, tinham grande reverência e respeito a Majestade de Jesus Cristo, assim como o centurião que citamos anteriormente, o qual enviou os anciãos dos judeus para edirem a cura de seu servo a Jesus, e ainda nao se achou digno de recebê-Lo em casa. “Filipe foi e falou com André. Então André e Filipe o disseram ao Senhor (23). São Filipe ainda chamou André para irem juntos e falarem a Jesus sobre os gregos... E se os Apóstolos podem mostrar Jesus aos que pedem a eles para vê-lo, quanto mais a sua Mãe dulcissima não fará por aqueles que a pedem com fé e amor: “e depois deste desterro, mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre (24).
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(1) 2o Macabeus 15, 12-16. – (2) Ib. 15, 27-18. – (3) Lucas 14, 30. – (4) Mateus 16, 18-19. – (5) João 16, 13. – (6) Mateus 28, 20. – (7) Genêsis 20, 17. – (8) Cf. Numeros 21,7-8. – (9) Cf. Deuteronômio 9, 9-20. – (10) Cf. Jó 42, 7-10. – (11) Cf. Atos dos Apóstolos 12, 3-11. – (12) Cf. Romanos 15, 30; 2a Coríntios 1, 11; Efésios 6, 19; Colossenses 4, 3; 1a Tessalonicenses 5, 25; 2a Tessalonicenses 3, 1; Hebreus 13, 18. – (13) Cf. Filipenses 1, 19. – (14) Cf. Apocalipse 5, 8. – (15) Cf. Jó 33, 23-24; Tobias 12, 12; Apocalipse 8, 3-4. – (16) Cf. Lucas 4, 38-39. – (17) Lucas 7, 2-8. – (18) Cf. Ib. 9-10. – (19) Lucas 5, 18-20. – (20) Cf. Ib. 24-25. – (21) João 12, 21. – (22) Cf. Lucas 18, 9-14. – (23) João 12, 22. – (24) Suplica da oracao Salve Rainha.
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6ª Rosa: e ela ganhou o Céu

Ha algum tempo atras, o Catholic Times publicou a seguinte historia, contada por um sacerdote ingles: um dia um homem honesto e trabalhador veio ao presbitério, e pediu para falar comigo imediatamente. Ele disse que nao era católico, mas que ficaria muito agradecido se eu fosse gentilmente visitar sua esposa, que estava em uma decadência, e ele acreditava que ela não viveria por muito tempo. Eu o perguntei se ela era católica: não, respondeu ele, “mas ela insiste em te ver, e não ouvirá de um clérigo de nenhuma outra religião. Então perguntei onde ele morava, e descobri que era na mais miserável região da cidade.

Ao chegar na casa, eu fui recebido com grande entusiasmo pela pobre mulher. Imediatamente ela declarou sobre nossa religiao. Eu estava impressionado por tudo isso, pois aprendi que ninguém de suas relacões ou vizinhos era catolico; então perguntei a ela, um pouco ansioso, se ela realmente sabia se eu era um sacerdote católico. Ela respondeu em afirmativo, e adicionou que ela entendia perfeitamente o que estava dizendo, e do que ela estava próxima. Sob estas circunstâncias, eu comecei imediatamente minhas
instru
ções, e fiquei surpreso ao descobrir o quão rápido a pobre mulher aprendia. Ela estava muito ansiosa e interessada sobre tudo o que eu tinha
de ensin-la,'e mostrou uma mem
Ória muito conservadora. O ensino sobre Confissão e  Comunhão não a preocupou, e como a morte não parecia
estar t
ão perto, eu tive tempo para uma preparação completa. Depois de seis semanas ela fez a sua Confissão, e quando a morte estava se aproximando, ela recebeu os Últimos Sacramentos com grande devoção, morrendo uma muito feliz e edificante morte pouco tempo depois...

Impressionado com estas gracas excepcionais que a pobre mulher obteve, eu estava naturalmente curioso para descobrir por quais meios ela recebeu tais favores. Eu a perguntei se, antes de sua enfermidade, ela tinha entrado alguma vez em uma Igreja catolica. Recebendo a resposta negativa, eu continuei: já conversou com algum sacerdote católico?

Não,” ela respondeu. Entao a perguntei se ela conhecia o Pai Nosso – ela não sabia nada; nem sabia o Credo dos Apóstolos.

Nunca rezou nenhuma outra oração?” Primeiramente, ela respondeu na negativa. Entao, como eu perguntei se ela nunca tinha rezado antes de ir para a cama, ela respondeu sorridente, e hesitante, como se não estivesse certa do que ela dizia merecia o nome de ora,cão:

Quando eu era criança, eu sempre brincava com algumas crianças católicas, e peguei algumas palavras deles, e que eu repeti todas as noites antes de ir para a cama. Ela entao recitou as palavras: Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco. etc...”

E finalmente o segredo foi descoberto”.

Como e boa nossa Mãe celeste! Mostrou Jesus para essa pobre mulher, que tão fielmente recitou a Ave Maria todos os dias sem mesmo saber o que exatamente era.

7ª Rosa: o especial auxílio e intercessão da Co-redentora

“O titulo mariano de Co-redentora se refere a participa.cão única de Maria na obra de nossa reden,cão, realizada por Jesus Cristo. O prefixo co vem do latim cum, que significa com e não igual a. O termo, como usado pela Igreja, jamais coloca Maria em um nivel de igualdade com Jesus Cristo, o divino redentor. Além disso, a cooperação humana livre e ativa da Mãe de Jesus na redenção, particularmente na anunciação e no Calvário, e corretamente reconhecida pelo magistério papal e pelos ensinamentos do Concílio Vaticano II – ver Lumen Gentium, Nos 56, 57, 58 e 61 – e se torna exemplo preeminente de como todo cristão e chamado a ser cooperador com Deus (1).

Para melhor compreender: quando São Tiago e São João fez tal pedido a Jesus: “concede-nos que nos sentemos na tua glória, um a tua direita e outro a tua esquerda”. Assim veio a resposta: “nao sabeis o que pedis’, retorquiu Jesus. ‘Podeis vós beber o cálice que eu vou beber, ou ser batizados no batismo em que eu vou ser batizado? ‘Podemos’, asseguraram eles. Jesus prosseguiu: "vós bebereis o cálice que eu devo beber e sereis batizados no batismo em que eu devo ser batizado" (2). Ora, Jesus esta indicando claramente que eles teriam uma muito certa participação na sua Paixão. Não que eles seriam crucificados e mortos junto com Ele no Calvário, mas que eles haveriam de sofrer, de alguma forma, e que isto e parte do seu cálice de sofrimentos. Jesus esta afirmando que eles seriam seus cooperados na obra da redenção. Jesus mesmo chamou a sua Paixão de batismo: mas devo ser batizado num batismo; e quanto anseio ate que ele se cumpra”! (3).

E São Pedro nos anima: “pelo contrario, alegrai-vos em ser participantes dos sofrimentos de Cristo, para que vos possais alegrar e exultar no dia em que for manifestada sua glória”. E São Paulo o confessa: “com efeito, a medida que em nós crescem os sofrimentos de Cristo, crescem tambem por Cristo as nossas consolações” (4). “Anseio pelo conhecimento de Cristo e do poder da sua Ressurreição, pela participação em seus sofrimentos, tornando-me semelhante a ele na morte, com a esperança de conseguir a ressurreição dentre os mortos” (5). Além disso, ele diz que estes sofrimentos, em união com os sofrimentos de Cristo, tem uma grande utilidade, não somente para si proprio: “agora me alegro nos sofrimentos suportados por vós. O que falta às tribulações de Cristo, completo na minha carne, por seu corpo que é a Igreja (6). Ora, São Paulo está admitindo aqui que ele e um tipo de co-redentor com Jesus Cristo único Redentor. E se os Apóstolos e discípulos de Jesus colaboram com Ele na obra da redenção, tomando parte de seus sofrimentos, quanto mais não foi, a colaboração de sua Santíssima Mãe, de um modo bem especial! Pois ela esteve do início ao fim, aceitando a vontade de Deus, ao lado de seu querido Filho.

Desde a Anunciação, a Virgem Maria se tornou colaboradora na obra da redenção, aceitando que o Redentor viesse ao mundo por meio dela. E quando ela foi apresentar o seu Menino no templo, o santo velho Simeão profetizou a participação de Maria nos sofrimentos de seu Filho: e uma espada transpassará a tua alma (7). Quem negará que a Virgem Maria teve uma especial e
singular participação nos sofrimentos de seu Divino Filho Jesus? E o Evangelho nos revela que quando Jesus tinha doze anos de idade, Maria ja estava sofrendo e        participando na sua Paixão, quando ela o perdeu de vista por três dias, e o procurava desesperada (8). E isso ainda foi apenas um pequeno anúncio do que ela viria a sofrer adiante, naqueles três dias do mistério pascoal de Cristo.

Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irma de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse a sua mãe: Mulher, eis ai teu filho. Depois disse ao discipulo: eis ai tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa” (9). E justíssimo o seu título de Co-redentora, e além disso, pelos sofrimentos que passou durante toda a vida, e em especial o martírio único que enfrentou vendo o seu Filho ser maltratado, humilhado, flagelado, espancado, crucificado e sepultado, Maria sofreu tanto que pode ser designada pelo próprio Redentor como Mãe de toda a Igreja. Ora, do mesmo modo que Maria educou, ensinou, protegeu e alimentou com seu amor materno o seu Santíssimo Filho Jesus, assim também há de fazer sempre o mesmo com toda a Igreja, que é o Corpo de Cristo, e com um cuidado especial aos que a ela se recomendam sempre e a amam e servem.

O Espirito Santo nos diz que por ter Jesus “suportado tribulações, está em condição de vir em auxílio dos que são atribulados” (10). E diz São Paulo dos cristaos: “e, se filhos, também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo, contanto que soframos com Ele, para que também com ele sejamos glorificados (11). Se aqueles que padecem os sofrimentos de Jesus Cristo aqui na terra, são glorificados com Ele no Céu, por que, então, não haveriam de gozar de seus privilégios no Céu, uma vez que os glorificados com Ele são co-herdeiros com Ele? Por que eles não estariam – por meio de Cristo mesmo – em condição de nos auxiliar e interceder por nos? E, oh, se os grandes Patriarcas e Apóstolos receberam o privilégio de sentarem em tronos em redor de Jesus Cristo no Paraíso e lhe apresentar as nossas orações, intercedendo por nos (12), quanto mais não tera sido glorificada a sua Santíssima Mãe! Em verdade vos digo: a mão direita de Cristo Rei, Glorioso no Reino Celeste (13), esta ela, sua Mãe, glorificada como Rainha de todas as criaturas (14).

Analisemos ainda a intercessão da Virgem Maria nas bodas em Caná: “três dias depois, celebravam-se bodas em Caná da Galileia, e achava-se ali a mãe de Jesus. Tambem foram convidados Jesus e os seus discípulos. Como viesse a faltar vinho, a mãe de Jesus disse-lhe: "eles já não têm vinho (15). Quem poderia conhecer Jesus Cristo melhor do que a sua Mãe? Absolutamente ninguém. Mal o vinho acabou, Maria foi direto ao seu Filho, sabendo que Ele tinha o poder para providenciá-lo rapidamente. Maria nem esperou que lhe pedissem a sua intercessão, pois ninguem conhecia Jesus ainda, por eeus milagres. Maria se coloca diante de Jesus intercedendo por nos antes mesmo que lha pecamos. E so basta uma palavra sua, um olhar preocupado e suplicante, que Jesus nao resiste e cede aos seus pedidos, pois Ele mesmo quis que Sua Mae fosse intercessora junto Dele por nos.

“Respondeu-lhe Jesus: "Mulher, isso compete a nós? Minha hora ainda não chegou" (16). Foi pela providencia divina que veio a faltar o vinho, para que Maria intercedesse junto de Jesus, e de sua parte, sem dar uma resposta clara de que iria providenciar o vinho, Ele a chamasse de Mulher – tambem na cruz lhe chamou assim (17) –, indicando-a como a Nova Eva ao Seu lado, Ele que e o Novo Adao. Maria Lhe dirige a palavra e o olhar, como que obrigando Jesus antecipar a sua hora, a hora de fazer milagres diante de seus discipulos. O Filho obedientissimo nao gostaria de recusar um so pedido de sua Mae.

Disse, então, sua mãe aos serventes: Fazei o que ele vos disser (18). Oh que sublime uniao em que ja estavam Jesus e Maria ainda aqui na terra! E quão magnifica e a que gozam no Céu! Somente com algumas palavras e olhares, cada um sabe o que o outro quer dizer. Cada qual ve o Coração do outro como um livro aberto diante de si. Mesmo com a resposta de Jesus – quase que negando –, Maria ja sabe que seu Filho cedera ao seu pedido – que e quase uma ordem – e servira o melhor vinho da festa. E Maria manda os serventes fazer o que Jesus lhes dissesse, como se eles ja fossem servos dela e lhe devessem grande reverência e obediência. Ao doce pedido de sua Mae, Jesus “manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele” (19).

Ainda mais, além de vermos uma profecia no Salmo 44 sobre a Assunção gloriosa de Maria aos céus, descrevendo Maria como Rainha ornada de ouro, glorificada ao lado direito de Cristo Rei, como jáa foi dito (20), o salmista profetiza que os ricos do povo implorariam o seu favor: nada menos que a sua intercessao (21).

E São João a vê assim, já glorificada, e ainda usa a mesma terminologia sinal que o profeta Isaís usou quando profetizou sobre a Virgem Maria, e também a mesma que Jesus usou quando dirigiu-se a sua Mãe nas bodas em Caná e no Calvário, intitulando-a por Mulher, simplesmente indicando que este sinal, esta Mulher que ele descreve no Apocalipse cap. 12, não é outra além da Santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus:

“Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus Conosco” (22).

“Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discipulo que amava, disse a sua mãe: Mulher, eis ai teu filho” (23).

“Apareceu em seguida um grande sinal no ceu: uma Mulher revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeca uma coroa de doze estrelas. ... Ela deu a luz um Filho, um menino, aquele que deve reger todas as nacoes pagas com cetro de ferro. Mas seu Filho foi arrebatado para junto de Deus e do seu trono” (24).

“Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor falou pelo profeta: eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho, que se chamará Emanuel, que significa: Deus conosco (25).

Tal Mulher recebe, não dos homens, mas do próprio Deus Onipotente, o louvor que realmente merece; pois tendo o ornamento interior e oculto do Coração, a pureza incorruptível de um espírito suave e pacifíco, o que e tão precioso aos olhos de Deus, sempre meditando e santificando em seu Coração seu Filho Jesus Cristo, Deus a revestiu deste Sol de Justica que traz a salvação em seus raios; tal qual ela é: cheia de frutos da justica, que provém de Jesus Cristo, para a glória e louvor de Deus (26).

Assim como o sol que se levanta nas alturas de Deus,

assim é a beleza de uma mulher honrada,

ornamento de sua casa.”(27)

Leão XIII: nos momentos de apreensão e de incerteza, foi sempre o primeiro e sagrado pensamento dos católicos o de recorrerem a Maria, e de se refugiarem na sua maternal bondade. E isto demonstra a firmíssima esperança, antes a plena confiança, que a Igreja Católica com toda razão sempre depositou na Mãe de Deus. De fato, a Virgem Imaculada, escolhida para ser Mãe de Deus, e por isto mesmo feita Co-Redentora do genero humano, goza junto a seu Filho de um poder e de uma graça tão grande, que nenhuma criatura, nem humana nem angélica, jamais pode nem jamais podera atingir uma maior” (28).

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(1) Mark Miravalle, professor de teologia e presidente da Vox Populi. – (2) Marcos 10, 37-39. – (3) Lucas 12, 50. – (4) 2a Coríintios 1, 5. – (5) Filipenses 3, 10-11. – (6) Colossenses 1, 24. –
(7) Lucas 2,
35. – (8) Ib. 2, 40-52. – (9) João 19, 25-27. (10) Hebreus 2, 18. – (11) Romanos 8, 17. – (12) Cf. Apocalipse 5, 6-8. – (13) Cf. Marcos 10, 40. – (14) Salmo 44, 10 [45,9]. – (15) João
 2,
1-3. (16) Ib. 2, 4. – (17) Cf. João 19, 26. – (18) Ib. 2, 5. – (19) Ib. 2, 11. – (20) Cf. Salmo 44, 10-16 [45, 9-15]. – (21) Cf. Ib. 44, 13 [45, 12]. – (22) Isaias 7, 14. – (23) João 19, 26. – (24) Apocalipse
12,
1. 5. – (25) Mateus 1, 22-23. – (26) Cf. Romanos 13, 13; 1a Coríntios 4, 5; I São Pedro 3, 4; 3, 15; Lucas 2, 19. 51; Apocalipse 12, 1; Malaquias 3, 20; Filipenses 1, 11. – (27) Eclesiastico 26,
21.
– (28) Enciclica Supremi Apostolatus.
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8ª Rosa: curada durante a reza do Terço

Francisca Rao, refere o jornal do Vaticano L’Osservatore Romano, fora submetida, em marco de 1925, a uma operação sem resultado. Estava imóvel no hospital de Santo Tomas em Roma, sem esperança de cura; desenganada pelos médicos, há quase dois anos, sente uma noite dores terríveis no momento em que recitava o terco em companhia de uma religiosa. Meditava sobre os mistérios dolorosos, e ao chegar ao chegar ao quarto misterio teve que interromper a reza. Poucos minutos após, quando o médico, chamado as pressas para vê-la, ia entrando no quarto, a doente salta da cama, gritando: a Santíssima Virgem curou-me!

De fato, a enferma estava completamente restabelecida. Os médicos tiveram que declarar que a cura fora de carater sobrenatural. A oração do Terço realizara o milagre.

9ª Rosa: e o raio não o matou

Queriolet, inimigo de Deus, vivia cheio de pecados e vicios.

Numa viagem, durante uma terrível tempestade, raios e trovões, aborreceram-no de tal sorte que, chegando a casa, tomou uma espingarda e disparou-a contra o Céu, ameacando a Nosso Senhor. (Coisa horrivel!)

Orgulhoso por essa desforra, foi deitar-se. Mas a ira de Deus fez-se logo sentir. Um raio fende os ares e penetra no quarto do ímpio blasfemo, derretendo uma das barras da cama.

Tendo depois pegado no sono, viu em sonho o lugar no inferno a ele reservado. Tao impressionado ficou, que pediu ingresso no convento dos religiosos para fazer penitência. Mas as dificuldades e as tentações foram tantas que, saltando os muros do mosteiro, fugiu para o mundo, continuando em seus pecados.

Uma qualidade boa ele tinha. Rezava todos os dias a Ave-Maria.

Certo dia entrou numa Igreja, em que um Padre estava procurando expulsar o demônio de um possesso. Apenas chegara perto, o inimigo infernal o descobriu dentre a multidao e gritou: “eis um dos meus! Eis um dos meus! Queriolet, vendo-se condenado ao inferno por testemunho do próprio demônio, resolveu mudar, de vez, de vida. Aproveitando a ocasião, perguntou ao possesso por que não o fulminara o raio que caíra no seu quarto e fundira a barra de sua cama, deixando a ele ileso. “O que te valeu, respondeu o diabo, foi a recitação da Ave-Maria. Não fosse isso, estarias a tempo comigo no inferno.

De quantos perigos nos preservam as oracoes bem feitas a Mãe de Jesus!

10ª Rosa: as únicas ilesas

Foi na Suica. Um trem corria a toda velocidade.

Duas senhoras piedosas vinham voltando de uma romaria a um Santuário de Nossa Senhora. Sentadas em suas poltronas, rezavam o Terço. O condutor do comboio, ao vê-las a recitar a santa oracao, buliu com elas, por ser protestante. Outros que ouviram, uniram-se, e em coro caçoaram das duas senhoras. Nosso Senhor não pode gostar disso.

Quando a locomotiva com tres vagoes ia passando sobre o viaduto do Birse, a ponte cedeu e tudo foi abaixo.

Os habitantes vizinhos correram ao lugar do desastre. Espetáculo tristíssimo! 150 cadaveres foram tiradas das águas; e 50 pessoas gravemente feridas. As únicas, a quem nada sucedeu, foram as duas piedosas romeiras. Retiradas dentre os mortos, cobertas de sangue, mas sem ferimento algúm.

Nossa Senhora protegeu suas fiéis amigas.

11ª Rosa: os filhos de Maria e os do demônio

Mas os hereges “abriram, pois, a boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar o seu nome, o seu tabernáculo e os habitantes do Céu” (1). E não e a toa que os Santos os chamam de filhos do diabo, pois esta bem dito deles no primeiro e no último livro da Biblia. Já desde o Genêsis vemos que Deus colocou uma inimizade entre os filhos de Maria e os do diabo: “porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferira a cabeça, e tu feriras o calcanhar” (2). O discípulo amado tambem tem a visão: “a Serpente vomitou contra a Mulher um rio de água, para fazê-la submergir. A terra, porem, acudiu a Mulher, abrindo a boca para engolir o rio que o Dragão vomitara. Este, então, se irritou contra a Mulher e foi fazer guerra ao resto de sua descendência, aos que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus (3). Aí está satanás e seus filhos combatendo Maria e seus filhos. Além disto, em Apocalípse 19, 19 João diz ter visto “a Fera e os reis da terra com os seus exercitos reunidos para fazer guerra ao Cavaleiro e ao seu exército. Indubitavelmente, vemos nestas conexões que são os filhos de Maria que formam o exercito de Cristo, o Cavaleiro vencedor. Portanto, aqueles que combatem tenazmente a única Igreja de Cristo e a Virgem Mãe de Deus e da Igreja, estão todos do lado do dragão infernal, satanás, o orgulhoso por excelência.

Porque “quando veio a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, que nasceu de uma Mulher e nasceu submetido a uma lei, a fim de remir os que estavam sob a lei, para que recebessemos a sua ado
ção. A prova de que sois filhos e que Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Abba, Pai! Portanto já não és escravo, mas filho. E, se és filho, então também herdeiro por Deus” (4). Este mesmo Espirito de Cristo, que nos deu a glória e dignidade de sermos filhos de Deus, e chamá-lo de Pai, tambem nos fez filhos de Maria, pois ela é Mãe de Jesus Cristo. Então, não tenhamos receio algum de chamá-la como verdadeiramente devemos, com filial amor, porque e o mesmo Espírito de Cristo quem infundiu em nossos corações também este clamor: Meter, Mãe!

Além disso, foi assim o modo que o Espírito Santo quis relevar aqueles que amam e servem a Mãe celestial: que Maria “deu a luz seu Filho primogênito (5), Jesus Cristo, para dizer, literalmente, que a Virgem Maria nao tem apenas Jesus como Filho, mas que Ele foi o Primeiro, que todos os verdadeiros filhos de Deus são, em Jesus, filhos de Maria, sendo Jesus “o Primogênito entre uma multidão de irmãos (6). Assim e que devemos olhar para tal passagem: “deu a luz seu Filho primogênito”, com muito amor a nossa Mãe, dando gracas ao Espirito Santo por revelar seus segredos “aos que predestinou” (7), mostrando que além de sermos filhos do Pai, somos tambem filhos da Mãe. E com isso e desmascarada a hedionda heresia dos atuais protestantes – que usam essa passagem para dizer que a Santissima Virgem teve mais filhos carnais, além de Jesus, enquanto vivia aqui na terra –, transformando-a em um veneno duplicado, para voltar as proprias serpentes que espalham esse erro infernal. Como dizem: “o feitiço voltou-se contra o feiticeiro”. Querendo ou não, os que creem verdadeiramente em Cristo Jesus e são batizados nele, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, são todos filhos da Virgem Maria, apesar da ignorância invencível que lhes cega. Mas aqueles que renegam e combatem obstinadamente a Santíssima Mãe e a devoção a ela, estão renegando o direito de serem irmãos e co-herdeiro de Jesus Cristo, que receberam no batismo. Consequentemente já nao são filhos do Pai.

“Se alguem não possui o Espírito de Cristo, este nao e dele” (8).

“Assim como na geraçãao natural e corporal há um pai e uma mãe, há, na geração sobrenatural, um pai que e Deus e uma mãe, Maria Santíissima. Todos os verdadeiros filhos de Deus e os predestinados tem Deus por pai, e Maria por mãe; e quem não tem Maria por mãe, não tem Deus por pai. Por isso, os réprobos, os hereges, os cismátíicos, etc., que odeiam ou olham com desprezo ou indiferença a Santíssima Virgem, não tem Deus por pai, ainda que disto se gloriem, pois não têm Maria por mãe. Se eles a tivessem por Mãe, haviam de amá-la e honrá-la, como um bom e verdadeiro filho ama e honra naturalmente sua mãe que lhe deu a vida.

O sinal mais infalível e indubitável para distinguir um herege, um cismático, um reprobo, de um predestinado, e que o herege e o reprobo ostentam desprezo e indiferenca pela Santissima Virgem e buscam, por suas palavras e exemplos, abertamente ou as escondidas, as vezes sob belos pretextos, diminuir e amesquinhar o culto e o amor a Maria. Ah! Não foi nestes que Deus Pai disse a Maria que fizesse sua morada, pois sao filhos de Esau” (9).

“Uma única inimizade Deus promoveu e estabeleceu, inimizade irreconciliável, que não só há de durar, mas aumentar até ao fim: a inimizade entre Maria, sua digna Mãe, e o demônio; entre os filhos e servos da Santíssima Virgem e os filhos e sequazes de Lúcifer; de modo que Maria e a mais terrível inimiga que Deus armou contra o demônio. Ele lhe deu atá, desde o paraíso, tanto ódio a esse amaldiçoado inimigo de Deus, tanta clarividência para descobrir a malícia dessa velha serpente, tanta força para vencer, esmagar e aniquilar esse ímpio orgulhoso, que o temor que Maria inspira ao demônio e maior que o que lhe inspiram todos os anjos e homens e, em certo sentido, o próprio Deus. Não que a ira, o ódio, o poder de Deus não sejam infinitamente maiores que os da Santíssima Virgem, pois as perfeições de Maria são limitadas, mas, em primeiro lugar, Satanás, porque é orgulhoso, sofre incomparavelmente mais, por ser vencido e punido pela pequena e humilde escrava de Deus, cuja humildade o humilha mais que o poder divino; segundo, porque Deus concedeu a Maria tao grande poder sobre os demnios, que, como muitas vezes se viram obrigados a confessar, pela boca dos possessos, infunde-lhes mais temor um s^'o de seus suspiros por uma alma, que as orações de todos os santos; e uma só de suas ameaças que todos os outros tormentos.

O que Lúcifer perdeu por orgulho, Maria ganhou por humildade. O que Eva condenou e perdeu pela desobedincia, salvou-o Maria pela obediência. Eva, obedecendo a serpente, perdeu consigo todos os seus filhos e os entregou ao poder infernal; Maria, por sua perfeita fidelidade a Deus, salvou consigo todos os seus filhos e servos e os consagrou a Deus” (9).

“O início do orgulho num homem e renegar a Deus, pois seu coração se afasta daquele que o criou, porque o princípio de todo pecado é o orgulho; aquele que nele se compraz será coberto de maldições, e acabara sendo por elas derrubado” (10).

“E preciso, para isto, não se deixar arrastar pelas doutrinas dos desorientados contestadores... a campanha e diabólica. Precisamos fazer-lhe frente, sem meter-nos em conflitos: - Dizer, as almas, que agora, mais do que nunca, precisamos orar por nós e pelos que são contra nós! Precisamos rezar o Terço todos os dias. E a oração que Nossa Senhora mais recomendou, como que prevenindo-nos para estes dias de campanha diabólica em contra! Sabe o demônio que e pela oração que havemos de nos salvar; e arma-lhe a campanha em contra, para nos perder” (11).

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(1) Apocalipse 13, 6. – (2) Gensis 3,^15. – (3) Apocalipse 12, 15-17. – (4) Gálatas 4, 4-7. – (5) Lucas 2, 7. (6) Romanos 8, 29. – (7) Ibidem 8, 30. – (8) Romanos 8, 9. – (9) São Luis de Montfort, A Verdadeira Devoção a SS. Virgem. – (10) Eclesiástico 10, 14-15. – (11) Irma Lúcia, carta a Madre Martins, de 29/12/1969.
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12ª Rosa: sede perseverantes, sede vigilantes na oração (1)

Entao, carissímos, “hoje, se ouvirdes a voz do Senhor, nao endurecais os vossos corações” (2) quando Ele vos disser: “minha alma está triste até a morte... Por que dormis? Levanta-te, orai, para não cairdes em tentação... Ficai aqui e vigiai comigo... (3).

“Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar. ... O fim de todas as coisas esta próximo. Sede, portanto, prudentes e vigiai na oração” (4). “Não tentai o Senhor, como alguns o tentaram, e pereceram mordidos pelas serpentes” (5). Ao contrário deles, não deixai que o oráculo do Senhor se cumpra em vos (6), pois “não háa veneno pior que o das serpentes” (7). Mas começai Hoje, “tomando o escudo da fé, com que possais apagar todos os dardos inflamados do Malígno” (8). e “manuseareis as próprias serpentes e, se beberdes do seu veneno, nao vos faráa mal” (9).

“Vigiai, pois, com cuidado sobre a vossa conduta: que ela não seja conduta de insensatos, mas de sábios que aproveitam ciosamente o tempo, pois os dias são maus” (10).

Diz o Amem: eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e me abrir a porta, entrarei em sua casa e cearemos, eu com ele e ele comigo (11).

“Buscai o Senhor, ja que Ele se deixa encontrar; invocai-o, ja que esta perto” (12) “Põe a tua confiança em Deus e persevera noite e dia em orações e súplicas”! (13).

Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações, para que não tenhas de ouvir terrível sentença no dia do juizo: “em verdade vos digo: não vos conheço! Nao sei de onde sois; apartai-vos de mim todos vos que sois malfeitores” (14).

“Vigiai, pois, porque não sabeis nem o dia nem a hora” (15) em que deverás partir desta vida e enfrentar o justo Juiz que te julgara conforme a justica!

São Lucas Evangelista: é necessario orar sempre sem jamais deixar de fazê-lo”.

Bispo João Palafox: como podemos conservar a caridade, se Deus não nos da a perseverança? Como o Senhor nos dará a perseverança, se não a pedimos? Como a pediremos sem oração? Sem oração não existe comunicacao com Deus, para se manter a vida crista”

Paulo VI: 'nao deixeis de inculcar com toda a diligência e insistência o Rosário Mariano, forma de oração tão grata a Virgem Mãe de Deus e tão frequentemente recomendada pelos Romanos Pontifices, pela qual se proporciona aos fiéis o mais excelente meio de cumprir de modo suave e eficaz o preceito do Divino Mestre: pedi e recebereis, buscai e achareis, batei e abrir-se-a” (16).

São Francisco de Sales: o maior método de oração é rezar o Rosário. Nosso Senhor Jesus: o que vos digo, digo a todos: Vigiai! (17).

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(1) Colossenses 4, 2. – (2) Hebreus 4, 7. – (3) Mateus 26, 38; Lucas 22, 46. – (4) 1a Pedro 5, 8; 4, 7. – (5) 1a Coríntios 10, 9. – (6) Cf. Jeremias 8, 17. – (7) Eclesiastico 25, 22. – (8) Efesios 6,16.
– (9) Cf. Marcos 16,
18. – (10) Efesios 5, 15-16. – (11) Apocalipse 3, 20. – (12) Isaias 55, 6. – (13) 1a Timóteo 5, 5. – (14) Mateus 25, 12; Lucas 13, 27. – (15) Mateus 25, 13. – (16) Enciclica Mense Maio. (17) Marcos 13, 37.
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13ª Rosa: quanto eu desejava ter Mãe!

Certo dia – refere um Padre duma paroquia dos suburbios de Paris – notei que uma crianca desconhecida se introduzira entre os meninos da doutrina. Essa figura palida e magra, que se sentara na ponta do ultimo banco, não me era de todo desconhecida. Recordei-me que era o filho de um homem mau e anticlerical. Nao queria saber de Padre nem de igreja. O pequeno parecia desorientado naquele lugar santo. Pois olhava para todos os lados e mostrava-se embaraçado. Quando acabei a doutrina, cheguei-me aos pés dele e mandei-o levantar-se. Tinha a boina na mão e olhava-me com olhos tristes e muito abertos. O vestuário era bom, mas descuidado; pois ai se adivinhava que a mãe não lhe pusera as mãos.

Tu já andas à escola? Já ouvistes falar de Deus?

Silêncio, e um gesto vago e indiferente.

E de Nossa Senhora? O pequeno levantou o rosto que se animou, de repente.

Ouvi, sim,” respondeu de mansinho. “Ouvi dizer que os meninos do catecismo têm mãe, que é Nossa Senhora. Foi por isso que vim.” E as lágrimas rolaram-lhe pela face quando acrescentou:

Quanto eu desejava ter mãe! Essa exclamação enterneceu-me.

Anda cá, vou levar-te a tua mãe. Lancou-me um olhar profundo. E eu continuei:

Aquela vai substituir a tua mãe. E conduzi-o ao altar da Virgem sempre bela. Quando a criança descobriu a imagem, exclamou com as maos juntas:

Oh! Que linda! E acredita que ela me quer para seu filho? Mas olhe que ela já tem nos braços. Naturalmente não precisa de mim. E, se o senhor soubesse como eu precisava ter uma mãe!... E muito mais depois que estou doente.

Está doente, meu filho?!” A crian.ca apontou para o lado esquerdo.

Dói-me, aqui, um pouco; não posso jogar nem correr com os outros. Foi por isso que o médico me proibiu de ir à escola. Custa-me muito estar sozinho em casa. Meu pai gosta muito de mim, mas está sempre para fora. Disseram-me os meninos que aqui se encontra uma mãe muito boa que lhes faz tudo; e eu fugi e vim para aqui.

Inquieto, o menino repetia ainda:

Julga, então, que ela fará caso de mim?

Não tenhas dúvida nenhuma, meu menino; mas é preciso fazer como os outros meninos que vem cá, e aprenderes também o catecismo. E dei-lhe um.

Obrigado, vou aprendê-lo todo.

E aprendeu. Contudo a doenca realizava pouco a pouco a sua obra. Algum tempo depois da primeira comunhão, morreu como um santo, e foi para o Céu ao encontro de sua Mãe.

Como e triste nao ter uma mãe aqui na terra! Mas muito mais triste seria se nos faltasse a Mãe Celestial.

14ª Rosa: a Mãe amorosa o acolheu

Um dia foi S.Francisco Regis chamado para atender um enfermo, que não queria de forma alguma preparar-se para a morte. Desprezava todos os auxílios da santa religião.

O Santo tirou do breviario uma imagem da Mae de Deus e, mostrando-a ao doente, disse:

Olha, Maria te ama!
Como,” replicou o pecador, “então ela me conhece?
Mas eu sei que ela te ama,” tornou o Santo.
Então ela não sabe que reneguei a minha fé e desprezei a religião?
Sabe.
Que insultei a seu filho?
Sabe.
Que estas mãos estão manchadas de sangue inocente?
Sabe.
Padre, o senhor fala a verdade?
Sim; passarão o Céu e a terra, mas a palavra de Deus não passará. Sabe o que Jesus disse outrora e te diz hoje ainda: Filho, eis aí tua Mãe!
Uma mãe que me ama!...” murmurou o pecador comovido; “minha mãe, minha...” E copiosas lágrimas lhe vinham dos olhos. Eram lágrimas de verdadeiro arrependimento e sincera dor.

Fez piedosa confissão e recebeu com visível fervor a sagrada comunhão e a extrema-unçãao. Alguns dias depois, feliz e cheio de confianca, expirou.

15ª Rosa: o início da devoção ao Saltério de Maria

O Santo Rosário nem sempre teve a forma que temos e rezamos hoje. Antes de surgir esta grande devocao, tao popular nos dias de hoje, antes mesmo de a Igreja definir o Cânon Bíblico, ou seja, ja nos primeiros séculos, todos os consagrados ao serviço da Igreja (papas, bispos, padres e diáconos – principalmente os monges) ja usavam fórmulas de orações tiradas das Sagradas Escrituras para “orarem sem cessar”.

Desta forma, foi desenvolvido o Ofício Divino, também chamado Liturgia das Horas, que e a recitação do Saltério de Davi (os 150 Salmos) durante o dia: 50 de manhã, 50 a tarde e 50 a noite.

Eventualmente, por volta do ano 800 surgiu entre os leigos – que não podiam participar da recitação do Ofício Divino por serem analfabetos – a prática de rezarem 150 Pai Nossos em substituição aos Salmos, também seguindo o mandamento: “intensificar e munir-se de suplicas” (1).

Para contar os Pai Nossos, os fiéis utilizavam uma bolsa com 150 pedrinhas. Mais tarde, passaram a usar um cordão com 50 nos, com um no maior que os outros para reconhecerem que se completava 50

Pai Nossos. Assim os leigos acompanhavam os que recitavam o Oficio Divino, rezando 50 Pai Nossos de manha, a tarde e a noite, quando ouviam o sino da igreja ou mosteiro tocar, que era a chamada para o inicio das orações.

Como ja crescia a devoçãao a Santa Mãe de Deus, paralelamente a recitação dos 150 Pai Nossos, formularam orações a Santíssima Virgem tirando passagens das Escrituras, especialmente usando a Saudação Angélica unida a exclamação de Isabel, apenas adicionando os nomes Jesus e Maria: Ave Maria, cheia de Graca, o Senhor e convosco. Bendita sois vos entre as mulheres e bendito e o fruto do vosso ventre, Jesus (2).

A segunda parte da oração, que e a súplica “Santa Maria, Mae de Deus, rogai por nos pecadores, agora e na hora da nossa morte”, foi nos dada pela Santa Mãe Igreja no ano 431 quando condenou a hedionda heresia nestoriana no Concílio de Éfeso, no qual também definiu que a Bendita Virgem Maria e verdadeiramente Mãe de Deus. Mas esta súplica ainda não era usada conjuntamente a Saudação Angélica.

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(1) Oséias 14, 2; Fl. 4, 6. – (2) Lucas 1, 28.42
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16ª Rosa: a Virgem Santíssima pedi para propagar a devoção

Nossa Senhora revelou a excelência da devoção do Rosário a São Domingos de Gusmão, em 1214 (até então não se chamava Rosário, mas Saltério dos Leigos ou Saltério de Nossa Senhora), como meio para salvar a Europa de uma terrível heresia e converter os pecadores. Eram os albigenses, que, como uma epidemia maldita, contagiavam com seus erros outros países, a partir do norte da Itália e da região de Albi, no sul da França. De onde o nome de albigenses atribuído a esses hereges, conhecidos também como cátaros (do grego: puros), pois assim soberbamente se auto-nomeavam.

Eram lobos disfarçados com pele de ovelha, infiltraram-se nos meios católicos para melhor enganar e captar simpatia. Tais hereges pregavam, entre outros erros, o panteísmo, o amor livre, a aboliçãao das riquezas, da hierarquia social e da propriedade particular — salta aos olhos a semelhança com o comunismo.

Várias regiões da Europa do seculo XIII ficaram infestadas pela heresia albigense, e toda a reação católica visando contê-la mostrava-se ineficaz. Os hereges, após conquistar muitas almas, destruir muitos altares e derramaram muito sangue católico, pareciam definitivamente vitoriosos.

Sao Domingos (mais tarde fundador da Ordem Dominicana) intrepidamente empenhou-se no combate a seita albigense, mas não conseguindo resultado algum sobrepujar o ímpeto dos hereges, que continuavam pervertendo os fiéis católicos. E os que não se pervertiam eram massacrados.

Desolado, São Domingos suplicou a Virgem Santíssima que lhe indicasse uma eficaz arma espiritual capaz de derrotar aqueles terríveis adversários da Santa Igreja.

Quando tudo parecia perdido, Nossa Senhora interveio nos acontecimentos para salvar a Cristandade desse mal.

O Bem-aventurado Alano de la Roche (1428–1475), célebre pregador da Ordem Dominicana que logo após São Domingos, foi o primeiro restaurador desta devoção bendita, no livro Da dignidade do Saltério, narra a aparição de Nossa Senhora a São Domingos, em 1214. Nessa aparição, Ela ensina aquele Santo a pregar o Rosário para salvação das almas e conversãao dos hereges. No excelentíssimo livro de Sao Luis Grignion de Montfort, O Segredo do Rosário, ele transcreve tal narração:

“Eu vos contarei a historia de como ele o recebeu, que esta incluida no bem-conhecido livro “De Dignitate Psalterii” pelo Bem-aventurado Alano de la Roche. São Domingos, vendo que a gravidade dos pecados do povo estava impedindo a conversão dos Albigenses, retirou-se numa floresta perto de Toulouse, onde ele rezou incessantemente por três dias e três noites. Durante este tempo ele nada fez além de pranto e duras penitências para fazer aplacar a ira do Todo-poderoso Deus. Ele usou suas disciplinas de modo que seu corpo ficou dilacerado, e ele finalmente caiu em um coma.

Neste ponto, Nossa Senhora apareceu a ele, acompanhada por três anjos, e ela disse:

- Querido Domingos, tu sabes qual arma a Santíssima Trindade quer usar para reformar o mundo”?
- Ó, minha Senhora! – respondeu ele – vós o sabeis melhor do que eu, porque próxima a vosso Filho Jesus Cristo, sempre fostes o principal instrumento de nossa salvação.

Então Nossa Senhora replicou:

-Quero que saiba que, neste tipo de guerra, o golpe fulminante foi sempre o Saltério Angélico, que é a pedra de fundamento do Novo Testamento. Portanto, se quereis alcançar estas almas endurecidas e as ganhar para Deus, pregai o meu Saltério.

E entao ele se levantou, confortado e abrasado de zelo pela conversão das pessoas naquele distrito, foi direto para a Catedral. Imediatamente os anjos, invisíveis, tocaram os sinos para reunir as pessoas, e São Domingos comecou a pregar.

Bem no começo do seu sermão, rompeu-se uma tempestade espantosa, a terra sacudiu, o sol foi obscurecido, e houve tantos trovões e relâmpagos, que todos ficaram muito assustados. Ainda maiores foram os seus terrores quando olharam uma imagem de Nossa Senhora exposta em um proeminente lugar; eles a viram elevar os seus bracos ao céu três vezes para invocar a vingança de Deus sobre eles, se eles falhassem em se converterem, a emendar suas vidas, e procurar a proteção da Santa Mãe de Deus.

Deus quis, por meio destes fenômenos sobrenaturais, espalhar a nova devoção do Santo Rosário e o fazer mais amplamente conhecido.

Ao final, a oração de São Domingos, a tempestade se acabou e ele continuou pregando. Ele explicou a imporncia e o valor do Santo Rosário tão fervoroso e de modo convincente que quase todas as pessoas de Toulouse o aceitou e renunciaram as suas falsas craecas. Em muito pouco tempo, um grande aprimoramento foi visto na cidade; as pessoas comecaram a levar vida cristã e largaram os seus maus hábitos anteriores”.

Empunhando a potente arma do Rosário, São Domingos retornou ao combate, pregando incansavelmente na França, Itália e Espanha a devoção que a própria Senhora do Rosário lhe ensinara, e por todas as partes reconquistava as almas: os católicos tíbios se afervoravam, os fervorosos se santificavam, os santos se santificavam ainda mais; as ordens religiosas floresciam; convertia os hereges, que, abjurando seus erros, voltavam a Igreja aos milhares; os pecadores se arrependiam e faziam penitência; expulsava os demôonios de possessos; operava milagres e curas. Somente na Lombardia, o ardoroso cruzado do Rosário converteu mais de 100 mil hereges albigenses.

Papa Leão XIII: quando a seita dos Albigenses - aparentemente paladina da integridade da fe e dos costumes, mas, na realidade, perturbadora e péssima corruptora dela - era para muitos povos causa de grande ruína, a Igreja combateu contra ela e contra as suas infames facções, não com milícias ou com armas, mas principalmente com a força do santo Rosário, que o patriarca São Domingos propagou, por inspiração da própria Mãe de Deus. Assim, gloriosamente vitoriosa de todos os obstáculos, a Igreja, nessa como em outras tempestades semelhantes, proveu sempre com esplêndido êxito a salvação de seus filhos”. (1)

Bem-aventurado Papa Pio IX: assim como São Domingos se valeu do Rosário como de uma espada para destruir a nefanda heresia dos albigenses, assim também hoje os fiéis exercitando o uso desta arma - que e a reza cotidiana do Rosario - facilmente conseguirão destruir os monstruosos erros e impiedades que por todas as partes se levantam”. (2)
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(1) Enciclica Magnae Dei Matris. – (2) Carta Apostolica Egregiis Suis
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17ª Rosa: as revelações privadas

Neste ponto, devemos esclarecer sobre as revelações designadas “privadas”. O que e uma revelação “privada”? - É uma revelação dada a uma pessoa – mais frequentemente a pessoas santas - numa aparição (ou locução interior), de Nosso Senhor Jesus ou Nossa Senhora, ou outros Santos e Anjos (podendo até mesmo ser uma mensagem direta do Pai Todo-poderoso, como no caso de Santa Catarina de Sena), após a morte do último Apóstolo – a saber, São João Evangelista, que morreu em 103 D.C – que foi quando se encerrou a Revelação Divina (pública), e que está contida na Bíblia e na Tradição Apóstolica, ambas constituindo “um só sagrado depósito da Fé, de onde a Igreja haure a própria certeza sobre todas as coisas reveladas” (1). Assim, a completa e definitiva Revelação de Deus “é a que se realiza no seu Verbo encarnado, Jesus Cristo, mediador e plenitude da Revelação. Ele, sendo o Único Filho de Deus feito homem, e a Palavra perfeita e definitiva do Pai. Com o envio do Filho e o dom do Espírito, a Revelação está agora plenamente realizada, ainda que a fé da Igreja tenha de captar gradualmente todo seu alcance ao longo dos séculos” (2).

Catecismo da Igreja Católica, Art. 67, sobre revela.cões privadas:

- “No decurso dos séculos houve revelações denominadas “privadas”, e algumas delas tem sido reconhecidas pela autoridade da Igreja. Elas não pertencem, contudo, ao depósito da fé. A função delas não é “melhorar” ou “completar” a Revelação definitiva de Cristo, mas ajudar a viver dela com mais plenitude em determinada época da história.

Guiado pelo Magistério da Igreja, o senso dos fiéis sabe discernir e acolher o que nessas revelações constitui um apelo autentico de Cristo ou de seus santos a Igreja”.

Compêndio do Catecismo, Art. 10:

Que valor têm as revelações privadas?

Ainda que nao perten.cam ao depósito da fé, elas podem ajudar a viver a mesma fé, desde que mantenham sua estrita orientação para Cristo. O Magistério da Igreja, a quem cabe o discernimento de tais revelações privadas, não pode, portanto, aceitar as que pretendem superar ou corrigir a Revelação definitiva que e Cristo”.

No documento da Congrega
ção para da Doutrina da Fé, A Mensagem de Fátima, sobre o texto do terceiro segredo de Fátima:

“1. A autoridade das revelações privadas e essencialmente diversa da única revelação pública: esta exige a nossa fé; de fato, nela, e o próprio Deus que nos fala por meio de palavras humanas e da mediação da comunidade viva da Igreja. A fé em Deus e na sua Palavra e distinta de qualquer outra fé, crença, opinião humana. A certeza de que é Deus que fala, cria em mim a segurança de encontrar a própria verdade; uma certeza assim não se pode verificar em mais nenhuma forma humana de conhecimento. E sobre tal certeza que edifico a minha vida e me entrego ao morrer.
2. A revela
ção privada e um auxílio para esta fé, e manifesta-se credível precisamente porque faz apêlo a única revelação pública. O Cardeal Próspero Lambertini, mais tarde Papa Bento XIV, afirma a tal propósito num tratado clássico, que se tornou normativo a propósito das beatificações e canonizações: “a tais revelações aprovadas não e devida uma adesão de fé cátolica; nem isso e póssivel. Estas revelações requerem, antes, uma adesão de fé humana ditada pelas regras da prudência, que no-las apresentam como prováveis e religiosamente credíveis.”o teólogo flamengo E. Dhanis, eminente conhecedor desta materia, afirma sinteticamente que a aprovação eclesial duma revelação privada contêm três elementos: que a respectiva mensagem não contém nada em contraste com a fé e os bons costumes, que e lícito torná-la pública, e que os fiéis ficam autorizados a prestar-lhe de forma prudente a sua adesão. Tal mensagem pode ser um válido auxílio para compreender e viver melhor o Evangelho na hora atual; por isso, não se deve transcurar. E uma ajuda que e oferecida, mas não e obrigatório fazer uso dela. (...)

Como podem classificar-se de modo correto a partir da Escritura? Qual e a sua categoria teológica? A carta mais antiga de São Paulo que nos foi conservada e que é também o mais antigo escrito do Novo Testamento, a primeira Carta aos Tessalonicenses, parece-me oferecer uma indicação. La, diz o Apóstolo: “nao extingais o Espírito, não desprezeis as profecias. Examinai tudo e retende o que for bom” (3). Em todo o tempo e dado a Igreja o carisma da profecia, que, embora tenha de ser examinado, nao pode ser desprezado” (4).

E em 1999, o Cardeal Joseph Ratzinger, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé (o mesmo que assinou o documento – A Mensagem de Fátima – citado aqui), deu uma entrevista sobre profecias e profetas na Igreja. Tiramos alguns pontos que nos esclarecem sobre essas profecias e revelações “privadas”:

“Sim que, a redação final do livro do Apocalipse põe fim a toda a profecia, e uma tese que existe, mas que, a meu ver, procede de um duplo desprezo.

Primeiro, esta tese pode dar a impressão de que, do fato de Cristo ter vindo, a sua própria vinda nos autorizaria a pensar que não há nada mais a esperar e que o profeta já não tem a sua razão de ser, precisamente porque a missão do profeta e essencialmente uma missão de esperança. Ora, e um erro porque Cristo veio em carne e, bem mais, Ele próprio ressuscitou “no Espírito Santo”. Esta nova presença de Cristo na história da humanidade, a saber, nos Sacramentos, na sua Palavra, assim como no coração de cada homem, e a expressão, mas também o princípio do Advento definitivo de Cristo, que tomara posse de tudo e em tudo (5). Isto leva-nos a dizer que o Cristianismo e por natureza, em si mesmo, um movimento porque vai ao encontro do Senhor, que voltara a vir, uma vez mais. E o encontro com Cristo, pela segunda vez, não será já o mesmo que pela primeira, muito simplesmente porque já veio uma vez, mas subiu ao Céu. É esta e a razão pela qual a esperança continua a ser algo de inerente ao Cristianismo como estrutura, porque é orientada para o Senhor ressuscitado e subido ao Céu, e que prometeu regressar em glória. A este propósito, a Eucarístia foi sempre compreendida como um movimento da nossa parte para o Senhor, para o encontrar na fé. E um sacramento que incorpora a Igreja.

Por conseguinte,
é um desprezo pensar que pelo fato de o maior profeta, Cristo, cuja presença pode cumular tudo, ter ja vindo uma vez, essa dimensão de esperança que encontramos no tempo dos profetas do Antigo Testamento já não existe no Cristianismo, inaugurado pelo Novo Testamento. E um mal entendido que se deve evitar. Pelo contrário, e necessário dizer que mesmo o Novo Testamento contém necessariamente nele próprio uma dimensão de esperança, como espécie de estrutura que lhe é inerente. É sempre necessário, acreditar primeiro, e a seguir esperar. E ser servidor da confianca cristã faz parte essencial da fé do novo Povo de Deus que todos nós somos.

O segundo desprezo é uma compreensão reducionista e intelectualista da Revelação, que pretende considerá-la como um tesouro, verdades reveladas a conhecer que são tão completas, que nada mais se lhes pode já acrescentar. Ora, a verdadeira Revelaçãao e um acontecimento em que todos nos somos convidados a encontrar Deus face a face. No fundo, a Revelação quer dizer que Deus se dá a todos nós, participa na nossa história, associa-se e une-se a nós. Na medida em que a Revelação se define como o encontro entre dois seres, um humano e o outro divino, ela tem também um caráter comunicativo, cognitivo. E é neste sentido que ela implica e mesmo necessita do conhecimento das verdades reveladas.

Compreendendo a Revelação desta forma, pode agora dizer-se que, com Cristo, a Revelação atingiu o seu fim. De fato, segundo a bela expressão de São João da Cruz: “se Deus falou pessoalmente, não há nada mais a completar”. Do mesmo modo, já ninguém pode deixar de dizer que o Verbo de Deus esta presente, no meio de nós. Deus já não pode dar ou dizer algo maior que Ele mesmo. Quanto a nás, não nos resta mais do que penetrar dia-a-dia neste mistério da Fé, justamente porque nós, os Cristãos, recebemos esse dom total de si, que Deus nos fez pelo seu Verbo feito carne. Isto, lembremo-nos, não e senão um ponto, nesta nossa compreensão da “profécia”, isto é, como ligação com o ato de esperar do crente. (..)

Em materia de teologia, o termo "privado" não quer dizer que uma só pessoa esta implicada, e não as outras. É um termo que significa o grau e que determina o contexto. Encontramo-lo, por exemplo, na expressão "missa privada". O que importa fixar aqui, e pura e simplesmente que as "revelações" dos místicos cristãos ou dos profetas do tempo da Igreja jamais terão o mesmo lugar que ocupa a revelação bíblica, e que elas se subordinam a esta, nos enviam para ela e por ela se explicam. Por conseguinte, não se pode dizer que tais revelações não tm importância para a Igreja. Basta citar as aparições de Lourdes ou de Fátima, para provar o contrário. Estas aparições são, afinal, uma memória da revelação bíblica. E é justamente porque elas o são que tm uma aut^^entica importância.”

“O conceituado Pe. Augustin Poulain SJ – especialista no tema da mística, e ele proprio um místico – assevera de seu lado que as revelações particulares autênticas são “muito úteis”: “é claro que as revelações ou visões que são de origem divina estão isentas de perigo e são muito úteis, pois a graça só age para nosso bem, e quando é de ordem tão extraordinária, não pode ser destinada a um bem que seja medíocre.

O Pe. Arintero OP constata que as revelações privadas sao “utilíssimas para a edificação dos fiéis, e mesmo de toda a Santa Igreja". O Pe. Iturrioz SJ acrescenta que as “intervenções sobrenaturais” refletem “a providência e, por assim dizer, a política sapientíssima de Deus. E o teologo frances Pe. Forget afirma que as aparições, “longe de serem inúteis ou indignas de Deus”, “elas apresentam grandes vantagens”, “testemunham a bondade do Criador”, e são para o homem um dos meios de conhecer seguramente a religião revelada (6).

E finalizando, São Luis Maria Grignion de Monfort:

“Todos nos sabemos que há tres tipos diferentes de fé, pela quais acreditamos em diferentes tipos de história: as histórias da Santa Escritura devemos fé Divina; as histórias não concernentes a assuntos religiosos, que não militam contra o bom senso e que são escritas por autores confiáveis, nós damos o tributo de fé humana; enquanto que, as histórias sobre assuntos santos, que são contadas por bons autores e não são contrárias a razão, fé ou moral, no mais leve grau (mesmo que as vezes elas lidam com acontecimentos que são acima dos eventos ordinários), nós pagamos o tributo de fé piedosa.

Eu concordo que devemos ser nem crédulos demais nem tão critícos, e que nos deveriamos lembrar que “virtude toma o percurso central” – mantendo um feliz equilíbrio em todas as coisas para fazer encontrar corretamente onde repousa a verdade e a virtude. Mas por outro lado, eu igualmente sei que a caridade facilmente nos guia a acreditar em tudo que não é contrário a fé ou moral: “A Caridade... tudo crê;” (7). Do mesmo jeito, o orgulho nos induz a duvidar até das bem autenticadas histórias, na opinião de que elas não são encontradas na Bíblia.

Está é uma das armadilhas do diabo; hereges do passado que negaram a Tradição cairam nela e pessoas críticas demais de hoje estão caindo nela também, sem mesmo perceber isto.

Pessoas deste tipo recusam-se a acreditar o que nao compreendem ou o que não é do seu apreço, simplesmente por causa do seu próprio espírito de orgulho e independência”. (8)

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(1) Compendio do Catecismo, Art. 14. – (2) Ibidem, Art. 9. – (3) I Tessalonicenses 5, 19-21. – (4) A Mensagem de Fátima, 26 de junho de 2000. – (5) - cf. Ef. 1, 23; 4, 10. – (6) Da revista O Catolicismo. – (7) I Coríntios 13, 7. – (8) Do livro O Segredo do Rosário.
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18ª Rosa: e deu liberdade aos cativos

No tempo em que no Brasil houve a Inconfidência Mineira, de 1789 em diante, na França reinou uma das piores revoluções de toda a história. Ninguém la podia apresentar-se como católico sem correr perigo de ser estrangulado.

Os pais de Julia Janau, menina de 11 anos, foram presos e condenados por causa da religião. Julia ficou em casa com a empregada. Chorava dia e noite pela sorte dos queridos pais. Em sua aflição pôs-se a rezar com toda a devoção o santo Terço, pedindo a Nossa Senhora a volta dos pais.

Estava ela a rezar quando um senhor do partido revolucionário penetrou na casa a procura de mais alguém.

Que estás fazendo? Perguntou ele a criança.

Estou rezando o Terço por meus pais. Quero que a Mãe de Jesus me devolva os pais porque eles são inocentes.

E dizendo isso elevou as mãos suplicantes para o revolucionário.

Você acredita que sua oração a ajudará?

Tenho toda a certeza, pois mamãe, que me ensinou essa oração, disse que por ela se consegue tudo. E mamãe não pode mentir. E aquele homem enterneceu-se e tornou a perguntar:

Acha, boa menina, seus pais são inocentes?

Não só acho, mas tenho certeza, pois eles nunca fizeram mal algum.

Pois bem; verei o que posso fazer por eles.

Muito obrigada, senhor. Salve meus pais.

E a menina continuou cheia de confiança, a pedir a Virgem Mãe. E a Imaculada atendeu-a. O revolucionário que gozava de muita influencia no tribunal, conseguiu que os acusados fossem absolvidos e restituídos a liberdade.

A reza do Terco da menina salvou os queridos pais.

19ª Rosa: o que é o Rosário

O Rosário e feito de duas coisas: oração mental e oração vocal. A oração mental no Rosário é a meditação – durante a oração vocal – dos principais mistérios
da vida, paix
ão e glorificação de Jesus Cristo e de sua Santa Mãe. A oração vocal consiste em recitar as dezenas da Ave Maria, encabecadas por um Pai Nosso, e intercaladas pela oração Glória ao Pai. Cada dezena tem um mistério específico para ser meditado e contemplado durante as orações vocais.

Desde antes da revelação da Santíssima Virgem a São Domingos, o Rosário era composto por 150 Ave Marias, e sem uma fórmula para meditação. Sao Luis de Montfort, no livro O Segredo do

Rosário, conta-nos que foi São Domingos mesmo quem dividiu o Saltério de Nossa Senhora em quinze dezenas, cada uma com um mistério para ser meditado, encabecando cada dezena com um Pai Nosso. Diz ainda que foi a Santíssima Virgem mesmo quem ensinou a ele tal método tão eficaz de oração e meditação unidas.

Por outro lado, muitos concluem que o método da meditação nos mistéerios escolhidos e o Pai Nosso encabeçando cada dezena foi sugerido muito depois da morte de São Domingos. E a própria Enciclopédia Católica nos diz que é difícil provar o contrário, mas que o Padre T. Esser, O.P., mostrou que a introdução dos mistérios meditativos durante a recitação da Ave Maria foi feita por um certo cartusiano chamado Domingos Prussiano, no começo do seculo XV; outros dizem que ele chegou a escrever um livro descrevendo o “novo” modo de recitar o Rosário. Mas a Enciclopédia Catolica mesmo, nos diz que o Papa Leão XIII declarou que foi São Domingos quem instituiu o Santo Rosário na forma que temos, e que isto e um fato histórico estabelecido. O que vemos e que perturbadores da verdade espalharam falsas afirmações sobre como surgiu a fórmula meditativa do Santo Rosário, desprezando as revelações feitas por Nossa Senhora a São Domingos e ao bem-aventurado Alano de la Roche.

Além das orações pedidas por Nossa Senhora a São Domingos no século XIII, durante suas aparições em Fátima, Portugal, em 1917, a Virgem Santíssima se apresentou a três pastorinhos como Nossa Senhora do Rosário; ela insistiu muito na recitação do Terço todos os dias para alcançar a paz ao mundo. Durante o pequeno e simples diálogo da primeira aparição da Virgem Maria, no dia 13 de Maio, Lúcia perguntou: - “e eu também vou para o Céu”? Respondeu a Senhora: - “sim, vais. –“E a Jacinta”? – “Também.” – E o Francisco”? – “Também, mas tem que rezar muitos Terços. E além do seu pedido para “rezar o Terço todos os dias, em honra de Nossa Senhora do Rosário”, no dia 13 de Julho, Nossa Senhora mostrou uma terrível visão do inferno para as três criancinhas e após dizer várias coisas, ao final pediu o seguinte: quando rezais o Terço, dizei, depois de cada mistério: ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno; levai as alminhas todas para o Céu, principalmente aquelas que mais precisarem. E assim foi inserida a jaculatória o meu Jesus a pedido da propria Rainha do Santo Rosário.

Hoje, os mistérios do Rosário são assim divididos em quatro partes: os Gozosos, os Luminosos, os Dolorosos, e os Gloriosos. Mas até o ano de 2002, o Rosário era divino em apenas três partes (três Terços). Ainda não tinha os mistérios Luminosos. Portanto, até então, os Mistérios do Saltério da Virgem eram: Gozosos - anunciação; visita da Virgem Maria a Isabel; nascimento de Jesus; apresentação do Menino Jesus; reencontro com Jesus. Dolorosos agonia de Jesus; flagelação; coroação de espinhos; caminho da cruz; crucificação e morte de Jesus. Gloriosos ressurreição de Jesus; ascensão de Jesus; descida do Espírito Santo; assunção da Virgem Maria; coroação de Maria... Eram assim quinze mistérios divididos em três partes.

Mas em 16 de Outubro de 2002, quando Papa Joao Paulo II proclamou o ano do Rosário (Outubro de 2002 até Outubro de 2003), adicionou cinco Mistérios Luminosos. Estes Mistérios da Luz veio para ainda mais enriquecer o Rosário da Virgem Bendita e nos conceder ainda mais graças, pois tais mistérios - batismo de Jesus; primeiro milagre de Jesus nas bodas; Jesus pregando o Evangelho do Reino; transfiguracao de Jesus; instituicao da Santíssima Eucaristia – são tão profundos em mistério para meditação e tão ricos em graças e virtudes para lucrarmos quanto os outros quinze que ja faziam parte do Saltério. Como ele mesmo o diz na mesma Carta Apostólica (Rosarium Virginis Mariae) - na qual proclamou o ano do Rosário e adicionou estes cinco mistérios –, o Rosário se desenvolveu gradualmente pelo sopro do Espírito de Deus no segundo milênio; e com certeza, não sem a divina inspiração, ele mesmo adicionou estes mistérios que ‘faltavam’ no Rosário para contemplarmos também a vida pública de Jesus.

Enfim, o Rosário e composto das seguintes orações: Credo, Pai Nosso, Ave Maria, Glória, O meu Jesus, Salve Rainha. O início do Rosário e feito com um Credo, em seguia um Pai Nosso, três Ave Marias em honra da Santíssima Trindade, e um Glória. Depois disso se começa a primeira dezena anunciando o mistério que sera meditado; para cada dezena (cada mistério) e rezado um Pai Nosso, 10 Ave Marias, um Glória e a jaculatória O meu Jesus. Ao final de 5 dezenas, ou 10, ou 15, ou 20 (e de sua preferência rezar ou só um Terço ou o Rosário inteiro com todos os mistérios), reza-se a Salve Rainha.

20ª Rosa: a vidente de Fátima e o Terço

“Quanto ao que me diz da reza do Terço é uma grande pena! Porque a oração do Rosário ou Terço é, depois da Sagrada Liturgia Eucarística, a que mais nos une com Deus, pela riqueza das orações de que se compõe, todas elas vindas do Céu, ditadas pelo Pai, pelo Filho e pelo Espirito Santo.

A Gl
ória, que rezamos em todos os mistérios, foi ditada pelo Pai aos Anjos, quando os enviou a cantá-la junto do Seu Verbo recém-nascido, e é um hino a Trindade.

O Pai-Nosso foi-nos ditado pelo Filho, e e uma oração dirigida ao Pai.

A Ave-Maria é, toda ela, impregnada de sentido Trinitário e Eucarístico: As primeiras foram ditadas pelo Pai ao Anjo, quando o enviou a anunciar o mistério da Encarnaçãao do Verbo.

Ave-Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco”: sois cheia de graça porque em ti reside a fonte da mesma Graça. E pela tua união com a Santíssima Trindade, que tu és cheia de graça. Movida pelo Espírito Santo, disse Santa Isabel: bendita sois vós, entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus”: se sois bendita, é porque é bendito o fruto do vosso ventre, Jesus. A Igreja, também movida pelo Espírito Santo, acrescentou: “Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte”: isto é também uma oração, dirigida a Deus através de Maria: porque sois Mãe de Deus, roga por nós.

E oração trinitaria, sim, porque Maria foi o primeiro Templo vivo da Santíssima Trindade: “o Espírito Santo descerá sobre ti, — o Pai Te cobrirá com a sua sombra, — e o Filho, que de ti nascer, será chamado o Filho do Altíssimo”.

Maria e o primeiro Sacrário vivo onde o Pai encerrou o Seu Verbo. O Seu Coração Imaculado e a primeira custódia que o guardou. O Seu regaço e os seus braços foram o primeiro altar e o primeiro trono sobre o qual o Filho de Deus, feito homem, foi adorado. — Ai o adoraram os Anjos, os Pastores e os sábios da terra. Maria e a primeira que tomou em suas mãos, puras e imaculadas, o Filho de Deus; o conduziu ao Templo, para oferecê-lo ao Pai, como vítima pela salvação do mundo.

Assim, a oração do Terço é, depois da Sagrada Liturgia Eucarística, a que mais nos introduz no mistério íntimo da Santíssima Trindade e da Eucaristia; a que mais nos traz ao espírito os mistérios da Fé, da Confiança e da Caridade.

Ela e o pão espiritual das almas; Quem não ora, definha e morre. É na oração que nos encontramos com Deus, e e nesse encontro que Ele nos comunica a Fé, a Confiança e a Caridade: virtudes estas sem as quais não nos salvaremos.

O Terço e a oração dos pobres e dos ricos, dos sábios e dos ignorantes; Tirar às almas esta devoção, e tirar-lhes o pão espiritual de cada dia. O Terço é a que sustenta a pequenina chama da Fé, que ainda de todo se não apagou em muitas consciências. Mesmo para aquelas almas que rezam sem meditar, o simples ato de tomar o Terço para rezar é já um lembrarem-se de Deus, do Sobrenatural. A simples recordação dos mistérios, em cada dezena, é mais um raio de luz a sustentar, nas almas, a mecha que ainda fumega. Por isso o Demônio lhe tem feito tanta guerra! E o pior é que tem conseguido iludir e enganar almas cheias de responsabilidade, pelo lugar que ocupam”! (1).

“Ora, durante a reza do Terco, não estamos três horas repetindo as mesmas palavras. E, afinal, Deus, Criador de tudo quanto existe, ordenou que todos os seres criados se conservem mediante uma repetição contínua dos mesmos atos, movimentos e sons: Os astros giram sempre do mesmo modo; a terra em volta do mesmo eixo; o sol incide a sua luz e os seus raios do mesmo modo; as plantas brotam, dão flores e frutos, cada uma segundo a sua espécie, todos os anos do mesmo modo, etc.; e assim todos os mais seres que existem. Nós mesmos vivemos, respiramos e aspiramos, repetindo sempre o mesmo funcionamento orgânico. E assim tudo o mais. E a ninguém se lhe ocorreu ainda dizer que e uma maneira de viver antiquada! Porque então o há de ser a oração que Deus nos ensinou e tanto nos tem recomendado?!

E fácil de ver aqui o ardil do demônio e dos seus sequazes, que querem afastar as almas de Deus, afastando-as da oração. E na oração que as almas se encontram com Deus, e é nesse encontro que Deus se da as almas, comunicando-lhes as suas graças, as suas luzes e os seus dons. Por isso lhe fazem tanta guerra! Não se deixe enganar. Elucide as almas que lhe estão confiadas, e reze com elas o Terço, todos os dias; reze-o na Igreja, nas ruas, nos caminhos e nas praças. Se lhe for possível, percorra as ruas, rezando e cantando o Terço com o povo; e termine, na Igreja, dando a benção com o Santíssimo. Isto, em espírito de oração e penitência, pedindo a paz para a Igreja, para as nossas Províncias Ultramarinas e para o mundo”. (2).

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(1) Irma Lucia, carta a Madre Martins, 16/9/1970. (2) Ib. carta de 29/12/1969
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21ª Rosa: uma Coroa de Rosas

Desde que o bem-aventurado Alano de La Roche restabeleceu esta devoção, a voz do povo - que e a voz de Deus - a chamou de Rosário. A palavra Rosário
significa “Coroa de Rosas”, isto e, quer dizer que toda vez que as pessoas recitam o Ros
ário devotamente, elas colocam uma coroa de [153] cento e cinquenta e
tr
ês rosas brancas e [16] dezesseis rosas vermelhas nas cabeças de Jesus e Maria. Sendo flores celestiais, estas flores jamais se desbotarão ou perderão a sua beleza primorosa.

Nossa Senhora mostrou a sua completa aprovação do nome Rosário; ela revelou a várias pessoas que cada vez que elas recitavam uma Ave Maria, estavam dando a ela uma linda rosa, e que cada Rosário completo faz uma coroa de rosas.

O bem-conhecido jesuíta Irmão Afonso Rodriguez, costumava recitar o seu Rosário com tal fervor que frequentemente viu uma rosa vermelha sair de sua boca a cada Pai Nosso e uma rosa branca a cada Ave Maria. A vermelha e a branca eram iguais em beleza e fragrância, sendo a única diferença em suas cores.

As Crônicas de São Francisco conta sobre um Frei que tinha o louvável hábito de recitar a Coroa de Nossa Senhora (o Rosário) todos os dias antes do jantar. Um dia, por alguma razão, ele não o conseguiu recitar. O sino do refeitório ja tinha tocado quando ele pediu o Superior para permití-lo a ir recitá-lo antes de ir a mesa, e tendo obtido a permissão, ele saiu para sua cela para rezar.

Após ele ter partido por um longo tempo, o Superior enviou um Frei para trazê-lo, e este o achou em seu quarto, banhado em uma luz celeste, encarando Nossa Senhora, que tinha dois anjos com ela. Lindas rosas continuavam saindo de sua boca a cada Ave Maria; os anjos pegaram uma por uma, colocando-as na cabeça de Nossa Senhora, que sorridente as aceitou.

Finalmente dois outros Freis, que foram enviados para descobrir o que aconteceu aos dois primeiros, viram a mesma cena amável, e Nossa Senhora não se foi até que o Rosário inteiro tivesse sido dito.

Então o Rosário complete e uma grande coroa de rosas, e o Rosário de cinco dezenas (Terço) e uma pequena grinalda de flores, ou uma pequena coroa de rosas celestiais, que colocamos nas cabeças de Jesus e Maria. A rosa e rainha das flores, e assim o Rosário e a rosa de todas as devoções, e por isso e a mais importante (1).

Leão XIII: porém a virtude que o Rosário tem de inspirar a confiança em quem o reza, possui-a também em mover a piedade para conosco o Coração da Virgem. Quanto deve ser suave para ela o ver-nos e o escutar-nos, enquanto entrelaçamos em coroa, pedidos para nos justíssimos e louvores para ela belissimos”! (2).

“Difícil e, pois, dizer o quanto se torna agradável a Maria o nosso obséquio, quando a saudamos com louvor do Anjo, e depois repetimos o mesmo elógio, como que formando com ele uma devota coroa. Porque, a cada vez, nós como que despertamos nela a lembrança da sua sublime dignidade e da redenção do gênero humano, iniciada por Deus por meio dela: por consequência, nos também lhe recordamos esse divino e indissolúvel vínculo com que ela está unida as alegrias e as dores, as humilha.cões e aos triunfos de Cristo, em guiar e em assistir os homens para a salvação eterna”. (3).
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(1) Sao Luis de Montfort, O Segredo do Rosário. – (2) Enciclica Iucunda Semper Expectatione. – (3) Enciclica Magnae Dei Matris.

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22ª Rosa: os Benefícios

Eu gostaria de dar-vos mais razão para abraçar esta devoção que tantas grandes almas praticaram; o Rosário, recitado com meditação nos mistérios, produz os seguintes resultados maravilhosos:

1. Gradualmente nos da um perfeito conhecimento de Jesus;
2. Purifica nossas almas, lavando o pecado;
3. Da-nos vit
ória sobre todos os nossos inimigos;
4. Torna-se f
ácil para nós a prática das virtudes;
5. Abrasa-nos com o amor de Nosso Senhor;
6. Enriquece-nos de gra
ças e méritos, e
7. Prov
ém-nos o que e necessário para pagar todos os nossos débitos a Deus e aos irmãos; e, finalmente, obtém de Deus, todos os tipos de graças para nós;

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Sao Luis de Montfort, O Segredo do Rosário.

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23ª Rosa: Nossa Senhora não o abandonou

Um Bispo da Escócia perdeu-se, certo dia, na floresta. Depois de andar muito tempo sobreveio-lhe a noite. Uma luzinha guiou-o a uma casa pobre, habitada por gente piedosa.

Receberam o hóspede, sem saber quem era, pois o Bispo estava envolvido em grande manto. Esse também não sabia se os habitantes desse lar eram católicos ou protestantes.

O Senhor Bispo notou que reinava tristeza em casa. Perguntou o que havia. Disse-lhe a dona da casa que o pai, já muito idoso, estava gravemente doente, e o pior era que não queria se convencer de que morreria. Por isso não se preparava para receber a morte.

Posso vê-lo? Disse o Bispo.

De boa vontade,” tornou a senhora. E introduziu o ilustre visitante no quarto do enfermo.

Depois de conversar amigavelmente durante minutos, procurou levá-lo ao pensamento da morte. Mas o bom homem pareceu recuperar todo o vigor e, elevando o corpo da cama exclamou: não, não morrerei!

Mas, meu amigo, lembre-se de que todos devemos morrer; e sua moléstia e sua idade...

Eu lhe digo que não morrerei. É impossível! E por mais que o senhor Bispo procurasse persuadi-lo, sempre recebia como resposta: “não morrerei!

Mas, afinal, falou o Bispo, pode dizer-me por que razão não pretende morrer? A essa pergunta o moribundo pareceu enternecido e, lancando um olhar a seu interlocutor, indagou em tom profundamente comovido: o senhor é católico?

Sou,” respondeu o outro.

Neste caso,” volveu o doente, “posso dizer-lhe por que não morrerei... desde a minha primeira comunhão nunca deixei de pedir diariamente à Nossa Senhora a graça de não morrer sem ter um Sacerdote à minha cabeceira na hora da morte. Pensa que minha Mãe do Céu poderá deixar de me atender? É impossível!...

Então, meu filho,” disse o Bispo, “foi atendido. Quem está a falar-lhe é mais que um Padre.

É seu Bispo. A Santíssima Virgem trouxe-me através destas florestas para assisti-lo nos últimos momentos. E abrindo o manto, fez brilhar os olhos do moribundo a cruz pastoral. Entao o bom homem, em transporte de alegria, exclamou: ó Maria! Ó boa Mãe, eu vos agradeço. E o senhor Bispo confessou-o.

Agora, sim, creio que vou morrer!

Minutos depois da absolvição, rodeado de toda família, morreu como um santo.

24ª Rosa: e a Rainha das virgens a tomou

O Papa S. Gregório Magno conta-nos que uma jovem chamada Musa distinguia-se por grande devoção e amor a Mãe de Deus.

Achando-se em grande perigo de perder a inocência por causa dos maus exemplos das companheiras, apareceu-lhe, certo dia, Nossa Senhora, em companhia de muitos Santos, e assim lhe falou: Musa, queres entrar para o coro destas virgens? Musa, toda satisfeita, respondeu imediatamente que sim. Ouviu entao como resposta da Rainha do Céu o seguinte: pois bem, nesse caso deixa tuas companheiras e prepare-te; dentro de trinta dias estarás no Céu entre os Santos.

A boa donzela largou suas amigas. Trinta dias depois estava a morrer, vítima de grave doença. E outra vez apareceu-lhe a Rainha das Virgens, chamando-a pelo nome. Ao que Musa respondeu: “sim, ó minha Rainha, já vou. E expirou na paz de Deus.

25ª Rosa: a Ave Maria

“A Saudação Angélica e tão celestial e tão além de nós em sua profundidade significativa que o bem-aventurado Alano de la Roche assegurou que, possivelmente nenhuma mera criatura poderia jamais entendê-la, e que somente Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, que nasceu da Santíssima Virgem Maria, pode realmente explicá-la”.

“O novo hino e o qual os cristãos cantam em ação de graças, pelas graças da Encarnação e da Redenção. A medida que estas maravilhas foram trazidas pela Saudação Angélica, então nós também repetimos a mesma saudação para agradecer a Santíssima Trindade por sua imensurável bondade para conosco”.

“Ainda que este novo hino seja em louvor a Mãe de Deus e seja cantado diretamente para ela, todavia glorifica-se a Santíssima Trindade, porque qualquer respeito que pagamos a Nossa Senhora, inevitavelmente retorna a Deus, que é a causa de todas as suas virtudes e perfeições. Quando honramos Nossa Senhora: Deus Pai é glorificado, porque estamos honrando a mais perfeita de suas criaturas; Deus Filho e glorificado, porque estamos louvando sua puríssima Mãe; e Deus Espírito Santo e glorificado, porque estamos confusos em admiração pelas graças com as quais encheu sua Esposa.

Quando louvamos e bendizemos Nossa Senhora pela recitação da Saudação Angélica, ela sempre passa estes louvores para Deus Onipotente, do mesmo modo que ela fez quando foi louvada por Santa Isabel. Esta, a abençoou em sua mais elevada dignidade de Mãe de Deus, e Nossa Senhora imediatamente retornou estes louvores a Deus pelo seu lindo Magnificat”.

“O santo e sábio jesuita Padre Suarez era tão profundamente consciente do valor da Saudação Angélica que ele disse que daria alegremente todo o seu conhecimento pelo preço de uma Ave Maria que tivesse sido recitada corretamente.

O bem-aventurado Alano de la Roche disse: “que todos os que vos amam, oh Santíssima Maria, ouçam isto e bebam-no:

Sempre que eu digo
                                                                                                                 Se eu dizer
Ave Maria
                                                                                                           Ave Maria;
A corte do c
éu se rejubila                                                                                   A devoção cresce
E a terra
                                                                                                             Em mim
Confunde-se em admira
ção                                                                                E o sofrimento por pecar
E eu desprezo o mundo
                                                                                    Se desperta
E meu coracao e completamente
                                                                       Quando eu digo
cheio
                                                                                                                 Ave Maria
Do amor de Deus
                                                                                               E meu espírito
Quando eu digo
                                                                                                 Se rejubila
Ave Maria;
                                                                                                        E os sofrimentos desaparecem
Todos os meus temores
                                                                                    Quando eu digo
Falecem e morrem
                                                                                            Ave Maria...
E minhas paixões sao domadas

Porque a docura desta bendita saudação é tão grande que não há palavras para explicá-la adequadamente, e mesmo quando as suas maravilhas tenham sido cantadas, ainda a achamos tão cheia de mistério e tão profunda que a sua profundidade nunca poderá ser medida. Ela tem poucas palavras, mas e excessivamente rica em mistério; ela é mais doce que o mel e mais preciosa que o ouro. Nós deveriamos meditar frequentemente sobre ela em nossos corações e ter-la sempre em nossos lábios a recitá-la com devoção repetidamente” (1).

“A santa Igreja, como o Espírito Santo, bendiz primeiro a Santíssima Virgem e depois Jesus Cristo: "benedicta tu in mulieribus et benedictus fructus ventris tui Iesus". Não porque a Santíssima Virgem seja mais ou igual a Jesus Cristo: seria uma heresia intolerável, mas porque, para mais perfeitamente bendizer Jesus Cristo, cumpre bendizer antes a Maria. Digamos, portanto, com todos os verdadeiros devotos de Maria, contra seus falsos e escrupulosos devotos: ó Maria, bendita sois vós entre todas as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus”!

“Terão grande devoção ao recitar a Ave-Maria, ou a Saudação Angélica, da qual bem poucos cristãos, mesmo esclarecidos, conhecem o valor, o mérito, a excelência e a necessidade. Foi preciso que a Santíssima Virgem aparecesse várias vezes a grandes santos muito doutos, para demonstrar-lhes o mérito desta pequena oração, como sucedeu a São Domingos, a São João Capistrano, ao bem-aventurado Alano de la Roche. E eles compuseram livros inteiros sobre as maravilhas e a eficácia da Ave-Maria, para conversão das almas. Altamente publicaram e pregaram que a salvação do mundo começou pela Ave-Maria, e a salvação de cada um em particular esta ligada a esta prece; que foi esta prece que trouxe a terra seca e arida o fruto da vida, e que e esta mesma prece que deve fazer germinar em nossa alma a palavra de Deus e produzir o fruto de vida, Jesus Cristo; que a Ave-Maria é um orvalho celeste, que umedece a terra, e a alma, para fazer brotar o fruto no tempo adequado; e que uma alma que não for orvalhada por esta prece ou orvalho celeste não dara fruto algum, nem dara senão espinhos, e não estará longe de ser amaldiçoada  (2).

No livro "De dignitate Rosarii" do bem-aventurado Alano de la Roche, le-se o seguinte: que a Santíssima Virgem lhe revelou: "Saibas, meu filho, e comunica-o a todos, que um sinal provável e próximo de condenação eterna é a aversão, a tibieza, a negligência em rezar a Saudação Angélica, que foi a reparação de todo o mundo - Scias enim et secure intelligas et inde late omnibus patefacias, quod videlicet signum probabile est et propinquum aeternae damnationis horrere et acediari ac negligere Salutationem angelicam, totius mundi reparationem" (cap. II). Eis aí palavras consoladoras e terríveis, que se custaria a crer, se não no-las garantissem esse santo homem e antes dele São Domingos, como, depois dele, muitos personagens fidedignos, com a experiência de muitos séculos. Pois sempre se verificou que aqueles que trazem o sinal de condenação, como os hereges, os ímpios, os orgulhosos, e os mundanos, odeiam e desprezam a Ave-Maria e o Terço. Os hereges ainda aprendem e recitam o Pai-Nosso, mas abominam a Ave-Maria e o Terço. Trariam antes uma serpente sobre o peito do que o Escapulário ou o Rosário. Os orgulhosos tambem, embora católicos, mas tendo as mesmas inclinações que seu pai Lucifer, desprezam ou mostram uma indiferença completa pela Ave-Maria, considerando o Terço como uma devoção efeminada, suficiente para os ignorantes e analfabetos. Ao contrário, tem-se visto e a experiência o prova que aqueles e aquelas que possuem outros e grandes indícios de predestinação, amam, apreciam e recitam com prazer a Ave-Maria. E que quanto mais são de Deus, tanto mais amam esta oração. E o que a Santíssima Virgem diz também ao bem-aventurado Alano, em seguida as palavras que citei.

Nao sei como isto acontece nem por que; entretanto é verdade, e não conheço melhor segredo para verificar se uma pessoa é de Deus, do que examinar se gosta ou não de rezar a Ave-Maria e o Terço. Digo: gosta, pois pode acontecer que alguém esteja na impossibilidade natural ou até sobrenatural de dizê-la, mas sempre a ama e a inspira aos outros.

Almas predestinadas, escravas de Jesus em Maria, aprendei que a Ave-Maria e a mais bela de todas as orações, depois do Pai-Nosso. E a saudação mais perfeita que podeis fazer a Maria, pois e a saudação que o Altíssimo indicou a um arcanjo, para ganhar o coração da Virgem de Nazaré. E tão poderosas foram aquelas palavras, pelo encanto secreto que contém, que Maria deu seu pleno consentimento para a Encarnação do Verbo, embora relutasse em sua profunda humildade. E por esta saudaçãao que também vos ganhareis infalivelmente seu coração, contanto que a digais como deveis.

A Ave-Maria, rezada com devoção, atenção e modéstia, é, como dizem os santos, o inimigo do demônio, pondo-o logo em fuga, e o martelo que o esmaga; a santificação da alma, a alegria dos anjos, a melodia dos predestinados, o cântico do Novo Testamento, o prazer de Maria e a glória da Santíssima Trindade. A Ave-Maria é um orvalho celeste que torna a alma fecunda; e um beijo casto e amoroso que se da em Maria, e uma rosa vermelha que se lhe apresenta, e uma pérola preciosa que se lhe oferece, e uma taça de ambrósia e de nectar divino que se lhe da. Todas estas comparações são de santos ilustres.

Rogo-vos instantemente, pelo amor que vos consagro em Jesus e Maria, que não vos contenteis de recitar a coroinha da Santíssima Virgem, mas também o vosso Terço, e até, se houver tempo, o vosso Rosário, todos os dias, e abençoareis, na hora da morte, o dia e a hora em que me acreditastes; e, depois de ter semeado sob as bençãos de Jesus e de Maria, colhereis bênçãos eternas no céu: Qui seminat in benedictionibus, de benedictionibus et metet (3). (4)

“Assim, esta sauda
ção e um louvor a Deus: Es Bendita entre as mulheres, porque é Bendito o fruto do teu ventre; e porque tu és a Mãe de Deus feito Homem, — em ti adoramos a Deus como em primeiro Sacrário, no qual o Pai encerrou o seu Verbo; como primeiro Altar, o teu Regaço; primeira Custódia, os teus bracos, diante dos quais se ajoelharam os Anjos, os pastores e os reis, para adorar o Filho de Deus, feito Homem! E porque tu, ó Maria, és o primeiro Templo vivo da Santíssima Trindade, onde mora o Pai, o Filho e o Espirito Santo. (...)

Quanto a repeticao das Ave-Marias, não é como querem fazer crer que seja uma coisa antiquanda. Todas as coisas que existem e foram criadas por Deus, se mantêm e conservam por meio da repetição, continuada sempre, dos mesmos atos. E ainda a ninguém se ocorreu chamar antiquado ao sol, lua, estrelas, aves e plantas, etc., porque giram, vivem e brotam sempre do mesmo modo! E são bem mais antigos que a reza do Terco! Para Deus, nada e antigo. - São João diz que os bem-aventurados, no Céu, cantam um cântico novo, repetindo sempre; Santo, Santo é o Senhor, Deus dos Exércitos! É novo, porque, na luz de Deus, tudo aparece com novo brilho”! (5)

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(1) Sao Luis de Montfort, O Segredo do Rosário. – (2) Hebreus 6, 8. – (3) II Corintios 9, 6. – (4) Sao Luis de Montfort, A Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem. – (5) (Irmã Lúucia, carta a Maria Teresa, 04/12/1970.
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26ª Rosa: e lhe deu a sorte grande

Foi na Ásia. Um missionário estava a visitar uns povoados onde haviam cristãos. Uns 15 quilometros antes de alcançar sua meta ao passar perto de uma casa desconhecida, ele ouviu, para sua admiração, a reza em voz alta da Ave-Maria. Parou uns instantes. De repente, acorrem duas pessoas, pedindo-lhe que apeasse do cavalo, pois na casa havia um homem as portas da morte, e ainda nao era batizado. Entrou, e, depois de tê-lo saudado, diz-lhe o Padre: como sabes rezar a Ave-Maria tão bem, e não és cristão?

Padre, murmurou o moribundo, certa vez, passou por aqui um cristão e deu-me um papel com essa oração, afirmando-me que daria sorte a quem recitasse com piedade. Decorei-a e rezei-a muitas vezes.

De fato, Nossa Senhora deu-lhe a grande graça. Pois o doente foi batizado, e instantes depois, sua alma voou para junto dos eleitos.

Quem negará que foi pela intercessão da Virgem Bendita que este sacerdote estava passando por ali bem na hora que o doente estava prestes a deixar este mundo?

27ª Rosa: por uma Ave Maria

Um bandido condenado por varios assassinatos estava esperando a chamada para ser eletrocutado naquela terrível cadeira. O capelão da prisão esforcou-se incansavelmente em convencê-lo a preparar-se para a morte, recebendo os Últimos Sacramentos. Mas foi tudo em vão.

Vá embora, deixe-me sozinho”, foi a repetitiva resposta.

Cheio de sincera compaixão, o sacerdote elevou uma rápida oração a Mãe de Deus, e então disse ao criminoso: eu irei, então, mas primeiro, tu me farias um pequeno favor?

Tudo bem, o que é?

Vamos dizer uma Ave Maria juntos!

E os dois comecaram a recitar a Ave Maria, mas logo com as primeiras palavras da oração, a graça do arrependimento invadiu o cora.cão endurecido; lágrimas jorraram de seus olhos, e ele pediu pela Confissão, o que padre não recusou e o absolveu. E o contrito homem morreu calmamente com o Rosário de Nossa Senhora nas mãos e seu nome em seus lábios.

28ª Rosa: Nossa Senhora o converteu

Um Padre Missionário foi chamado a visitar um senhor muito idoso, que tivera uma vida perversa. Ao chegar ao lugar disse-lhe o velho: “aqui está, Padre, um pecador abominávell O Sacerdote atendeu-o em confissão a qual foi otima.

Depois de sacramentado, quis o ministro de Deus saber o motivo daquela excelente conversão. Ao que ele respondeu: não sei; o pensamento de me confessar começou há dias a bulir comigo.

Mas esse pensamento, tornou o Padre, deve ter uma causa. Qual será?

Não sei, Padre,” repetia ele todo feliz.

Foram seus amigos que o animaram à confissão?

Não tenho amigos, por aqui.

O senhor frequentava a igreja?

Nunca! Neste momento o missionário deu com os olhos num quadro da Santíssima Virgem pendente da parede.

Quê?! um objeto desses em sua casa? Como se explica isso com sua vida incrédula?

Sim, meu Padre, e cada dia recito três vezes Ave-Maria diante dele, para obedecer à última vontade de minha mãe ao morrer.

Pois bem; aí está a solução toda. É a Maria Santíssima que o senhor deve a graça da conversão.

29ª Rosa: é sinal de salvação e de...

O Bem-aventurado Alano de La Roche, que era tão profundamente devotado a Bendita Virgem, teve várias revelações dela, e nos sabemos que ele confirmou a verdade destas revelações por um juramento solene. Três delas se sobressaem com uma enfase especial:

- A primeira, que se as pessoas não recitarem a Ave Maria (a Saudaçaao Angélica que salvou o mundo) por desprezo, ou porque elas são mornas, ou porque a odeiam, este e um sinal deque provavelmente e realmente em breve, elas serão condenadas ao castigo eterno.
-
A segunda verdade
é que, aqueles que amam esta Divina Saudação, carregam o muito especial selo de predestinaçãao.
-
A Terceira e que, aqueles a quem Deus deu o sinal da gra
ça de amar Nossa Senhora e servi-la, como resultado de amor, devem tomar um muito grande cuidado para continuar a ama-la e servi-la, até o momento em que ela os tiver colocado no Céu, por seu Divino Filho, no grau de glória que elas adquiriram. (Beato Alano, capitulo XI, paragrafo 2)

Os hereges, todos os quais são filhos do diabo e claramente carregam o sinal da reprovaçãao de Deus, tem um horror da Ave Maria. Eles ainda recitam o Pai Nosso, mas jamais a Ave Maria; eles vestiriam de preferência uma cobra venenosa em volta do pescoco do que um escapulário ou carregar um rosário.

Entre os católicos, aqueles que carregam a marca da reprovação de Deus, pensam, mas muito pouco do rosário (se for de cinco dezenas de quinze). Ou eles não a recitam ou somente a recitam muito rapidamente e de uma maneira indiferente.

Mesmo se eu não acreditasse nisto que foi revelado ao Bem-aventurado Alano de la Roche, até mesmo a minha própria experiência seria o bastante para me convencer desta terrível mas consoladora verdade. Eu não sei, nem vejo claramente, como pode ser isto, que uma devoção que parece ser tão pequena possa ser o sinal infalível de eterna salvação, e como a sua ausência pode ser o sinal do eterno desprazer de Deus; todavia, nada poderia ser mais verdadeiro.

Em nosso próprio tempo, vemos que pessoas possuem novas doutrinas que, tem sido condenadas pela Santa Mãe Igreja, podem ter um tanto de piedade exterior, mas desprezam o Rosário, e frequentemente dissuadem seus familiares de recitá-lo, destruindo seu amor e sua fé nele. Fazendo isto eles bolam escusas elaboras que são plausíveis aos olhos do mundo. Eles são muito cuidadosos em não condenar o Rosário e o Escapulário como os calvinistas fazem – mas o jeito de atacar que eles arrumam e muito mais mortífero porque isto e mais astucioso...

Minha Ave Maria, meu Rosário de quinze ou de cinco dezenas, e a oração e o infalível critério pelo qual posso dizer aqueles que são conduzidos pelo Espírito de Deus, dos que são ludibriados pelo diabo. Eu tenho conhecido almas que pareciam voar como aguias as alturas por sua sublime contemplaçãao, e aquelas que eram de forma lamentável conduzidas pelo diabo. Eu so fui descobrir como estavam errados quando eu aprendi que eles desprezaram a Ave Maria e o Rosário, que eles consideraram como sendo abaixo deles.

A Ave Maria e um orvalho abençoado que cai do Céu sobre as almas dos predestinados. Ela os da uma maravilhosa fertilidade espiritual de forma que eles podem crescer em todas as virtudes. Quanto mais o jardim da alma e regado por esta oração, mais esclarecido se torna o seu intelecto, mais zeloso o seu coração, e mais vigorosa sua armadura contras seus inimigos espirituais. (Sao Luis de Montfort, O Segredo do Rosário.)

30ª Rosa: a conversão de um herege

Dr. Hugh Lammer era um solido Protestante, com fortes preconceitos contra a Igreja Católica. Um dia ele achou uma explicação da Ave Maria e a leu. Ele ficou tão encantado que começou a recitá-la diariamente.

Insensivelmente, toda a sua hostilidade anticatólica começou a desaparecer.

Ele se tornou um católico, um santo sacerdote e um professor de Teologia Católica em Breslau, Polônia. Tudo isso, alcançou pelo Santo Rosário.

Nossa Senhora, ao bem-aventurado Alano:

Depois do Santo Sacrifício da Missa,

não há nada na Igreja que eu ame tanto quanto o Rosário

31ª Rosa: estava decidida a se condenar, mas...

No ano de 1880, uma piedosa mulher, por negócios de família, deixou-se dominar pelo ódio contra seu irmão. Afastou-se aos poucos dos sacramentos, e largou enfim a toda a oraçãao.

Certo dia ficou doente, e o mal foi piorando de tal sorte que parecia que ia morrer. O Padre Vigário visitou-a e procurou levá-la a melhores sentimentos, para que não falecesse nesse estado de alma. Foi, porém, tudo em vão.

Um missionário, por ali de passagem, a pedido do senhor pároco, foi ter com a enferma. O ódio estava tão firme no coração que não quis reconciliar-se. Chegou ao ponto de afirmar: sobre a pedra de meu túmulo quero que se gravem estas palavras: aqui jaz uma mulher que se vingou.

E o inferno?” Tornou o missionario.

O inferno? O pensamento de minha vingança consolar-me-á em todos os tormentos.

Quase desanimado, o sacerdote aconselhou-lhe que rezasse para obter força de perdoar.

Sei que por meio da oração posso alcançar essa graça, mas não quero rezar. Mas o ministro de Deus, como que inspirado, perguntou-lhe: e por mim rezarias?

Pelo senhor, sim, pois o senhor é bom para comigo.

O Sacerdote ajoelhou-se junto da cama, entregou as mãos da doente uma imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, e ambos comecaram a reza da Ave-Maria.

E chegando às palavras: “rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte”, a mulher, comovida, desatou em prantos. E não tardou a solucar: perdão a meu irmão... E quero confessar-me.” Alegrias voltaram a alma dessa senhora, e júbilos no lar dos dois e da família.

Como e boa Nossa Senhora! Efeito extraordinário da Ave-Maria bem rezada.

32ª Rosa: a conversão do capitão Laly

Esse homem foi, durante a Revoluçãao Francesa, um dos mais ferozes e mais ímpios dentre tantos monstros que perseguiram os sacerdotes.

Apos algum tempo, o miserável perseguidor e a família cairam na mais espantosa miséria. Por muitas vezes um sacerdote procurou, por meio de ofertas caridosas, tira-lo do desespero que pesava sobre esse homem terrível e repelido por todos. Laly respondia com malvadezas e grosserias a todas as tentativas de levá-lo ao bom caminho.

Mas, para a admiração de todos, um dia viram-no entrar na igreja alquebrado pelo sofrimento, humilhado e arrependido. Já não era o mesmo homem. Depois de ter feito confissão de seus crimes e recebido o perdão, declarou ao confessor que nunca deixara de rezar, cada dia, mesmo durante a sua maior fúria revolucionaria, a Ave-Maria, para satisfazer uma promessa feita a sua piedosa mãe moribunda.

33ª Rosa: Papa João Paulo II e o Rosário

“O Rosário da Virgem Maria (Rosarium Virginis Mariae), que ao sopro do Espírito de Deus se foi formando gradualmente no segundo Milênio, e oraçãao amada por numerosos Santos e estimulada pelo Magistério. Na sua simplicidade e profundidade, permanece, mesmo no terceiro Milênio recém iniciado, uma oração de grande significado e destinada a produzir frutos de santidade. Ela enquadra-se perfeitamente no caminho espiritual de um cristianismo que, passados dois mil anos, nada perdeu do seu frescor original, e sente-se impulsionado pelo Espírito de Deus a  "fazer-se ao largo" (duc in altum!) para reafirmar, melhor "gritar" Cristo ao mundo como Senhor e Salvador, como "caminho, verdade e vida" (Jo. 14, 6), como "o fim da história humana, o ponto para onde tendem os desejos da história e da civilização "O Rosário, de fato, ainda que caracterizado pela sua fisionomia mariana, no seu âmago é oração cristológica. Na sobriedade dos seus elementos, concentra a profundidade de toda a mensagem evangélica, da qual e quase um compêndio. Nele ecoa a oração de Maria, o seu perene Magnificat pela obra da Encarnação redentora iniciada no seu ventre virginal. Com ele, o povo cristão frequenta a escola de Maria, para deixar-se introduzir na contemplação da beleza do rosto de Cristo e na experiência da profundidade do seu amor. Mediante o Rosário, o crente alcança a graça em abundância, como se a recebesse das mesmas mãos da Mãe do Redentor”. (1)

“O Rosário, lentamente recitado e meditado - em família, em comunidade, pessoalmente - vos fará penetrar pouco a pouco nos sentimentos de Jesus Cristo e de sua Mãe, evocando todos os acontecimentos que são a chave de nossa salvaçãao”. (2)

“A vossa força será a oração. Rezai o Terco todos os dias e espalhai-o, para que o mundo se converta e tenha paz”.

“Apeguem-se ao Rosário. Somente o Rosário pode fazer milagres no mundo e em vossas vidas”.

Pio XII: “Será vão o esforco de remediar a situaçãao decadente da sociedade civil, se a família, princípio e base de toda a sociedade humana, não se ajustar diligentemente a lei do Evangelho. E nos afirmamos que, para desempenho cabal deste árduo dever, e sobretudo conveniente o costume do Rosário em familia”. (3)

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(1) Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae. – (2) Alocução de 6 de Maio de 1980. – (3) Enciclica Ingruentium Malorum.

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34ª Rosa: a Batalha de Lepanto

Em 7 de outubro de 1571, a esquadra católica, composta de aproximadamente 200 galeras, concentrou-se no golfo de Lepanto. D. João d’Austria mandou hastear o estandarte oferecido pelo Papa e bradou: “aqui venceremos ou morreremos”, e deu a ordem de batalha contra os seguidores de Maome. Os primeiros embates foram favoráveis aos muculmanos, que, formados em meia-lua, desfecharam violenta carga. Os católicos, com o Terço ao pescoco, prontos a dar a vida por Deus e tirar a dos infiéis, respondiam aos ataques com o máximo vigor possível.

Mas, apesar da bravura dos soldados de Cristo, a numerosíssima frota do Islã, comandada por Ali-Pacha, parecia vencer. Após 10 horas de encarnicado embate, os batalhadores católicos receavam a derrota, que traria graves consequências para a Civilizaçãao Cristã europeia. Mas... o prodígio! Ficaram surpresos ao perceberem que, inexplicavelmente e de repente, os muçulmanos, apavorados, bateram em retirada...

Obtiveram mais tarde a explicação: aprisionados pelos católicos, alguns mouros confessaram que uma brilhante e majestosa Senhora aparecera no céu, ameaçando-os e incutindo-lhes tanto medo, que entraram em pânico e começaram a fugir.

Logo no início da retirada dos barcos muculmanos, os católicos reanimaram-se e reverteram a batalha: os infiéis perderam 224 navios (130 capturados e mais de 90 afundados ou incendiados), quase 9.000 maometanos foram capturados e 25.000 morreram. Ao passo que as perdas católicas foram bem menores: 8.000 homens e apenas 17 galeras perdidas.

Enquanto se travava a batalha contra os turcos em águas de Lepanto, a Cristandade rogava o auxílio da Rainha do Santíssimo Rosário. Em Roma, o Papa São Pio V pediu aos fiéis que redobrassem as preces. As Confrarias do Rosáario promoviam procissões e ora.cões nas Igrejas, suplicando a vitória da armada católica.

O Pontifice, grande devoto do Rosário, no momento em que se dava o desfecho da famosa batalha, teve uma visão sobrenatural, na qual ele tomou conhecimento de que a armada católica acabara de obter espetacular vitória. E imediatamente, exultando de alegria, voltou-se para seus acompanhantes exclamando: vamos agradecer a Jesus Cristo a vitória que acaba de conceder à nossa esquadra”.

A milagrosa visão foi confirmada somente na noite do dia 21 de outubro (duas semanas após o grande acontecimento), quando, por fim, o correio chegou a Roma com a notícia. São Pio V tinha meios mais rápidos para se informar...

Em memória da estupenda intervençãao de Maria Santíssima, o Papa dirigiu-se em procissão a Basílica de São Pedro, onde cantou o" Deum Laudamus" e introduziu a invocação "Auxílio dos Cristãos" na Ladainha de Nossa Senhora. E para perpetuar essa extraordinária vitória da Cristandade, foi instituida a festa de Nossa Senhora da Vitória, que, dois anos mais tarde, tomou a denominação de festa de Nossa Senhora do Rosário, comemorada pela Igreja no dia 7 de outubro de cada ano.

Ainda com o mesmo objetivo, de deixar gravado para sempre na História que a Vitória de Lepanto se deveu a intercessão da Senhora do Rosário, o senado veneziano mandou pintar um quadro representando a batalha naval com a seguinte inscriçãao: “Non virtus, non arma, non duces, sed Maria Rosarii victores nos fecit.” - Nem as tropas, nem as armas, nem os comandantes, mas a Virgem Maria do Rosário é que nos deu a vitória. (Da revista O Catolicismo maio/2001)

Nossa Senhora: não posso deixar de mencionar os sinais e maravilhas que tenho trabalhado em diferentes terras através do Santo Rosário: Eu parei as pestes e coloquei um fim a guerras terríveis, assim como também a sangrentos crimes, e através de meu Rosário as pessoas tem encontrado a coragem para escapar de tentações.” (ao Bem-aventurado Alano)

35ª Rosa: Brasil é salvo do calvinismo pelo Rosário

De outra ameaça de dominaçãao dos inimigos da Fé Católica - desta vez, n!ao dos seguidores de Maome, mas dos de Calvino -, o Santo Rosário salvou nossa Pátria. No seculo XVI, ela saiu-se vitoriosa em várias batalhas, gracas a devoção ao Rosário ensinada pelos missionários em todos os rincões de nosso território-continente.

Apenas dois fatos: a expulsão dos calvinistas franceses do Rio de Janeiro, cidade que tentaram conquistar para a heresia protestante; e, um século depois, a mesma seita calvinista - desta vez por meio de hereges holandeses - foi escorraçada do católico e aguerrido Nordeste brasileiro.

Em tais batalhas, os intrépidos soldados brasileiros rezaram o Rosário antes dos embates, muitos deles pendurando-o ao pescoco durante as pelejas. Ou então, numa das mãos levavam a arma, e na outra o Santo Rosario. (O Catolicismo, maio/2001)

Irmã Lúcia: “A Santíssima Virgem, nestes últimos tempos em que vivemos, deu uma nova eficácia a oração do Santo Rosário. De tal maneira que agora não há problema, por mais difícil que seja, seja temporal ou, sobretudo, espiritual que se refira a vida pessoal de cada um de nós, ou a vida das nossas famílias, sejam as famílias do mundo sejam as Comunidades Religiosas; ou a vida dos povos e das nações – não há problema, repito, por mais dificil que seja, que não possamos resolver agora com a oração do Santo Rosário.” (Em entrevista ao Padre Fuentes, 26/12/1957)

36ª Rosa: Rosário também salva as Filipinas do calvinismo

Esse pais colonizado pelos espanhóis e convertido pelos pregadores dominicanos recebeu muita influencia da Igreja Católica, sendo seu povo particularmente devoto da recitação do Terço.

Como no Brasil, os holandeses calvinistas tentaram conquistar aquela nação para a seita protestante.

Numa das batalhas, quando as forças católicas pareciam sucumbir ao poder das armas holandesas, os católicos imploraram a intercessão de Nossa Senhora do Rosário e venceram, apesar da superioridade numérica da forca herege. (Revista Catolicismo, maio/2001)

37ª Rosa: novo triunfo contra os maometanos

Outra vitória assinalada, a Cristandade a obteve graças a devoção ao Santo Rosário: em 1716, os turcos, numa nova tentativa de subjugar a Cristandade e conquistar a Europa para a religião do Islã, foram derrotados em Peterwardein, na Hungria, pelo Príncipe Eugênio de Sabóia (1663 – 1736).

Esse fervoroso príncipe, no comando dos exércitos cristãos, portava sempre seu precioso Terço, e o recitava sobretudo nas horas de perigo. Seus soldados comentavam que, se não fosse pelas orações dele, a vitória seria dos maometanos. Costumavam dizer, quando o viam de Rosário em punho em orações: “o Príncipe esta rezando muito, isto e sinal de que logo teremos batalha!”.

38ª Rosa: as Bênçãos

Pelo Santo Rosário:

1. Os pecadores são perdoados;
2. As almas
áridas são refrescadas;
3. Aqueles que est
ão acorrentados têm suas cadeias rompidas;
4. Aqueles que choram encontram felicidade;
5. Aqueles que s
ão tentados encontram paz;
6. O pobre encontra ajuda;
7. Os religiosos s
ão reformados;
8. Os que sao ignorantes s
ão instruídos;
9. Os vivos aprendem a superar o orgulho
, e
10. Os defuntos (as santas almas do purgat
ório) tem suas penas aliviadas por sufrágios;

Um dia Nossa Senhora disse ao bem-aventurado Alano: quero que as pessoas tenham uma devoção ao meu Rosário para terem a graça e bên.cão de meu Filho durante o tempo de suas vidas e em sua morte, e após a sua morte, quero que sejam livres de toda escravidão, de forma que serão como reis, vestidos de coroa e com cetros em suas mãos e gozando eterna gloria”. Amém. Assim seja. (O Segredo do Rosário).

São Pio X: o Rosário e a mais bela e a mais preciosa de todas as orações a Medianeira de todas as graças: e a prece que mais toca o Coração da Mãe de Deus. Rezai-o todos os dias”.

39ª Rosa: consolo na hora da morte

As Crônicas Franciscanas relata o seguinte: um nobre jovem chamado Adolfo renunciou seus princípios para abracar a pobreza da Ordem de São Francisco. Ele era notável por muitas virtudes, mas especialmente por uma grande devoçãao a Nossa Senhora.

Quando estava em agonia, perto de morrer, ele estava com medo do julgamento de Deus, diante do quem ele estava prestes a aparecer. Neste ponto, a Mãe de Misericórdia veio visitá-lo com muitos bem-aventurados a acompanhando, e o tranquilizou com essas consoladoras palavras: por que temeis a morte, meu filho, tendo sido sempre tão devoto ao meu serviço? Tenha coragem! Meu Filho, a quem serviste com grande fervor depois de ter sacrificado por Ele tudo que possuíste neste mundo, te dará a recompensa merecida pela tua fidelidade.

Essas palavras o encheu de consolação e alegria, em que ele entregou sua alma a Deus.

40ª Rosa: diversa a sorte de dois moribundos

Um Sacerdote assistia aos derradeiros momentos de certo homem rico que morria em seu palacete. Ao redor do leito havia servos, parentes e amigos. O moribundo via-se cercado por demônios em forma de cães que ali estavam para buscar-lhe a alma.

Conseguiram seu intento, pois o ricaço não quis saber de confissão, morrendo no pecado.

Nesse interim vieram chamar o mesmo Padre a fim de atender uma pobre que estava também a expiar e desejava receber os últimos sacramentos.

Chegando à cabana da boa enferma, não viu servos, nem visitas graúdas, nem mobília luxuosa. A moribunda estava deitada sobre um punhado de palha. Porém, que viu mais? O casebre todo cheio de luz celestial. Junto da doente estava Nossa Senhora, consolando-a e, com um lenço, enxugando-lhe o suor da morte.

O ministro de Deus vendo a Maria, não teve ânimo de adiantar-se.

No entanto, a Virgem chamou-o com aceno. Entrou, e a própria Mãe de Deus deu-lhe um banco para que se sentasse e ouvisse a confissão de sua dedicada serva e grande devota.

A pobrezinha fez excelente confissão. E depois de ter comungado com terna devoção, entregou a alma feliz ao cuidado da Virgem Imaculada... Que diferença entre a morte de um que nunca se incomodou com Nossa Senhora, e com aquela que sempre amou sua Mãe Celestial!

41ª Rosa: ao Paraíso

O bem aventurado Afonso Salomeron teve durante toda a vida a mais filial devoçãao a Virgem Santíssima; a Ela recorria em todas as dificuldades e a ela deveu as extraordinárias luzes com que admirou a todos os sábios reunidos no Concílio de Trento.

Imitador das virtudes de sua Mãe, era a humildade personificada e jamais quis aceitar as grandes dignidades que a Igreja lhe oferecera.

Recomendava vivamente a devoção a Maria por todas as maneiras possíveis.

Chegou a hora da morte, teve a felicidade de ver a Rainha do Céu junto a sua cama, e expirou exclamando: ao paraíso, ao paraíso! Bendito seja, ó Maria, o tempo em que vos servi, benditas as pregações e fadigas que vos consagrei! Ao paraíso, Ao paraíso! Oh! Quão suave é a morte para quem ama deveras a Maria!.

Quem não gostaria de ter uma morte assim? Pois sejamos sinceros filhos de Maria. Invoquemo-la frequentemente cheios de confiança. E Nossa Senhora assistirá aos nossos derradeiros momentos e nos levará para o Céu.

42ª Rosa: uma possessão diabólica

Quando São Domingos estava pregando o Rosário próximo a Carcassone, um albigense que estava possuído pelo diabo foi trazido a ele. São Domingos o exorcizou na presença de uma grande multidão de pessoas; parece que mais de doze mil tinham ido vê-lo pregar. Os demônios que estavam em possessão deste homem, foram forçados a responder as perguntas de São Domingos apesar do ódio deles. Eles disseram que:

1. Havia quinze mil deles no corpo deste pobre homem, porque ele atacou os quinze misterios do Rosáario;
2. Eles continuaram a declarar que pela prega
çãao do Rosário, ele [S. Domingos] põe medo e horror no mais profundo do Inferno e que ele era o homem que mais odiavam em todo o mundo, por causa das almas que ele arrebatou deles através da devoção do Santo Rosário, e
3. E ent
ão eles revelaram várias outras coisas.

São Domingos colocou seu Rosário em volta do pescoco do albigense e perguntou aos demônios a dizer-lhe quem, de todos os Santos no Paraíso, era o que eles mais temiam, e quem deveria então ser o mais amado e reverenciado pelo homem. Nisto eles soltaram tais gritos sobrenaturais que a maioria das pessoas caiu ao chão, enfraquecidas de terror. Entao, usando todas as suas espertezas, para então não responder, os demônios choraram e prantearam de tal modo lastimoso que muitas das pessoas tambem choraram, por puramente piedade natural. Os demônios falaram pela boca do albigense, implorando numa voz de partir o coração: “Domingos, Domingos, tenha piedade de nós! Nós te prometemos que jamais te feriremos. Tu sempre tiveste compaixao pelos pecadores e aqueles em afliçãao; tenha piedade de nós, pois estamos num miserável desfiladeiro. Já estamos sofrendo muito, então por que deleitar-te em aumentar nossas penas? Tu não podes ser satisfeito com nosso sofrimento sem aumentá-los? Tenha piedade de nós! Tenha piedade de nós”!

Sao Domingos não foi o movido pela emoçãao destes espíritos miseráveis e os disse que ele não os deixaria em paz atá eles terem respondido sua pergunta. Então eles disseram que poderiam murmurar a resposta em tal modo que somente São Domingos seria capaz de ouvir. Este, insistiu firmemente deles responderem claramente e em voz alta. Então os demônios ficaram quietos e recusaram a dizer outra palavra, negligenciando completamente a ordem de Sao Domingos - então ele ajoelhou-se e rezou deste modo a Nossa Senhora: oh, toda poderosa e maravilhosa Virgem Maria, eu vos imploro pelo poder do Santíssimo Rosário, ordenai estes inimigos da raça humana a me responderem”.

Não mais breve ele fez esta oraçãao do que uma chama ardente saltou dos ouvidos, narinas e boca do albigense. Todos abalaram-se de terror, mas o fogo não feriu ninguem. Então os demonios clamaram: “Domingos, rogamos-te, pela paixao de Jesus Cristo e pelos meritos de Sua Santa Mae e de todos os Santos, deixe-nos sair do corpo deste homem sem falar mais nada - pois os anjos responderao sua pergunta quando tu desejares. Depois de tudo, não somos mentirosos? Então por que queres acreditar-nos? Por favor, não torturai-nos mais; tenha piedade de nós”.

“Ai de vós, espíritos miseráveis, que não merecem serem ouvidos,” disse São Domingos, e ajoelhando-se rezou a Nossa Senhora: oh digníssima Mãe da Sabedoria, estou rezando pelas pessoas reunidas aqui, que ja aprenderam a recitar a Saudação Angélica corretamente. Por favor, eu te imploro, forçai vossos inimigos a proclamarem toda a verdade e nada além da verdade sobre isto, aqui e agora, diante da multidão”.

São Domingos dificilmente terminou esta oração quando ele viu a Bendita Virgem ao alcance da mão, rodeada por uma multidão de anjos. Ela agarrou o homem possuido com uma vara dourada que ela segurava e disse: respondei a meu servo Domingos imediatamente”! (Lembre-se, as pessoas nem viram nem ouviram Nossa Senhora, mas somente São Domingos.) então os demônios começaram clamando: oh, tu que es nossa inimiga, nossa ruína e nossa destruição, por que vieste do Paraíso apenas para nos torturar tão cruelmente? Oh, Advogada de pecadores, tu que os arrebata dos dentes do inferno, tu que é a estrada muito certa para o Céu! Devemos nós, em nosso próprio ódio, dizer toda a verdade e confessar diante de todos quem é a causa de nossa vergonha e nossa ruína? Oh, aí de nós, príncipes das trevas: então ouvi bem, vós cristãos: a Mãe de Jesus Cristo e toda-poderosa e ela pode salvar seus servidores da queda ao inferno. Ela é o Sol que destroí as trevas de nossas seduções e sutilezas. É ela quem descobre nossas tramas encobertas, quebra nossas armadilhas e faz nossas tenta.cões imprestáveis e ineficazes.

Nós temos de dizer, porém relutantes, que nem uma única alma que tenha realmente perseverado em seu serviço jamais foi amaldiçoada conosco; um simples suspiro que ela oferece a Santíssima Trindade e muito mais valioso do que todas as orações, desejos e aspirações de todos os Santos.

Nós a tememos mais do que todos os outros Santos no Céu juntos e não temos sucesso com os seus fiéis servidores. Muitos cristãos que apelam a ela quando estão na hora da morte e que realmente deveriam ser condenados de acordo com nossos padrões ordinários, são salvos por sua intercessão.

Oh, se pelo menos essa Maria (e em sua fúria que eles a chamam) não tivesse contraposto sua força as nossas e não tivesse frustrado nossos planos, nos deveríamos ter conquistado a Igreja e deveríamos tê-la destruído muito antes disto; e teríamos visto todas as Ordens na Igreja cair no erro e desordem.

Agora que somos forçados a falar-vos, devemos tambem dizer-vos isto: ninguém que persevera em recitar o Rosário será condenado, porque ela obtém para seus servidores a graça da verdadeira contriçãao por seus pecados e deste modo eles obtem o perdão de Deus e misericórdia”.

Então São Domingos fez que todos recitassem o Rosário bem devagar e com grande devoção, e uma coisa admirável aconteceu: a cada Ave Maria que ele e o povo diziam juntos, um grande grupo de demônios retirava-se do corpo do pobre homem sob a aparência de brasas ferventes

Quando os demônios foram todos expelidos e o herege estava finalmente livre deles, Nossa Senhora (que estava ainda visível [para São Domingos]) deu sua bênção para a assembleia reúnida, e eles ficaram cheios de alegria por isso.

Um grande numero de hereges foi convertido por causa deste milagre e uniram-se a Confraria do Santíssimo Rosário. (S. Luis de Montfort, O Segredo do Rosário)

Bem-aventurado Papa Pio XI: uma arma poderosíssima para por em fuga os demnios... Ademais, o Ros^'ario de Maria é de grande valor não só para derrotar os que odeiam a Deus e os inimigos da Religião, como também estimula, alimenta e atrai para as nossas almas as virtudes evangélicas”. (Enciclica Ingravescentibus Malis)

Papa Adriano VI: o Rosário é o flagelo do demônio.”

43ª Rosa: arma contra os espíritos malignos

Desde que o diabo foi esmagado pela humildade e paixão de Jesus Cristo, ele esteve muito perto e incapaz de atacar uma alma que está armada com a meditação nos mistérios da vida de Nosso Senhor, e se ele inquieta uma alma, esta certo de ser vergonhosamente derrotado. (Cardeal Hughes)

“Revesti-vos da armadura de Deus”. [Ef. 6,11] Então armai-vos com as armas de Deus – com o Santo Rosário – e esmagareis a cabeca do diabo e aguentareis firmes diante de todas as tentaçõs. Isto e o porque ate o Rosário material por si mesmo e uma coisa terrível para o diabo, e porque os Santos o usou para acorrentar demônios e para lançá-los fora dos corpos de pessoas que estavam possuídas. Tais acontecimentos são relatados em mais de um autêntico registro.O Bem-aventurado Alano disse que conheceu um homem que tentou desesperadamente todos os tipos de devoções para livrar-se do espírito maligno que possuia ele, mas sem sucesso. Finalmente ele pensou em vestir o Rosário em volta de seu pescoço, o que o tranquilizou consideravelmente. Ele descobriu que toda vez que ele o tirava o demônio o atormentava cruelmente, entao ele resolveu vestí-lo noite e dia. Isto expulsou o espírito maligno para sempre, porque ele não poderia suportar aquela terrível corrente. O Bem-aventurado Alano também declarou que ele livrou grande numero de pessoas que eram possuidas ao colocar o Rosário em volta de seus pescoços.

Padre Jean Amat, da Ordem de São Domingos, estava dando uma série de sermões de Quaresma no Reino de Aragon um ano, quando uma jovem garota foi trazida a ele, a qual estava possuída pelo demônio. Após ele ter exorcizado ela várias vezes sem sucesso, ele colocou o seu Rosário em volta do pescoço da garota. Dificilmente feito isto, a garota começou a gritar e berrar de um jeito medonho, gritando: “tirai-os! Tirai-os! Estas contas estão me torturando”! Por último o Padre, cheio de piedade para com a garota, tirou seu Rosário dela.

A seguinte noite quando Padre Amat estava na cama, os mesmos demônios que possuiram a garota vieram atá ele espumando com uma raiva e disseram com uma voz zombadora: bem, Irmão, se tu tivesses sem teu Rosário, nos teriamos te liquidado rapidamente”! Depois o bom Padre jogou seu Rosário em volta do pescoco da garota sem mais comoção e disse: pelo sagrado nome de Jesus e de Maria sua Santa Mãe, e pelo poder do Santíssimo Rosário, eu vos ordeno, espíritos malignos, a deixar o corpo desta garota”! E eles foram imediatamente forçados a obedecer e a garota foi libertada deles.

Estas histórias mostram o poder do Santo Rosário superando todas as possíveis tentações que os espíritos malignos induzem – e também todos os tipos de pecado – porque estas benditas contas colocam os demônios a afugentarem-se. (O Segredo do Rosário)

44ª Rosa: e o demônio lamentou-se

Certa dia, levaram a sepultura de São Francisco de Sales um possesso, a fim de ser libertado do demônio. Este gritava cheio de confusão e horror: para que hei de sair?

O Sacerdote, que fazia o exorcismo, rezou com confiança: ó Maria, Mãe de Deus, rogai por nós! Maria, Mãe de Jesus, socorrei-nos!

A essas palavras o demônio redobrou seus gritos de horror, bradando: Maria, Maria! Oh! Eu não tenho Maria! Não digas esse nome; ele me faz tremer! Oh! Se eu tivesse Maria por mim, como vós a tendes, não seria o que sou! Mas eu não tenho Maria! Todos os presentes choraram...

Ah!,” continuou o diabo, se eu tivesse um momento só que fosse, desses que vós desperdiçais! Sim um só momento e uma Maria, eu não seria demônio.

E desapareceu, deixando a pessoa completamente curada. Bastou chamar Maria Santíssima, para que o demônio fosse embora.

45ª Rosa: num Exorcismo Solene

Na Suiça, houve uma série de exorcismos em uma mulher, mãe de família, que estava possuída por vários demônios. Isto foi entre 1975 e 1978. Durante as sessões do Grande Exorcismo, aconteceu um fato nao raro: os demônios que possuíam o corpo da pobre mulher foram obrigados (contra a própria vontade) pela Santíssima Virgem Maria a falarem aos exorcistas e dar-lhes importantes avisos.

A propósito da possessa, chegou-se a conclusão de que no caso desta mulher e mãe se trata de uma alma reparadora, que desde os 14 anos era atormentada por pavorosos estados de
ang
ústias e períodos de insônia total. Foi tratada pelos métodos mais modernos da Medicina e da Psiquiatria durante as suas oito permanências em clínicas. Quando, depois do mais rigoroso tratamento, lhe deram alta, considerando-a como um caso inexplicável, um exorcista conhecido comprovou casualmente a possessão de um modo inequívoco. Após um exorcismo, que contou com a colaboração de vários Sacerdotes, realizado num lugar de Aparições da Virgem (Fontanelli Montichiari, em Italia), tanto os demônios como almas condenadas, foram todos obrigados, por ordem da Santíssima Virgem, a fazerem importantes revelações sobre o estado da Igreja atual.

Foi no dia 8 de Dezembro de 1975, que cinco exorcistas obtiveram autorização do Bispo para executarem o Grande Exorcismo.

Muitas vezes quando os exorcistas faziam as orações do Exorcismo, ordenando aos demônios deixar o corpo da mulher, os espíritos imundos diziam que não podiam sair ainda, e eram obrigados pela Virgem Santíssima a falarem aos exorcistas o que ela queria. E no meio do seu ódio infernal, os demônios falaram tanta coisa que foram obrigados também a dizer aos exorcistas que a Virgem Bendita queria que fosse publicado um livro com tudo o que os demônios disseram.

E eis algumas palavras, selecionadas do tal livro, dos espíritos imundos – derrotados e obrigados pela Virgem Imaculada a falarem tais coisas – sobre a importância da devoção a Mãe de Deus, Soberana Rainha que aniquila todo o inferno:

– Demôonio Akabor, do coro dos Tronos, teve de dizer:

Os jovens devem habituar-se a fazer peregrinações. Devem voltar-se, cada vez mais, para a Santíssima Virgem; não devem bani-La. Devem... devem reconhecer a Santíssima Virgem e não viver segundo o espírito dos inovadores.Não devem aceitar absolutamente nada deles (grita cheio de furia). Eles é que são lobos. A esses, já os temos, já os temos bem seguros.

Demônio Judas Iscariotes (Jesus ja chamava-o de demônio – Joao 6, 70), que também estava em possessão no corpo da pobre mulher, foi obrigado a falar:

Tenho de acrescentar o seguinte (respira com grande dificuldade): A grande maioria dos Sacerdotes estão cegos.Somos nós que os cegamos. Mas, com um pouco de boa vontade e com muita oração ao Espírito Santo, acabariam, a pouco e pouco, por compreendê-lo. O Rosário seria então um remédio universal. Porém, também ele foi suprimido em quase todo o lado. Já não está na moda, como se costuma dizer”.

Exorcista lhe ordena: continua, sob as ordens da Santíssima Virgem, diz toda a verdade, diz o que tens a dizer!

J: “Os Mistérios Dolorosos seriam os mais preciosos dos três. Sem dúvida que todos são, mas a meditação dos Mistérios Dolorosos contribui mais para a salvação das almas. É por isso que lá em cima (aponta para cima), são considerados os mais preciosos.

Exorcista: e os outros Mistérios? Fala, em nome (...)!

J: “Também são bons. Claro que são bons e dum modo especial os Mistérios Gloriosos, com a dezena que convida à contemplação do Pentecostes, à descida do Espírito Santo. Todos são bons, mas os Mistérios Dolorosos são preciosos, pois estão associados à contemplação da Agonia de Cristo no Jardim das Oliveiras, da flagelação, da coroação de espinhos, do carregamento da Cruz e da morte na Cruz.

A Congregação Mariana era bom, mas agora já o não é. Nos lugares onde ainda existe já não é boa. Aliás, já quase não existe, porque duma maneira geral a Santíssima Virgem foi banida das Igrejas. Atualmente, são muito poucas as pessoas que agem segundo a sua vontade e os seus desejos. Há pouco quem a imite e ainda menos quem pratique a Verdadeira Devoção, segundo S. Luis Grignon de Monfort. É preciso dizer que ela é difícil. A verdadeira devoção e a oferta de si mesmo não são fáceis. Nós, tudo fazemos para impedir essas coisas. Mas para as pessoas é a melhor coisa que podem fazer: A melhor entre as melhores. Ela (aponta para cima) tem um grande poder, Ela protege os seus filhos como me teria protegido a mim, se eu simplesmente o tivesse querido. (geme desesperado)”

Como nós (aponta para cima) A odiamos!”

Exorcista: sim, mas em nome de Nossa Senhora do Monte Carmelo, tendes de dizer a verdade!

J: “(geme) Não nos podeis exigir isso!

E: podemos sim! Ela é vossa Rainha e Soberana. Todo o inferno lhe deve obedecer!

J: de acordo. Ela (aponta para cima) deve... (geme como um miserável) Ela lá está com coroa e cetro e sobre a coroa tem essa cruz (os seus gritos comovem). Oh! Como a tememos!

Nós não queremos que uma mulher mande em nós, não queremos.

Demonio Vebora, do coro das Potestades, tambem foi obrigado a dizer estas coisas:

A Grande Senhora, quer salvar todos os que puder. O mundo está tão pervertido, que Ela já não pode salvar as almas em massa. No entanto, Ela quer ainda fazer tudo o que puder. Ela ama os seus filhos, ama-os mais do que merecem muitos deles.

Exorcista ordena: continua a dizer a verdade, em nome (...)!

V: se nós ainda pudéssemos ser amados com um décimo desse amor! (geme horrivelmente) Ela ama os seus filhos, como só uma Mãe os pode amar. Esta é a razão porque é preciso que muitos homens bons, leigos, tomem consciência de que é necessário rezar e também sofrer pela salvação das almas, que de outro modo se perderiam ou se afundariam ainda mais nos caminhos da perdição. A confusão é de fato terrível, mas ainda virá a ser pior. No entanto, deveis fazer o que Ela quer!

Exorcista: que e que a Santíssima Virgem quer? Fala, em nome (...)!

V: quer que persevereis neste caminho e não vos desvieis dele um milímetro sequer, mesmo que o diabo ataque com todo o seu poder.

E: continua a dizer a verdade Veroba, diz o que a Santíssima Virgem te encarregou de dizer! Tu não tens o direito de mentir!

V: o demônio: se Ela não estivesse no Céu e se pudesse desencorajar-se, há muito que teria cruzado os braços. Mas Ela é paciente, infinitamente mais paciente do que todos os homens juntos... Oh, se Ela ainda pudesse exercer esta paciência conosco! (geme horrivelmente) Nós, os do inferno, já deixamos de ter esperança. A única coisa que nos resta agora é fazer revelações para vós. Ah! Como é horrível termos de revelar agora, o que não desejaríamos.

E: Veroba, continua! Diz o que tens a dizer da parte da Santíssima Virgem, em nome (...)!

V: se Ela, a Poderosa, ainda pudesse chorar, - Ela pode-o nas suas Aparições - se Ela ainda pudesse chorar no Céu, a terra inteira ficaria inundada com as suas lágrimas. Ela ainda tem piedade destes miseráveis vermes da terra. Ela tem compaixão deles e volta a chamá-los, tenta retê-los, mas os homens já não a querem ouvir. Como cegos, deixam-se enredar nos fios dessas marionetes, que apenas são os nossos cartazes publicitários. Mas as pessoas não se convencem disso. E essa é a nossa grande vantagem!

E o demônio Belzebu, do coro dos Serafins tambem foi aniquilado e humilhado pela Virgem Santíssima, sendo obrigado a dizer tais coisas:de fato, Ela é-nos superior, é-nos terrivelmente superior. Foi precisamente a mim que Ela escolheu para dizer isto. Se Ela tivesse escolhido Allida! Mas Ela quer que seja eu. Agora, escutai bem! Tenho de falar, Ela obriga-me.

Exorcista: “Tanto melhor. Fala em nome (...)!

B: Ela lá está, com a coroa e o cetro. Ela lá está, quase que me esmaga! Foi assim: a princípio, com os Apóstolos, quando Ela, a Mãe (aponta para cima), vivia ainda, foi Ela por assim dizer, a orientadora da Igreja, que começava a dar os seus primeiros passos. Ela tinha que rezar para que a Igreja se desenvolvesse convenientemente,(..)” (...)

Certa ocasião, a Santíssima Virgem retirou-se durante dez dias para rezar dia e noite. Então foi levada ao Céu e pôde contemplar a majestade infinita de Deus. Deus, a Santíssima Trindade, ordenou-nos a nós, lá em baixo, que subíssemos do inferno (aponta primeiro para baixo e depois para cima). Ainda não era a esfera celestial perfeita, mas já era uma esfera superior. Fomos obrigados a subir e a contemplar essa criatura, quer o desejássemos, quer não. A Santíssima Trindade obrigou-nos a contemplá-La, na sua majestade, quase perfeita. A sua majestade e esplendor eram maiores do que quando a tínhamos visto anteriormente. A Santíssima Virgem vencera, tinha-nos vencido. Vimo-la revestida de Sol. Seja como for, vimo-la em grande majestade, com a lua a seus pés, isto é, o mundo. O mundo inteiro é significado pela lua, que Ela tem aos pés, e como adversário a serpente, que nos representa a nós...

Como nós suplicamos a Deus! Como nós imploramos a Majestade Divina, que afastasse aquela visão! Até lhe suplicamos que nos precipitasse imediatamente ao inferno, a fim de que nós pudéssemos afundar nas esferas infernais, de tal modo nos era difícil suportar o seu olhar! Mas Ele não nos deixou partir. Tivemos ainda de suportar uns momentos aquele olhar terrível (solta gemidos cheios de desespero).

E: fala em nome da Santíssima Trindade, do Pai (...)!

B:não podeis imaginar o tempo que passamos em deliberações para descobrir a melhor forma de enfraquecer ou molestar, nem que fosse só um pouco, aquela criatura! (aponta para cima). Mas nada conseguimos. Ela vencia-nos em toda a parte. Era soberana em toda a parte. Durante anos, durante séculos, deliberamos, para vencer o que podíamos, o que poderíamos fazer, quando Ela lá estivesse. E quando isso aconteceu, nós nem sequer a reconhecemos imediatamente...

E:não a reconheceram imediatamente?

B: “...Imediatamente, não. Sentimos que devia ser Ela. Sentimos que devia tratar-se duma criatura extraordinária, incrivelmente virtuosa, sobre quem não tínhamos qualquer poder. O porque, não o compreendemos logo (rosna e geme violentamente)... nem compreendemos quem se escondia lá atrás. Eu, Belzebu e Lúcifer, convocamos todo o Conselho. Quando tivemos a certeza absoluta de que era Ela, deliberamos longamente, dia e noite, a ver o que poderíamos fazer para a prejudicar. Até convocamos os melhores mágicos. Ordenamos-lhes que a (aponta para cima) molestassem, no seu corpo e na sua alma, para que a sua força enfraquecesse, a sua oração não nos fosse tão desastrosa, e para que deixasse de exercer um poder tão grande. Nós já víamos que seria Ela quem teria, mais tarde, a Igreja nas mãos. O próprio Pedro caía a seus pés, quando era preciso (resmunga). Ela tem um poder imenso, porque Ela é a criatura mais perfeita e a mais amada por Deus. Foi um ser duma perfeição incrível. Depois de Deus, está milhares e milhares de vezes acima das criaturas. Mesmo o seu esposo, S. José, que estava milhares e milhares de vezes acima dos outros homens, era-lhe ainda imensamente inferior. Então prosseguimos nas nossas deliberações, e os feiticeiros concordaram fazer tudo, para a molestar. Tudo tentaram, mas Ela perseverava na oração e continuava imperturbável. Apercebia-se certamente do que fazíamos, mas nada conseguimos. Não conseguimos molestar esta terrível criatura, pois Ela não estava submetida ao pecado original como o resto da humanidade. Nem mágicos, nem feiticeiros, nem ninguém lhe poderia fazer mal. Nós, demônios e os feiticeiros, só podemos molestar as criaturas humanas, e dum modo especial, os possessos. Mas sobre Ela, os mágicos infernais não tinham qualquer influência. Acometeu-nos então uma fúria infernal, um furor louco de que só o inferno é capaz, quando verificamos que todos eles nada podiam contra esta criatura incompreensível, predestinada por Deus. Então precipitamo-nos sobre mágicos e feiticeiros e neles descarregamos todo o nosso furor. Receberam o dobro do mal que lhe (aponta para cima) deviam ter feito (geme).

E:continua Belzebu, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, em nome da Imaculada Conceição, sob cujas ordens tens de falar agora. Diz a verdade!

B: é para mim um tormento horrível que tenha de ser eu a falar destas coisas. Precisamente eu! (..)

Não se pode descrever a fúria do inferno quando se viu que todas as nossas tentativas tinham sido vãs. Como nada tínhamos conseguido, voltamos a refletir na maneira de molestá-La, mas Ela destruiu os nossos intentos perversos e tudo o mais. Ela é mais poderosa do que nós. É que Ela era uma criatura escolhida por Deus, escolhida dum modo especial. Enquanto a Terra subsistir até ao fim do mundo, nunca se encontrará ninguém que se assemelhe, e desde o começo do mundo até a eternidade jamais haverá alguém que se lhe possa igualar. E Ele, lá em cima (indica os Ceus), não podia ter imaginado nada mais atroz, não podia lembrar-se de nada mais vergonhoso, do que obrigar-nos a subir a essa Esfera para nos apresentar esta criatura. Isso foi para nós uma terrível derrota (fala em tom lamuriento). Teríamos preferido ficar no fundo do inferno, no meio do fogo mais cruel, a ser obrigados a contemplar essa... Nós não podemos dizer o que queremos, mas se isso fosse possível, gostaria de usar expressões bem mais injuriosas. Ela não o permite.

Sermos forçados a contemplar esta criatura, revestida da maior Santidade com coroa e cetro, eleita pelo Altíssimo (lanca gritos medonhos), foi ultraje para nós. Tenho ainda essa visão diante dos olhos. E essa visão de então, enlouquece-nos ainda (grita). É como se tudo tivesse sucedido hoje, e o mesmo se passa com os outros. Ainda agora isso nos faz saltar de raiva. Quando pudemos, foi mais uma autorização que uma ordem, voltar ao inferno, lançamo-nos em fúria uns contra os outros. Podeis imaginar como nos maltratamos... pois era-nos insuportável ter de nos ver uns aos outros. É horrível nos sentirmos dominados por uma criatura assim, por uma mulher! É horrível! É uma loucura! Relacionado com esta ocasião, devo acrescentar mais uma coisa... (uiva e grita dum modo horrivel).  Quando Ela foi chamada a colaborar na formação da Igreja, fundada por seu Filho, mergulhava de tal modo na oração que o Todo-Poderoso teria vontade de segurá-la nas suas mãos, tal era o seu deleite.” (..)

No maldito começo da Igreja fui deixado de lado. A Santíssima Virgem e os Apóstolos foram os instrumentos. O papel desempenhado por Ela (aponta para cima) foi decisivo; foi-o dum modo extraordinário. Nós nada pudemos fazer. Muitas vezes mergulhava na oração, dia e noite, pelos Apóstolos, para que eles fizessem as coisas como deviam ser feitas. Para que nós não os vencêssemos, Ela rezou muitas vezes dia e noite. E frequentemente ficava dia e noite de joelhos, sem comer (resmunga desesperado). É por isso que Ela agora goza de um poder tão grande. Isto são verdades sublimes que nós somos obrigados a revelar-vos. Nós bem gostaríamos que este livro saísse sem esta parte (gane como um cao).

E: continua a dizer a verdade, em nome (...)!

B: nós não queremos dizer estas coisas, não queremos... e também não queremos continuar a falar. Eu, Belzebu, não quero continuar a falar.

E: tu, Belzebu, tens de continuar a falar em nome da Santíssima Trindade, em nome da Imaculada Conceição (...)!

B:então Ela disse que queria ficar em segundo plano [no Evangelho]. Queria-o unicamente por humildade. Em parte alguma queria aparecer em lugar de destaque, embora fosse uma criatura poderosa. Nós próprios o temos de reconhecer. Ela estava e está a uma enorme distância, acima de nós, a uma grande distância dos vossos Anjos. E quando eu digo, ‘distância’, não me refiro a uma distância em léguas, mas a uma que se perde no infinito. Isto significa “tão longe”, que há uma distância gigantesca entre os Anjos e Ela (geme). É uma criatura terrivelmente majestosa, mas quis permanecer escondida. Procedeu assim para mostrar aos homens que também eles deviam permanecer ignorados, como também deviam ser humildes. Mas os homens não procedem assim. Nada fazem em relação ao que Ela realizou e ao que foi realizado graças a Ela...

E: diz a verdade, em nome (...)”!

B:
embora os homens não possam nada, não sejam nada, gostam que falem deles, enquanto esta Criatura, infinitamente predestinada, não queria que falassem dela. Portanto, apagou-se. E isso foi para nós, muitíssimo vantajoso. Pois começaram a aparecer seitas (ri maldoso) que não reconheceram esta Criatura. Se Ela tivesse dito abertamente quem era, se os Apóstolos tivessem relatado os milagres extraordinários obtidos por sua intercessão e se tudo isso figurasse nos Evangelhos, essas seitas não teriam crescido como a erva (solta gemidos). Apareceram então milhares de seitas, seitas que combatem ferozmente a Santíssima Virgem, seitas que combatem os católicos, unicamente porque estes reconhecem esta Criatura predestinada. Elas combatem esta Mulher porque creem que esta maneira de proceder (dos católicos) põe Cristo em segundo plano. No entanto, Ela só serviu a Cristo. Só o quis glorificar. Tudo o que fez, foi por Ele e pela sua Igreja. Ela manteve-se sempre no escondimento e isso foi para nós uma grande vitória. No entanto, procedendo assim, ensinou a humildade, e isso constituiu para nós uma grande derrota. Mas isto só é conhecido dos católicos. Por amor de seu Filho, Ela quis ficar esquecida para que Ele reinasse e tivesse um papel primordial. Mesmo no que respeita aos seus sofrimentos, só aceitou um papel de segundo plano, o que era indispensável. Os Apóstolos, no entanto, estavam constantemente a ver como Ela se humilhava, como tudo previa extraordinariamente, quanto sofria, o que era obrigada a suportar e a padecer. Ela é muito pouco engrandecida nos Evangelhos. Se ao menos, não tivesse sido tão humilde! Mas coube-nos ainda esta vantagem, que deu origem às seitas. Mas também isso foi permitido por Deus.” (..)

A partir desse momento apareceram as seitas. Os seus adeptos pensavam que Maria desempenhara apenas um papel marginal, que fôra escolhida apenas para receptáculo Desse que está lá em cima (aponta para cima), e que poderia agora desaparecer como uma velha...; não me deixaram utilizar a expressão. (fim)

Sem duvida, este foi o maior capítulo. Mas não poderiamos deixar de fora tais coisas que os demônios tiveram de confessar para a sua própria confusão. Foram sete sacerdotes que participaram nestes exorcismos. O diretor espiritual da mulher possuída também esteve presente assistindo ao exorcismo.

São Luis de Monfort: a humilde Maria será sempre vitoriosa na luta contra esse orgulhoso, e tão grande será a vitória final que ela chegará ao ponto de esmagar-lhe a cabeça, sede de todo o orgulho. Ela descobrira sempre sua malícia de serpente, desvendará suas tramas infernais, desfará seus conselhos diabolícos, e até ao fim dos tempos garantira seus fiéis servidores contra as garras de tão cruel inimigo”. (A Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem)

46ª Rosa: diante de uma bomba atômica

Durante a Segunda Guerra Mundial duas cidades japonesas foram destruídas por bombas atômicas: Hiroshima e Nagasaki.

Em Nagasaki, como resultado da explosão, todas as casas em um raio de aproximadamente 2,5 Km do epicentro onde caira a bomba, foram destruídas. Aqueles que estavam dentro das casas ficaram soterrados, os que estavam fora, ficaram queimados.

No meio desta tragédia, uma pequena comunidade de Padre Jesuítas vivia junto a Igreja Paroquial, a somente oito quadras (1 km e meio) do centro da explosão. Eram missionários alemães servindo o povo japones. Como os alemães eram aliados dos japoneses, haviam permitido que eles ficassem naquela localidade.

A Igreja junto a casa dos Jesuitas ficou destruída, porém a casa permaneceu de pé, e os membros da pequena comunidade jesuíta nada sofreram, e nem sequer quaisquer sequelas por parte da radiação, perda de audição, ou nenhuma outra enfermidade ou efeito.

O Padre Hubert Schiffer foi um dos Jesuítas de Hiroshima, e tinha 30 anos quando explodiu a bomba atômica nessa cidade. Ele viveu ate os 63 anos de idade gozando de boa saúde. Ele narrou suas experiências em Hiroshima no Congresso Eucarístico que aconteceu na Filadelfia,nos Estados Unidos em 1976. E nesta época os outros oito membros da comunidade Jesuíta estavam todos vivos.

Padre Schiffer foi examinado e interrogado por mais de 200 médicos e cientistas que foram incapazes de explicar como ele e seus companheiros haviam sobrevivido ao desastre atômico. Ele atribuiu a proteção da Virgem Maria a salvação de suas vidas, e disse: “eu estava no meio da explosão atomica e estou aqui, vivo e salvo. Nao fui atingido pela destruição.

Alem disso, Padre Shiffer disse que, por vários anos, centenas de especialistas e investigadores estudaram e investigaram as razões cientificas para saberem o porque que a casa onde eles estavam durante a explosão não foi afetada. Ele explicou a única coisa diferente nela: “naquela casa o Santo Rosário era recitado todos os dias”.

Na outra cidade, também devastada pela bomba atômica, NagasaKi, o grande devoto de Nossa Senhora, São Maximiliano Kolbe, havia estabelecido um convento Franciscano, que também nada sofreu, ficando intacto. Os irmãos foram protegidos graças a proteção da Virgem Maria. Ali também rezavam o Santo Rosário diariamente.

47ª Rosa: na morte de um Santo

Conta-nos o grande Santo João Bosco – o qual foi muito devoto de Nossa Senhora, e obteve váarios milagres por sua intercessão, além de tê-la visto em vários sonhos – de um sonho que teve uma vez, no qual ele subiu quase ao chegar ao Paraíso.

Neste lugar muito maravilho – que ainda não era o Céu eterno – veio ao seu encontro, São Domingos Savio (que foi seu aluno e que ja tinha partido desta vida para a eternidade ainda jovem), e uma multidão o acompanhando.

Depois de conversarem um tempo, São Domingos Sávio dizia para S. João Bosco lhe perguntar o que fosse. E após algumas perguntas e respostas, Bosco perguntou-lhe qual foi o seu maior consolo na hora da morte.

Assim nos conta Sao João Bosco:

ora bem, meu caro Sávio: tu, que durante toda a tua vida praticaste todas essas virtudes, diz-me: o que foi que mais te consolou na hora da morte?
Que te parece que possa ser? respondeu Sávio.
Foi talvez ter conservado a bela virtude da pureza?
Não; não é só isso.
Alegrou-te talvez teres a consciência tranqüila?
Isso é bom, porém não é o melhor.
Por acaso teu consolo terá sido a esperança do Paraíso?
Também não.
Pois então! O haver entesourado muitas boas obras?
Não, não!

Então, qual foi teu consolo na última hora? perguntei, entre confuso e suplicante, vendo que não conseguia adivinhar seu pensamento.

O que mais me confortou no transe da morte foi a assistência da poderosa e amável Mãe do Salvador. Diz isto a teus filhos: que não se esqueçam de invocá-la em quanto estão em vida.

48ª Rosa: só por carregar o Terço

Indo eu de Puy para Vals - conta o Padre Cros - encontrei um menino que fizera sua primeira comunhão naquele dia.

Foi hoje que fizestes a tua primeira comunhão?
Sim, Padre, e sinto-me tão feliz!

A dois passos vinha um soldado. Chamava-se Emílio, e ouvira a conversa.

Eu também já a fiz, disse-me, e gostei tanto...!

Pedi que o menino fosse adiante e travei conversa com o militar.

E quando vais renovar a tua primeira comunhão?
Padre, não falemos nisso
.

E por que não, Emílio? Estamos aos pés do Santuário de Nossa Senhora, e não devemos sair daqui sem comungar.

O soldado despediu-se para seguir outro caminho.

Oito dias depois me diz o porteiro que um militar quer me falar. Desci logo. Era Emílio.

Confessou-se e com os olhos no Céu dizia: oh! Como sou feliz! Fiz a paz com meu Deus e já posso voltar a meu país.

Aqui deve ter intervenção da Santíssima Virgem, pensei comigo. E interroguei o soldado.

Que bem tens feito em tua vida pela glória de Deus?
Nada.
Nem por Maria Santíssima?
Nada.
“Pense bem
.
Só me lembro disto: uma vez um Padre encontrando-me, a após curta conversa, deu-me este Terço, dizendo-me que, se não o quisesse rezar, ao menos o guardasse e trouxesse sempre comigo. É o que tenho feito
Pois essa foi a corrente com que Nossa Senhora te prendeu e te salvou

49ª Rosa: a importância da meditação

Santa Catarina de Bolonha: quem não medita muito, fica sem o laço de união com Deus. Nesta situação não será difícil para o demônio, encontrando a pessoa fria no amor de Deus, levá-la a se alimentar com uma fruta envenenada”.

Santo Afonso Maria de Ligório: quando ao que meditar, não há assunto mais útil do que as verdades da vida: a morte, o julgamento, o inferno e o céu. Devemos meditar especialmente na morte, imaginado estarmos enfermos para morrer numa cama, com o crucifixo nas mãos e próximos a entrar na eternidade.

Mas, principalmente para quem ama a Jesus Cristo e deseja crescer no seu santo amor, não existe meditação mais útil do que a Paixão do Redentor. ‘O Calvário e a montanha das pessoas que amam’. Quem ama a Jesus Cristo sempre faz sua meditação sobre esta montanha, onde não se respira outro ar senão o amor de Deus. Vendo um Deus que morre por nosso amor e porque nos ama – ‘amou-nos e se entregou por nos’ – e impossível não o amar intensamente. Das chagas de Jesus Crucificado saem continuamente flechas de amor que ferem os corações mais duros. Feliz aquele que faz continuamente nesta vida a sua meditação sobre o monte Calvário! Montanha feliz, amável, querida, quem se afastará de ti? Desprendendo fogo, abrasas as pessoas que moram permanentemente sobre ti”! (A Prática do amor a Jesus Cristo)

São Pio de Pietrelcina: aquele que não medita pode fazer como aquele que não se vê nunca ao espelho, que não se preocupa de sair arranjado. Pode estar sujo sem o saber. Aquele que medita e pensa em Deus, que é o espelho de sua alma, busca conhecer seus defeitos, tenta corrigí-los, se reprime em seus impulsos, e tem uma consciência tranquila.

Para que se de a imitação, e necessária a meditação diária e a frequente reflexão sobre a vida de Jesus; da meditação e da reflexão brota a estima de suas obras; e da estima, o desejo e a consolação da imitação”.

São Boaventura: se quereis progredir no amor de Deus, meditai todos os dias a Paixão do Senhor. Nada contribui tanto para a santidade das pessoas como a Paixão de Cristo”.

São Luis de Monfort: o Bem-aventurado Alberto o Grande, que teve o Santo Tomás de Aquino como seu discípulo, aprendeu em uma revelação que por um simples pensamento ou meditação na Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, um cristão ganha mais mérito do que se ele tivesse jejuado a pão e água toda Sexta-feira por um ano inteiro, ou tivesse espancado a si mesmo com sua disciplina uma vez por semana até o sangue derramado, ou tivesse recitado o livro inteiro dos Salmos todos os dias. Se isto é assim, então quão grande deve ser o merito que nós podemos ganhar pelo Santo Rosário que comemora toda a vida e paixão de Nosso Salvador”! (O Segredo do Rosário.)

Santo Afonso Maria de Ligório: quem não se enamora de Deus, vendo Cristo morto na cruz, não se abrasará jamais. De fato quem, não faz meditação enxerga pouco as necessidades de sua alma, nao conhece bem os perigos a que se expõe para se salvar, nem os meios que se deve usar para vencer as tentações. Assim conhecendo pouco a necessidade da oração, deixará de rezar e certamente se perdera”. (A prática do amor a Jesus Cristo)

50ª Rosa: a meditação e contemplação com o Rosário

Papa João Paulo II: com efeito, recitar o Rosário nada mais é senão contemplar com Maria o rosto de Cristo. (...) “O Ros''ario situa-se na melhor e mais garantida tradiçãao da contemplação cristã. Desenvolvido no Ocidente, é oração tipicamente meditativa e corresponde, de certo modo, a oração do coracao ou  oração de Jesus germinada no húmus do Oriente cristão.” (...) “O Rosário, precisamente a partir da experiência de Maria, é uma oração marcadamente contemplativa. (1)

“O Rosário é minha oração preferida. Oração maravilhosa em sua simplicidade e em sua profundidade.

Nesta oração repetimos muitas vezes as palavras que a Virgem Maria escutou da boca do anjo e de sua prima Isabel.

A estas palavras toda a Igreja se associa. Pode dizer-se que o Rosário é, em certo modo, um comentário-prece do último capítulo da Constituição Lumen gentium do Vaticano II, capítulo que trata da admirável presença da Mãe de Deus no mistério de Cristo e da Igreja. De fato, sobre o fundo das palavras da “Ave Maria” passam diante dos olhos da alma os principais episódios da vida de Jesus Cristo. Eles dispõem-se no conjunto dos mistérios gozosos, dolorosos e gloriosos, e poem-nos em comunhão viva com Jesus – poderiamos dizer–através do Coração de sua Mae. Ao mesmo tempo o nosso coração pode incluir nestas dezenas do Rosário todos os fatos que formam a vida do indivíduo, da família, da nação, da Igreja e da humanidade. Acontecimentos pessoais e do próximo, e de modo particular daqueles que nos são mais familiares e que mais estimamos. Assim a simples oração do Rosário marca o ritmo da vida humana”. (2)

“O que é, de fato, o Rosário? Um compêndio do Evangelho. Ele faz-nos voltar continuamente aos cenários principais da vida de Cristo, como que para nos fazer “respirar” o seu mistério. O Rosário é o caminho privilegiado de contemplação. E, por assim dizer, o caminho de Maria. Quem, melhor do que ela, conhece Cristo e o ama? Disto estava persuadido o Beato Bartolo Longo, apóstolo do Rosário, que prestou especial atenção precisamente ao caráter contemplativo e cristológico do Rosário. Graças ao Beato, Pompéia tornou-se um centro internacional de espiritualidade do Rosário. (3)

Bem-aventurado Bartolo Longo: tal como dois amigos, que se encontram constantemente, costumam configurar-se até mesmo nos hábitos, assim também nós, conversando familiarmente com Jesus e a Virgem, ao meditar os mistérios do Rosário, vivendo unidos uma mesma vida pela Comunhão, podemos vir a ser, por quanto possível a nossa pequenez, semelhantes a Eles, e aprender destes supremos modelos a vida humilde, pobre, escondida, paciente e perfeita”. (4)

São Luís Monfort: persuadi-vos, portanto, de que quanto mais contemplardes Maria em vossas orações, meditações, ações e sofrimentos, se não de um modo distinto e perceptível, ao menos geral e imperceptível, tanto mais perfeitamente encontrareis Jesus Cristo, que, com Maria, e sempre grande, poderoso, ativo e incompreensível, e muito mais que no céu e em qualquer criatura do universo”. (5)

Papa Paulo VI: o Rosário, de fato, considera numa sucessão harmoniosa os princípais eventos "salvifícos" da mesma Redenção, que se realizaram em Cristo: desde a concepção virginal, passando pelos mistérios da infância, até aos momentos culminantes da Páscoa, a bendita Paixão e gloriosa Ressurreição, e aos efeitos da mesma sobre a Igreja nascente, no dia de Pentecostes, e sobre a Virgem Maria, na altura em que, tendo terminado o exílio terreno, foi assumida em corpo e alma a pátria celestial. (...) Sem contemplação, o Rosário é um corpo sem alma e a sua recitação corre o perigo de tornar-se uma repetição mecânica de fórmulas e de vir a achar-se em contradição com a advertência de Jesus: “na oração não sejais palavrosos como os gentios, que imaginam que hão de ser ouvidos gracas a sua verbosidade” (Mt. 6, 7). Por sua natureza, a recitação do Rosário requer um rítmo tranquilo e uma certa demora a pensar, que favorecam, naquele que ora, a meditação dos mistérios da vida do Senhor, vistos através do Coraçãao d'Aquela que mais de perto esteve em contato com o mesmo Senhor, e que abram o acesso as suas insondáveis riquezas”. (6)

Papa João XXIII: uma vez que, na oração do Rosário, aquilo que conta é o movimento dos lábios em sintonia com a devota meditação de cada mistério, estamos certos que os nossos filhos, fazendo eco aos irmãos de todo o mundo, saberão fazer uma escola de verdadeira perfeição, contemplando com íntimo recolhimento os ensinamentos encorajadores da vida de Cristo e de Maria Santíssima”.

Papa Leão XIII: ora, a contemplação dos mistérios propostos no Rosário ajuda a fazer brotar da nossa fé uma abundante e alegre messe de frutos, porque incita maravilhosamente a alma a propósitos de virtude. Ora, que sublime e esplêndido exemplo nos oferece, sob todos os aspectos, a obra de salvação realizada por Nosso Senhor Jesus Cristo! O grande, o onipotente Deus, impelido por um excesso de amor para conosco, abaixa-se até a condição do mais mísero homem; entretem-se conosco como um de nós; conversa fraternalmente, ensina os indivíduos e as multidões em toda ordem de justica; mestre eminente pela sua palavra, Deus pela sua autoridade”. (7)

“Como e bem sabido, o Rosário é composto de duas partes, distintas entre si, porém inseparáveis: a meditação dos mistérios e a oração vocal. Por consequencia, este gênero de oração requer da parte do fiel uma atenção particular que não só o faz elevar, de algum modo, a mente a Deus, mas o leva também a refletir tão seriamente sobre as coisas propostas a sua consideração e contemplação, que ele e induzido também a tirar delas estímulo para uma vida melhor e alimento para toda forma de piedade”. (8)

“E realmente, com a meditação frequente dos mistérios sagrados, a alma, insensivelmente, vai pouco a pouco haurindo e embebendo-se da força que eles encerram, inflamando-se  maravilhosamente na confiança dos bens imortais, levada forte e suavemente a seguir os vestígios do próprio Cristo e de sua Mãe Santíssima”.

São Luis de Monfort: “Ela [Maria] também ensinou isto ao Bem-aventurado Alano de la Roche e disse a ele em uma visão: “quando as pessoas recitam cento e cinquenta Saudações Angélicas, esta oração e muito útil a elas e é um tributo muito agradável para mim. Mas elas farão melhor ainda e me agradarão ainda mais se elas dizerem estas saudações enquanto meditam na vida, morte e paixão de Jesus Cristo – pois a meditação e a alma desta oração”.

Pois, na realidade, o Rosário recitado sem estar meditando nos sagrados mistérios de nossa salvação, poderia ser quase como que um corpo sem uma alma: excelente matéria, mas sem a forma que e a meditação – esta última e o que a coloca aparte de todas as outras devoções”.

“Há muito tempo atrás, Moisés foi inspirado por Deus para comandar o povo Judeu a nunca esquecer as graças que foram derramadas sobre eles. O Filho de Deus, então, tem muito mais razão para nos dizer para gravarmos os mistérios de sua vida, paixão e morte nos nossos corações e para tê-los sempre ante nossos olhos – pois cada mistério nos lembra de sua bondade para conosco de um modo especial, e é por estes mistérios que Ele nos mostrou o seu impressionante amor e desejo por nossa salvação. Nosso Senhor está nos dizendo: “oh, todos vós que ignoram, parem um momento e vejam se ja existiu algum sofrimento igual ao que Eu bebi por vos durante a minha amarga paixão”!

Estas palavras, e muitas outras que poderiam ser dadas aqui, deveriam ser mais que o bastante para nos convencer de que devemos não apenas recitar o Rosário com nossos lábios em honra de Nosso Senhor e Nossa Senhora, mas também meditar nos sagrados mistérios enquanto o estamos recitando”.

“Jesus Cristo, o Divino Esposo de nossas almas e nosso muito caro amigo, deseja que nos recordemos sua bondade para conosco e todos os seus dons, e quer que os valorizemos acima de tudo o mais. Toda vez que meditamos devota e amorosamente nos sagrados mistérios do Rosário, Nosso Senhor tem uma alegria espontânea, e assim Nossa Senhora também, e todos os Santos no Paraíso”.

“Agora, o Santo Rosário, recitado juntamente com a meditação nos sagrados mistérios, é um sacrifício de louvor a Deus, para agradecê-lo pela grandiosa graça de nossa salvação. E também é uma santa lembrança dos sofrimentos, morte e glória de Jesus Cristo. E verdadeiro então, que o Rosário rende glória, da uma alegria acidental para Nosso Senhor, para Nossa Senhora e para todos os bem-aventurados, porque eles não podem desejar nada maior ou que mais colabore para nossa eterna felicidade do que ver-nos engajados em uma prática que e tão gloriosa para Nosso Senhor, e tão salutar para conosco.

O Evangelho nos ensina que um pecador que é convertido e que faz penitência dá alegria a todos os anjos. Se o arrependimento e conversão de um pecador são o bastante para fazer os anjos regozijarem, quanto mais deve ser a felicidade e júbilo de toda a corte celeste, e que glória para Nosso Bendito Senhor mesmo, ao ver-nos aqui na terra meditando devota e amorosamente nas suas humilhações e tormentos, e na sua cruel e ignominiosa morte! Possivelmente alguma coisa poderia tocar nossos corações mais claramente do que isto e ser mais calculado para nos inspirar a um verdadeiro e sincero arrependimento?

Um cristão que não medita nos mistérios do Rosário e muito mal-agradecido ao Nosso Senhor e mostra quão pouco importa por tudo aquilo que Nosso Divino Salvador sofreu para salvar o mundo. Esta atitude parece mostrar que ele sabe pouco ou nada da vida de Jesus Cristo, e que ele jamais tomou o trabalho de descobrir sobre Ele – o que Ele fez e pelo que Ele entrou em ordem para salvar-nos.

Um cristão deste tipo e de se temer que nunca tendo conhecido Jesus Cristo e o tendo colocado fora de sua mente e coração, Ele o renegará no Dia do Julgamento e dirá de forma repreendora: “em verdade te digo, Eu não te conheco”. (9)

Meditemos, então, na vida e sofrimentos de Nosso Senhor por meio do Rosàrio; aprendamos a conhecê-lo bem e para sermos agradecidos por todas as Suas bênçãos de forma que, no Dia do Julgamento, Ele possa enumerar-nos entre seus filhos e seus amigos”. (10)

Papa Leão XIII: portanto, impelido pelo constante desejo de manifestar ao povo cristão o poder e a grandeza do Rosário mariano, s recordamos antes de tudo a origem, mais celeste que humana, desta oração. E, para este fim, pusemos em evidência que está maravilhosa coroa é um enredo de saudações angélicas, intercaladas pela oração dominical, unidas pela meditação. Assim composto, o Rosário constitui a mais excelente forma de oração, e o meio mais eficaz para alcancar a vida eterna, visto como, além da excelência das suas orações, ele nos oferece uma sólida defesa da nossa fé e um sublime modelo de virtude, nos mistérios propostos a nossa contemplação. Além disto demonstramos que o Rosário e uma prática fácil e adaptada a índole do povo, a qual apresenta, outrossim, na recordação da Família de Nazaré, o ideal mais perfeito da vida doméstica. Por tais motivos os fiéis sempre lhe experimentaram o salutar poder”. (11)

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(1) Carta Apostolica
Rosarium Virginis Mariae. – (2) Alocucao de 5 de Novembro de 1978. – (3) Discurso de 7 de Outubro de 2003 no Santuario Mariano de Pompeia. – (4) Os Quinze Sábados. – (5) A Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem. – (6) Exortacao Apostolica Marialis Cultus. – (7) Enciclica Magnae Dei Matris. – (8) Enciclica Iucunda Semper Expectatione. – (9) Mateus 25, 12. – (10) O Segredo do Rosário. – (11) Enciclica Diuturini Temporis.
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51ª Rosa: as Indulgências do Rosário

1. Os fieis, quando quer que recitem o Terço podem obter:

Uma indulgência de 5 anos.
Uma indulgência plenaria se o fizerem nas mesmas condições, por um mês inteiro.

2. Se rezarem o Terço em companhia de outras pessoas, em público ou particular, poderao obter:

Uma indulgência de 10 anos, uma vez ao dia.
Uma indulgência plenária no último Domingo de cada mês, com o acrescímo da Confissão, da Comunhão e da visita a uma Igreja, se fizeram tal oração pelo menos três vezes em quaisquer das semanas anteriores.

No entanto, se recitarem o Terço juntamente com um grupo de família, além da parcial indulgência de 10 anos, podem obter:

Uma indulgêencia plenária duas vezes por mês, se fizerem esta oração diariamente, por um mês, forem a Confissão, receberem a Comunhão e visitarem uma Igreja.

Os fieis que cotidianamente rezam o Terço com devoção em um grupo de família, além das indulgências já concedidas no ponto 1, podem obter também uma indulgência plenária sob as condições de Confissão e Comunhão todos os Sábados, em dois outros dias da semana e em todas as Festas da Santíssima Virgem Maria do Calendário: Imaculada Conceição, A Purificação de Nossa Senhora, Nossa Senhora de Lourdes, Anunciação, As sete dores (Sexta-feira Santa), A Visitação, Nossa Senhora do Carmo, Nossa Senhora das Neves, Assunção, O Coração Imaculado, A Natividade de Maria, Nossa Senhora das Dores, O Santíssimo Rosário, A Maternidade de Maria, A Apresentação da Santa Virgem.

3. Aqueles que devotadamente rezam o Terço na presença do Santíssimo Sacramento, publicamente exposto ou mesmo guardado no Sacrário, na mesma frequência que fazem isto podem obter:

- Uma indulgência plenária, em condição de Confissão e Comunhão.

Os fiéis que em qualquer momento do ano devotadamente oferecem as suas orações em honra de Nossa Senhora do Rosário, com a intenção de continuarem a fazê-lo por 9 dias consecutivos, podem obter:

Uma indulgência de 5 anos, uma vez, em qualquer dia da novena.
Uma indulgência plenária na condição do término da novena.

Os fiéis que desejarem fazer uma prática devota em honra de Nossa Senhora do Rosário por 15 Sabados ininterruptos ( ou se nesses sendo impedidos, em cada Domingo imediatamente seguinte) se devotadamente recitam pelo menos um Terço do Rosário ou meditam sobre os Mistérios em qualquer outro modo, podem obter:

Uma indulgência plenária em qualquer destes 15 Sábados, ou Domingos correspondentes, nas mesmas condicoes.

Os fi
éis que no mes de Outubro recitam pelo menos um Terço, em público ou privado, podem obter:

Uma indulgência de sete anos a cada dia;
Uma indulgência plenária, se cumprem esta prática na Festa do Rosário e em toda a Oitava (oito dias seguintes), e além disso, se confessam, recebem a Comunhão e visitam uma Igreja, e
Uma indulgência plenária com acréscimo de Confissão e Comunhão e visita a uma Igreja, se cumprirem esta oração do Rosário por pelo menos 10 dias depois da Oitava da Festa de Nossa Senhora do Rosário.

Uma indulgencia de 500 dias pode ser obtida uma vez por dia pelo fiél que, beijando um Rosário bento, que traga consigo, reze ao mesmo tempo, recitando a primeira parte da Ave Maria até Jesus.

Papa Bento XV: a Igreja, sobretudo por meio do Rosário, sempre encontrou nela (Maria), a Mãe da graça e a Mãe da misericórdia, precisamente conforme tem o costume de saudá-la. Por isso, os romanos Pontifíces jamais deixaram passar ocasião alguma, até o presente, de exaltar com os maiores louvores o Rosário mariano, e de enriquecê-lo com indulgências apostólicas”.

52ª Rosa: a mulher desprezou o Santo Rosário, e...

Seja o que for que tu faças, não seja como uma certa piedosa mas obstinada senhora em Roma, a quem e tão frequentemente referida quando se fala sobre o Rosário. Ela era tão devota e tão fervorosa que, sobrepujou por sua santa vida, até mesmo os mais rígidos religiosos na Igreja.

Tendo decidido pedir o conselho de São Domingos sobre sua vida espiritual, ela pediu a ele para ouvir sua confissão. Para penitência, ele a deu um Rosário completo para ser dito e a aconselhou a recitá-lo todos os dias. Ela disse que não tinha tempo para recitá-lo, desculpando-se em razões de que ela fez as Estações de Roma todos os dias, que ela vestiu saco de pano e também uma camisa de pelo, que ela deu a si mesma a disciplina várias vezes por semana, que ela tomou tantas outras penitências e jejuou muito. São Domingos a encorajou de novo e de novo para tomar este conselho e dizer o Rosário, mas ela não o ouviria. Ela deixou o confessionário, horrorizada com as táticas deste novo diretor espiritual que tentou persuadi-la tão duramente para empregar uma devoção que não era de modo algum do seu apreço.

Mais tarde, quando ela estava rezando, ela caiu em extase e teve uma visão de sua alma aparecendo diante da Cadeira de Julgamento de Nosso Senhor. São Miguel colocou todas as suas penitências e outras orações sobre um saldo da balança e todos os seus pecados e imperfeições sobre o outro. A bandeja de suas boas obras era enormemente fora de peso pela de seus pecados e imperfeições.

Cheia de terror, ela clamou por misericórdia, implorando a ajuda da Bendita Virgem, sua generosa Advogada, que tomou o um e único Rosário que ela recitou por sua penitência e o colocou sobre a bandeja de suas boas obras. Este Rosário era tão pesado que pesou mais do que todos os seus pecados assim como também todas as suas boas obras. Então Nossa Senhora a reprovou por ter recusado a seguir o conselho do seu servidor Domingos e por não recitar o Rosário todos os dias.

Assim que ela voltou a si, ela apressou-se e jogou-se aos pés de São Domingos e disse a ele tudo que aconteceu, suplicou o seu perdão por sua incredulidade e prometeu recitar o Rosário fielmente todos os dias. Deste modo ela se elevou a perfeição cristã e finalmente a glória de vida eterna.

Vós, que sois pessoas de oração – aprendam disto quão tremendo é o poder, o valor e a importância desta devoção do Santíssimo Rosário quando e recitado juntamente com a meditação nos mistérios. (O Segredo do Rosário.)

53ª Rosa: o rei incentivou a devoção ao Rosário

Afonso, rei de Leão e Galicia, quis muito que todos os seus servos honrassem a Bendita Virgem recitando o Rosário. Então ele costumava a prender um grande Rosário no seu cinto e sempre o usou, mas infelizmente nunca o recitou. Todavia, ao t-lo consigo, encorajou os seus cortes^~oes a recitar o Rosário muito devotamente.

Um dia o rei caiu seriamente doente e quando ele foi entregue a morte, encontrou-se, em uma visão, diante da cadeira de julgamento de Nosso Senhor. Muitos demnios estavam lá acusando-o de todos os pecados que ele cometeu e Nosso Senhor como Juiz Severo estava prestes a condená-lo ao inferno, quando Nossa Senhora apareceu para interceder por ele. Ela pediu por um par de balanças, e em uma balança foram colocados os pecados dele, enquanto que ela colocou o Rosário que ele sempre usou, na outra balança, junto com todos os Rosários que foram recitados por causa de seu exemplo. Descobriu-se que os Rosários pesaram mais que seus pecados.

Olhando para ele com grande bondade, Nossa Senhora disse: como uma recompensa por esta pequena honra que tu me deste usando meu Rosário, eu obtive uma grande graça para ti de meu Filho. Tua vida será poupada por mais alguns anos. Veja que tu passes estes anos sabiamente, e faça penitência.

Quando o rei recuperou a consciencia, gritou: bendito seja o Rosário da Santíssima Virgem Maria, pelo qual eu fui salvo da eterna danação.

Depois que ele recuperou a saúde, passou o resto de sua vida propagando a devoção do Santo Rosário, e o recitou fielmente todos os dias. (O Segredo do Rosário.)

54ª Rosa: rezá-lo com pureza de intenção

NAo é tanto a extensão de uma oração, mas o fervor com o qual é dita, o que apraz Deus Onipotente e toca o seu coração. Uma simples Ave Maria que e dita corretamente vale mais do que cento e cinquenta que são mal recitadas. A maioria dos católicos recita o Rosário, os quinze misterios completos ou cinco deles, de qualquer jeito, ou pelo menos algumas das dezenas. Assim, por que, então, que tão poucos deles abrem mão de seus pecados e avançam na vida espiritual? Certamente que isto deve ser porque eles não os estão recitando como deveriam. E uma boa coisa para se refletir, como deveriamos rezar, se verdadeiramente queremos agradar a Deus e tornar-nos mais santos.

Para recitar o Santo Rosário para lucrar, deve-se estar em estado de graça ou ao mínimo estar completamente determinado a abrir mão do pecado mortal. Sabemos disto porque todos os nossos teólogos nos ensinam que as boas obras e orações são obras mortas se forem praticadas em estado de pecado mortal. Então não se pode nem agradar a Deus e nem nos ajudar a ganhar a vida eterna. Por isso, Eclesiástico diz: “o louvor não e belo na boca de um pecador” [15, 9]. Louvor de Deus e a saudação do anjo, e a própria Oração de Jesus Cristo, não são agradavéis a Deus quando são ditas por pecadores não arrependidos.

Nosso Senhor disse: “este povo honra-me com seus lábios, mas o seu coração esta longe de mim”. [Mc. 7, 6]. E como se Ele estivesse dizendo: “os que se associam a minha Confraria e recitam o Rosário todos os dias (talvez mesmo as quinze dezenas), mas sem estarem arrependidos de seus pecados, me oferecem apenas serviço labial, e seus corações estão longe de mim”.

Eu tenho dito que para recitar o Rosário e beneficiar-se, deve-se estar em estado de graça ou pelo menos estar completamente determinado em abrir mão do pecado mortal, primeiro de tudo, porque, se fosse verdade que Deus apenas ouvi as orações daqueles em um estado de graça, poderia suceder que as pessoas em um estado de pecado mortal não deveriam rezar de maneira nenhuma. Este e um ensinamento errôneo que foi condenado pela Santa Mãe Igreja, pois certamente os pecadores precisam rezar muito mais do que as pessoas boas. Se esta doutrina horrível fosse verdadeira, poderia então ser inútil e fútil dizer a um pecador para recitar todo, ou mesmo que parte de seu Rosário, porque nunca o ajudaria.

Segundo, porque se eles se associarem em uma das confrarias de Nossa Senhora e recitarem o Rosário ou alguma outra oração, mas sem ter a menor intenção de abrir mão do pecado, eles se associam aos níveis dos falsos devotos. Estes presunçosos e impenitentes devotos, escondendo-se sob o seu manto, vestindo o escapulário e com o Rosário na mão, clamam: “Virgem Bendita, boa Mãe – Ave Maria!...” e ainda ao mesmo tempo, por seus pecados, estão crucificando Nosso Senhor Jesus Cristo e dilacerando sua carne novamente. Isto e uma grande tragédia, mas dos próprios níveis das Confrarias de Nossa Senhora, almas estão caindo nos fogos do inferno.

Ardentemente suplicamos a todos para recitarem o Santo Rosário: o justo para que possa perseverar e crescer na graça de Deus; o pecador para que possa se levantar de seus pecados. Mas Deus nos livre de que jamais devamos encorajar um pecador a pensar que Nossa Senhora o protegera com seu manto se ele continuar a amar o pecado, pois isto se tornaria somente em um manto de perdição que esconde seus pecados do olho público. O Rosário, que é a cura para todos os nossos males, poderia então se tornar em um veneno mortal. “Uma corrupção do que e melhor e pior”.

O sabio Cardeal Hughes diz:realmente deve-se ser puro como um Anjo para aproximar-se da Bendita Virgem e recitar a Saudação Angélica”. Um dia Nossa Senhora apareceu para um homem imoral que costumava recitar o seu Rosário todos os dias. Ela lhe mostrou uma tigela de lindas frutas, mas a própria tigela estava coberta de imundicie. O homem estava horrorizado ao ver, e Nossa Senhora disse: “é deste jeito que estas me honrando! Estás me dando lindas rosas em uma tigela imunda. Pensas que aceitarei presentes deste tipo”?

“Se por acaso tua consciência está pressionada com o pecado, peque o teu Rosário e recite pelo menos parte dele, honrando alguns dos mistérios da vida, paixão e glória de Nosso Senhor Jesus Cristo, e esteja certo de que, enquanto tu estiveres meditando sobre os mistérios e os honrando, Ele apresentará suas sagradas chagas a seu Pai no Ceu. Ele implorará por ti a contrição e o perdão de teus pecados.

Um dia Nosso Senhor disse ao Bem-aventurado Alano: “se ao menos estes pobres e miseráveis pecadores recitassem meu Rosário, eles participariam nos méritos de minha Paixão e Eu seria o advogado deles e aplacaria a Justica de meu Pai”. (O Segredo do