A Intermediação de Maria Mãe dos Homens
para nos levar ao Cordeiro de Deus

'O ROSÁRIO É A VIDA DE CRISTO CONTEMPLADA COM O OLHAR DE MARIA'
"
Maria é aquela que nos acompanha na escuridão da noite até o clarear do novo dia”

O Primeiro - o número 1  na Internet.- clique aqui
                                                   Criado em 30 de março de 2005

 

Não confundir o site do Terço dos Homens : www.tercodoshomens.com.br
com o
www.tercodoshomens.org.br que é o mesmo 
www.tercodoshomensmaerainha.org.br

Este site apresenta, com exclusividade, o Terço dos Homens rezado nas suas origens pelo primeiro tesoureiro,  
um dos fundadores do grupo. Sr. Manoel Pedral, falecido à mais de 40 anos -
ouçam


81 ANOS DE GRAÇAS E BÊNÇÃOS no Brasil e no mundo

Reflexões do Padre João Batista de Almeida - Reitor do Santuário Nacional de Aparecida - para o
Terço dos Homens Movimento Mariano Missionários

PÁGINA INICIAL


O TERÇO DOS HOMENS ESTÁ EVANGELIZANDO O BRASIL

Caros Homens do Terço, Salve Rainha!

É isso mesmo, o Terço dos Homens está fazendo a diferença em todos os cantos do nosso país. Em comunidades pequenas e tímidas, alguns homens começam a rezar o santo terço e dentro de pouco tempo, cresce o número de participantes e muda a maneira desses senhores vivenciar sua fé. No início, muitos no fundo da igreja, assistiam a celebração e depois de algum tempo, o milagre da transformação vai acontecendo no coração e na vida deles. SAEM DO ANONIMATO E TORNAM-SE PROTAGONISTAS DA EVANGELIZAÇÃO, PELA PALAVRA, MAS SOBRETUDO, PELO TESTEMUNHO DE VIDA. Em maio de 2009, realizamos a primeira Romaria Nacional do Terço dos Homens ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida. O número de participantes era bem pequeno, pouco mais de seiscentos homens. Embora poucos, a alegria e o entusiasmo eram grandes. Todos retornaram como que ungidos pelo Espírito Santo para suas comunidades. Sentiram-se acolhidos, abençoados e amparados sob o Manto Sagrado de Nossa Senhora Aparecida. O Espírito Santo vai encontrando espaço para agir e a vida vai ficando bonita. Por isso, dizemos com alegria: “O Terço dos Homens é uma bênção, em primeiro lugar para a família e depois, uma bênção para toda a Igreja de Jesus.” Com a divulgação do Terço dos Homens pelos Meios de Comunicação, grupos foram criados nos centros e nas periferias, nas grandes e nas pequenas cidades do nosso país. Muitos diziam: “Homem não reza!” Hoje podemos dizer com alegria e gratidão: “Homem reza e reza bem!” Através da oração do terço, muitas coisas lindas aconteceram. Muitas vidas foram transformadas. Famílias foram reconstruídas, comunidades foram renovadas e muitos homens reassumiram a fé e o compromisso com Jesus Cristo participando ativamente de suas comunidades. Rezando o santo terço, contemplando os mistérios da vida de Jesus, os homens experimentam na própria pele a força e o poder da oração. Veja o que Jesus disse: “Tudo o que vocês na oração pedirem com fé, vocês receberão.” (Mt 21,22). Quando o homem reza com fé, sua vida ganha novo sentido. Ele adquire serenidade e paz no coração. Por que o movimento Terço dos homens cresceu tanto em todo Brasil? Porque esse movimento não é dos homens, mas é de Nossa Senhora, é de Deus. Quem garante isso, é o próprio Jesus, quando disse: “Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí no meio deles.” (Mt 18,20). Veja, em 2009, na primeira romaria, eram pouco mais de seiscentos homens e em 2017, na nona romaria, eram setenta mil homens reunidos em oração em nome de Jesus, na casa de sua mãe. “Ele está no meio de nós!” O Terço dos Homens responde ao desejo do Papa Francisco: “Uma Igreja em saída!” Pelo testemunho da oração, pela participação na comunidade e pela prática do evangelho, cada homem torna-se “Sal da Terra e Luz do Mundo”, parte importante de uma Igreja, povo de Deus a caminho.
 
Irmão Viveiros
Buscando, cada dia mais, auxiliar

A IGREJA, POVO DE DEUS QUE PROMOVE A PAZ

Queridos homens do Terço!

A partir de março deste ano teremos um encontro mensal para pensar, refletir e rezar algum tema referente à Igreja Católica Apostólica Romana, que queremos amar e defender contra todas as calúnias mundanas. Mas, antes de iniciar nosso primeiro assunto, quero agradecer a todos os grupos de Terço dos Homens e, principalmente, todos os homens que estiveram em Aparecida na 10ª ROMARIA, nos dias 17 e 18 de fevereiro. Temos a certeza de que foi um momento de profunda comunhão eclesial, no qual a Igreja Católica no Brasil esteve representada na Casa da Rainha e Padroeira de nossa gente, na pessoa de cada um que aqui veio. Deus lhes pague pela generosidade, e esperamos por vocês nos dias 15 e 16 de fevereiro de 2019 para a 11ª ROMARIA DO TERÇO DOS HOMENS. Nós brasileiros gostamos de cantar “TAMBÉM SOU TEU POVO, SENHOR!. E ESTOU NESSA ESTRADA...”. Esta afirmação é muito forte e muito comprometedora. Ela vem do Antigo Testamento da Bíblia, quando o povo de Israel aceitou a Aliança com Deus e se propôs a viver do jeito que Ele queria. Jesus reafirmou esse compromisso quando disse aos discípulos: “Vós sabeis que os chefes das nações têm poder sobre elas e os grandes as oprimem. Entre vós não deverá ser assim” (Mt 20,25-26). Um povo misericordioso, compassivo, construtor da paz, que busca a perfeição em tudo o que vive e o que faz. “Sede santos como o Pai do céu é Santo”, disse Jesus. Mas como atingir esse objetivo, se somos tão fracos diante das grandes tentações do prazer, da busca do poder e do querer possuir? É preciso dizer que ninguém consegue chegar sozinho. A perfeição e a santidade são conquistas que se fazem em companhia de outros e para isso temos uma certeza: “Onde dois ou mais estiverem reunidos, eu estou no meio deles”. A força do grupo e a graça da presença amorosa de Jesus ressuscitado nos levam a realizar o projeto divino. Foi para isso que o Mestre dos mestres convidou pessoas para seguilo, ensinou os discípulos e soprou sobre eles o Espírito de Vida. Nasceu a Igreja, o POVO DE DEUS que continua no mundo a missão do Redentor. Uma das tarefas principais da Igreja é construir a paz. Aliás, falando de outro jeito, tudo o que os cristãos fazem deve levar as pessoas a se sentirem filhos e filhas de Deus, a viverem como irmãos e irmãs, herdeiros de um Reino de vida plena para todos. “Entre vós não deverá ser assim”, afirmou Jesus. Como seria bom se cada fiel cristão cumprisse este mandamento, com certeza não precisaríamos de tantas delegacias, tribunais, cadeias, presídios, penitenciárias, etc. Como seria bom se as mulheres não apanhassem de seus maridos, se os filhos não fossem espancados pelos pais, se as crianças não fossem abusadas sexualmente pelos seus familiares, se os jovens não precisassem se prostituir para sobreviver e muito menos usar drogas para esquecer o sofrimento da falta de oportunidades no mundo do trabalho e na participação nas decisões familiares e sociais que dizem respeito a eles e ao futuro que sonham.
Como seria bom se todos os pais e as mães de família pudessem trabalhar dignamente para sustentar seus filhos e dar a eles o necessário para serem gente de verdade. Como seria bom se... Infelizmente, a lista é grande. Mas não podemos ficar lamentando a sorte. A Igreja é o POVO DE DEUS A CAMINHO, e toda caminhada nos leva a um lugar seguro, quando é feita na fé em um Deus que cuida de nós, que nos ampara nas incertezas e nos quer à sua imagem e semelhança. Na Quaresma o compromisso de caminhar conforme o querer de Deus se torna ainda mais apelativo por se tratar de um tempo de conversão. Mudar atitudes, essa é a tônica que nos embala na preparação para a Páscoa. No Brasil, enquanto esperamos a maior festa do Cristianismo, realizamos a Campanha da Fraternidade, e neste ano de 2018 o apelo é SUPERAR A VIOLÊNCIA, construindo a paz. Por isso, meus queridos HOMENS DO TERÇO, mãos à obra. Sejamos promotores da paz em tudo o que fizermos. Boa Quaresma e FELIZ PÁSCOA!

Padre João Batista de Almeida

A IGREJA, PRESENÇA PASCAL DE CRISTO NO MUNDO

Queridos Homens do Terço!

Iniciamos abril com a melhor notícia ouvida em todos os tempos: O CRUCIFICADO RESSUSCITOU! ELE ESTÁ VIVO E PRESENTE ENTRE NÓS! É Páscoa, é a vida que venceu a morte. O evangelista Marcos nos conta que: "Tendo Jesus ressuscitado de manhã, no primeiro dia da semana apareceu primeiramente a Maria de Magdala, de quem tinha expulsado sete demônios. Foi ela noticiá-lo aos que estiveram com ele, os quais estavam aflitos e chorosos. Quando souberam que Jesus vivia e que ela o tinha visto, não quiseram acreditar. Mais tarde, ele apareceu sob outra forma a dois entre eles que iam para o campo. Eles foram anunciá-lo aos demais. Mas estes tampouco acreditaram. Por fim apareceu aos Onze, quando estavam sentados à mesa, e censurou-lhes a incredulidade e dureza de coração, por não acreditarem nos que o tinham visto ressuscitado”. PÁSCOA é o fundamento da fé cristã, é a vida nova que explodiu do túmulo onde o NAZARENO foi posto por um curto período de tempo. Para Israel, a páscoa foi a “vingança” de Deus diante daqueles que escravizaram o seu povo. O Antigo Testamento da Bíblia afirma que nem mesmo algumas pragas enviadas por Deus contra os Egípcios quebraram a resistência do Faraó. O imperador se julgava dono do mundo e ousou desafiar Aquele que se apresentou a Moisés numa sarça ardente e disse: “O grito de aflição dos israelitas chegou até mim. Eu vi a opressão que os egípcios fazem pesar sobre eles. Desci para libertá-los. E agora, vai! Eu te envio ao faraó para que faças sair o meu povo do Egito”. A PÁSCOA cristã também é uma “vingança” divina. Não do mesmo jeito que a dos hebreus, mas é uma manifestação do poder de Deus. Aqueles que mataram Jesus na Cruz pensavam acabar com o plano divino, mas não entenderam o túmulo vazio e muito menos conseguiram aceitar que os discípulos do Nazareno dissessem que Ele estava vivo e operando curas e libertações através dos seus seguidores. As aparições do ressuscitado a Madalena, aos discípulos de Emaús, aos Apóstolos reunidos no cenáculo, à beira do mar de Tiberíades e na montanha da Galileia, concluíram-se com Jesus dizendo: “Foi-me dada toda autoridade no céu e na terra. Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações. Ensinai-lhes a observar tudo o que vos tenho ordenado. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28, 18-20). A consequência da ressurreição do mestre foi o envolvimento e o comprometimento dos discípulos em espalhar a notícia e fazer acontecer o que o Mestre veio realizar no mundo. Uma Igreja missionária, construtora da paz, esta foi a herança que Jesus ressuscitado deixou para a humanidade. Expulsar demônios, curar doentes, falar novas línguas são manifestações concretas da presença pascal de Cristo no mundo. A missão confiada aos seguidores e seguidoras de Jesus se consolidou ao longo dos tempos e chegou até nós. Somos herdeiros daqueles 11 que voltaram à Galileia, à montanha que o Mestre tinha indicado. Somos discípulos e discípulas, batizados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo para continuar as curas e libertações. É com a força do ressuscitado, presente em cada ação evangelizadora da Igreja, que seguimos a nossa caminhada de fé. Em 2018, a Casa da Mãe Aparecida está empenhada na obra do Caminho do Rosário. Graças à generosidade dos devotos, teremos uma ligação direta entre o Santuário Nacional e o Porto Itaguaçu, que permitirá aos peregrinos contemplar os mistérios da vida de Jesus. Serão 20 painéis ao ar livre, destacando momentos da infância, vida pública, paixão, morte e ressurreição de Jesus, bem como a participação de Maria. É por acreditar que Ele está vivo que o Rosário se tornou uma das orações mais populares entre os católicos. É por acreditar na força da oração que centenas de grupos de Homens do Terço se reúnem pelo Brasil afora para louvar, agradecer, bendizer e suplicar graças e bênçãos. Contudo, todos sabemos que a oração deve nos levar à ação: ser uma Igreja, presença pascal de Cristo no mundo.

Padre João Batista de Almeida


 IGREJA, CORPO DE CRISTO A SERVIÇO DA VIDA

Queridos Homens do Terço!

Para salvar a humanidade, Deus escolheu um povo, enviou profetas e outros mensageiros, e, por fim, Deus se fez homem. Esta foi a maneira mais eficaz e eficiente que o Criador encontrou de salvar a sua obra, principalmente aquela que é a Sua imagem e semelhança, o ser humano. Segundo a Carta aos Hebreus, ao entrar no mundo, o Filho de Deus disse: “Não quiseste vítima nem oferenda, mas formaste um corpo para mim” (Hb 10,5). Jesus é a Palavra que se fez Carne e veio habitar entre nós, assim rezamos lembrando o diálogo entre o Arcanjo Gabriel e Maria de Nazaré. Para ser um corpo humano, Deus escolheu uma mulher e dispensou o homem no ato da fecundação. Isso porque o Filho que nasceu é de Deus, obra do Espírito Santo que cobriu a Virgem com a sua sombra. Na fusão entre o divino (Espírito) e o humano (Maria), surgiu um CORPO que, pela sua ação em favor das pessoas (perdoar, curar, ensinar, ressuscitar, consolar, acolher etc.),fez surgir um outro corpo que deu continuidade à obra por Ele iniciada, a IGREJA. Lembrando o nascimento desse segundo corpo, na solenidade de Pentecostes, cantamos com ardor: “Feita de homens, a Igreja é divina, pois o Espírito Santo a conduz. Como um fogo que aquece e ilumina, que é pureza, que é vida e que é luz”. Dois corpos divinos e humanos, Jesus de Nazaré e a Igreja. São duas naturezas unidas com um único propósito:gerar vida abundante para a humanidade. Todo corpo é composto de membros, e todos os membros têm funções definidas em favor da atividade do corpo. Ensinando aos seus discípulos, Jesus disse: “Eu sou a videira e vocês são os ramos. Quem permanecer ligado a mim produzirá muitos frutos”. Ensinando aos cristãos de Roma sobre a vida cristã e os serviços na comunidade, São Paulo afirma: “Ninguém faça de si uma ideia muito elevada, mas tenha de si uma justa estima, de acordo com o bom senso e conforme a medida da fé que Deus deu a cada um. Como, num só corpo, temos muitos membros, cada qual com a sua função diferente, assim nós, embora muitos, somos em Cristo um só corpo, e, cada um de nós, membros uns dos outros” (Rm 12,3-5). Do que foi dito até aqui, podemos concluir que o corpo é tão importante no Plano de Deus que Ele próprio quis ser um (Jesus) e formar outro (Igreja). Mas na história da salvação há ainda um outro elemento importantíssimo, o Corpo de Cristo. Sabemos que, na véspera de ser morto na cruz, Jesus reuniu os seus discípulos para a celebração da Páscoa Judaica e, durante a refeição, Ele tomou o pão e disse: “ISTO É O MEU CORPO, TOMAI E COMEI”! O Mestre também disse em outra oportunidade que Ele é o Pão Vivo que vem do céu e que quem come vive eternamente. A Igreja, Corpo de Cristo, alimentada pelo Pão Vivo que veio do céu, realiza a sua missão de estar a serviço da vida, na terra. Alimentar os famintos, vestir os nus, cuidar dos enfermos, visitar os encarcerados, estender a mão a todos os que estão feridos à beira do caminho, são algumas das muitas tarefas dos que se propõem a ser membros do Corpo de Cristo. Neste ano em que a Igreja Católica no Brasil celebra a vocação e a missão dos leigos e leigas, é muito importante pensarmos neste corpo de Cristo e na unidade entre os seus membros, em vista da obra a ser realizada. Membros somos todos (bispos, sacerdotes, diáconos, religiosos, leigos e leigas), unidos a uma cabeça que é o próprio Cristo. É na interligação entre cabeça e membros que acontece a harmonia e a realização da obra. Um corpo alimentado pela Palavra, sustentado pela oração e sacrário vivo no meio do mundo,gera vida e vida em abundância. Portanto, queridos Homens do Terço, sigamos firmes nos encontros de oração, rezando a Maria e pensando em Jesus. É assim que vamos ganhar força para realizar as obras de misericórdia em favor da vida.

Padre João Batista de Almeida


 


A IGREJA, CAMINHO DE DISCIPULADO


Queridos Homens do Terço!

Entramos no mês do Sagrado Coração de Jesus, que nos revela o imenso amor de Deus pela humanidade: amou tanto o mundo que lhe deu o seu Filho. Ele veio não para condenar, mas para salvar. A salvação é um presente do céu. Ninguém a merece, mas o Criador quer oferecê-la para que o ser humano retorne ao convívio divino. Assim como o Pai enviou o Filho, também Jesus enviou os seus amigos, dizendo: “foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações, e batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-lhes a observar tudo o que vos tenho ordenado. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt. 28, 18-20). A história nos mostra que eles obedeceram, saíram pelo mundo e nasceu a Igreja. Nas reflexões mensais, estamos destacando alguns elementos que identificam a Igreja. Já dissemos que ela é povo de Deus a caminho, que é povo de Deus que promove a paz, que é presença pascal de Cristo no mundo, que é corpo de Cristo a serviço da vida. Agora destacamos a Igreja como caminho de discipulado. Todos sabemos o que é um caminho, ele nos proporciona ir de um lugar ao outro. Há caminhos curtos, longos, limpos, sujos, fáceis, difíceis etc. Há caminhos de asfalto, de terra, de pedra, de água, de gelo... Mas o que será um caminho de discipulado? A nossa intenção é ajudar você a entrar nesse caminho e seguir a Jesus. Para facilitar a sua compreensão, vamos partir do texto citado do Evangelista Mateus. Vejamos. Jesus disse: “foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra”. Trata-se de um caminho seguro, fundamentado na autoridade que o Pai deu para o Filho. Portanto, é um caminho que vem de Deus, é eterno. O convite do mestre mostra a dimensão: “ide, pois, fazer discípulos entre as nações”. Caminhar com Jesus é espalhar a Boa Notícia, sem distinção alguma de pessoas; isso porque o caminho do discipulado não é propriedade de ninguém, está aberto a todos. Onde houver alguém disposto a ouvir e acolher, a Igreja deve ir a seu encontro. O Papa Francisco celebrizou a expressão “Igreja em saída”; é bem isso que o Nazareno quis de seus amigos: não ficar parado esperando, mas sair e fazer acontecer a salvação para todas as criaturas. Mas como fazer discípulos? “Batizai as nações em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. Certamente, o ressuscitado não está dizendo apenas de uma cerimônia litúrgica pela qual a família e os amigos introduzem alguém em um grupo religioso (Igreja). É muito mais do que isso. Quando a mãe dos filhos de Zebedeu pede a Jesus para colocar seus dois filhos à sua direita e à sua esquerda quando estiver reinando, a resposta é direta: “Podeis beber o cálice que vou beber”? Parodiando o dito popular, podemos dizer que “o inferno está cheio de batizados”. Não basta uma cerimônia religiosa para alguém se tornar discípulo, é preciso assumir a causa, renunciar aos seus planos pessoais e abraçar a vontade divina, que nem sempre é a humana. Quem é batizado precisa conhecer o Plano de Deus e precisa assumi-lo, sem medo e sem reservas. Por isso, “ensinai-lhes a observar tudo que vos tenho ordenado”. Meus queridos, ninguém vai observar o que não conhece, ninguém vai obedecer, se não sabe a ordem. Portanto, para a Igreja ser caminho de discipulado ela tem que ser mestra, catequista, profetisa, santa, destemida. Numa palavra, a Igreja, para ser caminho de discipulado, precisa viver o testemunho do que prega. As palavras passam, mas o exemplo fica. Ensina melhor o testemunho do que o sermão. Sabendo que sozinho ninguém suporta uma tarefa tão grande e comprometedora de ser caminho de discipulado, o próprio Jesus, para animar os seus amigos, disse: “eis que estarei convosco todos os dias, até o fim dos tempos”. Que bela companhia! Vejam que grande presente Deus nos deixou: a presença do ressuscitado. É Nele, por Ele e com Ele que a Igreja se torna um caminho: “onde dois ou mais estiverem reunidos no meu nome, eu estarei no meio deles” (Mt. 18, 20). O caminho do discipulado não é feito sozinho, mas em comunidade. Por isso, a Igreja é este caminho, porque ela é o povo de Deus em marcha para o céu.
Que o Sagrado Coração de Jesus nos inspire a amar como Jesus, pensar como Jesus, viver como Jesus e ir ao encontro dos mais necessitados.

Padre João Batista de Almeida

A IGREJA, LUGAR DE COMUNHÃO

Queridos homens do Terço!

Nossa reflexão deste mês se baseia em duas passagens bíblicas: “Que todos sejam um, como tu, Pai, estás em mim, e eu em ti. Que eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste” (Jo. 17, 21) e “A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém considerava como seu o que possuía, mas tudo entre eles era posto em comum” (At. 4, 32). Entendemos a Igreja como o Povo de Deus peregrino rumo à morada eterna. Uma caminhada que ninguém faz sozinho, pois o próprio Deus nos revela que só na comunhão com os outros é que se pode chegar ao céu. Comunhão é a COMUM+UNIÃO entre as pessoas. A Bíblia nos mostra que Deus é uma COMUM UNIÃO entre o Pai, o Filho e o Espírito, e que o homem e a mulher são reflexos dessa comunhão: “FAÇAMOS o ser humano à nossa imagem e segundo a nossa semelhança” (Gn. 1, 26). O verbo fazer está na primeira pessoa do plural, trata-se de uma convocação: FAÇAMOS! Supõe uma ação conjunta, realizada por mais de uma pessoa. No capítulo 17 do Evangelho de João, está a oração de Jesus na hora da glória. Antes de morrer na cruz, ser sepultado e ressuscitar ao terceiro dia, o Filho se despede do mundo, dirige-se ao Pai, entrega a obra que realizou em favor da humanidade e pede que seus discípulos sejam unidos na vida divina e no amor fraterno. Contudo, é preciso dizer que não se trata de uma união como tantas outras que as pessoas fazem por conveniência familiar, política, empresarial etc. A unidade entre os fiéis seguidores de Jesus não extingue as diversidades entre as pessoas, ao contrário, as supõe, assim como a união do Pai com o Filho, no Espírito Santo, não acaba com a diversidade entre as pessoas da Santíssima Trindade. Obedientes àspalavras do Mestre ressuscitado, os discípulos se espalharam mundo afora e começaram um novo jeito de ser e de viver em comunidade. O livro dos Atos dos Apóstolos conta que os primeiros seguidores do Cristo se empenharam para viver o que o livro do Gênesis anunciou ao relatar a vontade divina de que a humanidade fosse imagem e semelhança do Criador. O mesmo livro afirma que “eles eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos Apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações” (At 2,42). Aí está o segredo da comunhão. São quatro colunas que sustentam a vida de Igreja: a Palavra de Deus, a Partilha dos bens, a Celebração Eucarística e a Vida de Oração. A falta de uma delas compromete a COMUM UNIÃO entre as pessoas. Nosso desafio como Igreja, povo de Deus peregrino, é construir nossos relacionamentos sobre essas quatro colunas. Reunidos em Aparecida, no ano de 2007, na V Conferência do Episcopado Latino-Americano, os Bispos afirmaram que estamos numa “mudança de época”, um tempo em que muitos valores aprendidos são deixados de lado pela maioria das pessoas. Por isso, sofremos as consequências de atitudes que geram sofrimento para milhões: concentração de riquezas, intolerância com o diferente, falsas notícias que ferem a honra das pessoas, busca do prazer desenfreado etc. Situações assim provocam incertezas quanto ao futuro da humanidade. Como será o amanhã? Por ser povo de Deus peregrino, a Igreja não pode cruzar os braços e esperar os acontecimentos como aqueles que não têm fé. Recebemos a missão de ir pelo mundo e anunciar o Evangelho a todas as criaturas. Acreditamos num Deus para o qual nada é impossível; num Deus que veio morar entre nós para que nossa vida não termine na terra. Ganhamos do Pai um tesouro espiritual que nos foi entregue pelo Filho e, sustentados pela força do Espírito,podemos proclamar que o futuro do mundo está na prática das obras de misericórdia (dar de comer, saciar a sede, vestir os nus, combater as enfermidades, cultivar a liberdade etc.); na convivência pacífica entre as diferentes culturas e ideologias; na preservação da natureza; no combate à pobreza através de uma honesta distribuição dos bens (comida, moradia, remédio, educação etc.). Vivendo assim, estaremos muito perto de “ser perfeitos como o Pai do Céu é perfeito” e garantiremos uma “recompensa” no céu, que está reservada para aqueles que ouvem a Palavra divina e a põem em prática.

Padre João Batista de Almeida
 

A IGREJA, POVO DE DEUS EVANGELIZADO

Queridos Homens do Terço!

Neste mês especial de oração pelas vocações, proponho olharmos a Igreja como um povo evangelizador. Por isso, antes de falar das ações que envolvem o tema, gostaria de apresentar o sentido de evangelizar. Trago aqui uma definição que encontrei em um dos muitos sites que tratam desse assunto: “Evangelizar é dar a Boa Notícia. Evangelizar é a grande tarefa da Igreja; é para isso que ela foi fundada, enviada e sustentada pela força do Espírito Santo. Esta boa notícia não é outra coisa a não ser o amor de Deus, um amor tão incondicional, tão absoluto, tão veraz como a cruz; um amor que não é simplesmente pela humanidade, mas por mim e por você; um amor que não é produto da ganância ou da conquista pessoal, mas gratuidade benevolente do Senhor. É um amor gratuito, tão gratuito, que não é merecido nem está sujeito às mudanças do nosso comportamento – ainda que necessariamente conduza a elas. Evangelizar não é tarefa fácil, pois isso requer a experiência pessoal do amor de Deus, da sua ternura, da sua compaixão e do seu fazer novas todas as coisas; sem isso, podemos simplesmente transmitir verdades de fé reveladas pela Escritura, mas corremos o risco de nos tornar cristãos frios”. O primeiro passo na ação evangelizadora é um encontro pessoal com a Boa Notícia que Deus enviou ao mundo: o seu Filho Eterno. Quando lemos as Sagradas Escrituras, constatamos que todos os homens e mulheres evangelizadores tiveram um encontro pessoal com Jesus. A primeira dessa lista foi a Virgem de Nazaré, que iniciou seus encontros com Ele após ser visitada pelo Arcanjo Gabriel; São José foi encontrado no sonho revelador da identidade do menino esperado por Maria e a missão do carpinteiro junto dele. A lista é grande: Simão, André, João, Tiago, Levi, Nicodemos, Madalena, Zaqueu, Saulo, Verônica, Simão Cirineu, Francisco, você etc. O segundo passo é a missão que cada um recebe durante o encontro. Maria foi Mãe do Salvador; José, o pai adotivo que deu o nome à criança. Depois vieram os Apóstolos, discípulos, missionários, diáconos, epíscopos, presbíteros etc. Ninguém foi dispensado de se envolver numa ação transformadora, que nasceu do amor incondicional, absoluto de Deus pela pessoa encontrada. Um amor tão grande e tão profundo que as fez mudar seus planos pessoais para assumirem o plano divino. Maria e José abriram mão de ter muitos filhos para cuidar do único filho de Deus; alguns Apóstolos deixaram suas redes para serem pescadores de homens; Levi trocou a banca onde cobrava impostos para seguir o Nazareno; Zaqueu deixou de ser explorador do povo e repartiu seus bens; Francisco abandonou a vida rica da casa dos pais e abraçou a pobreza. Também aqui são muitos os exemplos a serem dados. Creio que não erro se disser que o Terço dos Homens é um instrumento de evangelização, porque oferece oportunidade para encontros pessoais com Jesus. São inúmeros os testemunhos de pessoas que deixaram uma vida descomprometida ou até mesmo desregrada depois que começaram a rezar o Terço em comunidade. A partir da convivência fraterna, da escuta da Palavra e da constância na oração, muitas famílias foram restauradas através do diálogo dentro de casa, da compreensão entre esposos e deles para com os filhos; muitos deixaram o mundo das drogas, da prostituição, da corrupção política. Este é o terceiro passo no processo evangelizador: quando a pessoa que se encontrou com Jesus mudou sua vida e proporciona felicidade para os outros. O livro do Atos dos Apóstolos conta que os primeiros cristãos viviam de tal modo que as pessoas diziam: “Vejam como eles se amam”! Foi assim que a Igreja nasceu como um povo evangelizador. É esta a sua razão de ser: EVANGELIZAR. Portanto, a oração em grupo alimenta a missão da Igreja e transforma a vida das pessoas, porque fortalece o encontro com o Redentor. Parabéns para vocês que se reúnem para fortalecer os laços que os unem como pessoas, mas também para ser um povo que espalha a Boa Notícia.

Pe. João Batista de Almeida

A IGREJA, POVO DE DEUS A SERVIÇO DO ANÚNCIO DA PALAVRA

Queridos Homens do Terço!

“Toda Bíblia é comunicação de um Deus amor, de um Deus irmão. É feliz quem crê na Revelação, quem tem Deus no coração”! Aproveito esse refrão de um dos hinos dedicados às Sagradas Escrituras para convidá-los à missão da Igreja: anunciar a Boa Notícia. Vivemos num mundo onde o uso dos meios eletrônicos faz com que a comunicação esteja ao alcance de todos, a todo instante. Se no tempo de Jesus era preciso subir no telhado para se fazer ouvir pelas multidões, hoje basta tocar um botão e o mundo está informado. Graças a Deus e à inteligência humana, as barreiras de outrora foram desfeitas e a comunicação está ao alcance de todos. Se por um lado temos muito a comemorar, por outro precisamos ficar atentos. Há muito joio no meio do trigo. Em abril deste ano, o Papa Francisco nos alertou sobre o perigo das Fake News, as falsas notícias que são espalhadas diariamente e, de tanto serem repetidas, acabam sendo aceitas como verdades por uma grande maioria dos que as ouvem, leem ou veem. Mas não se assustem, pois os primeiros cristãos também viveram situações semelhantes quando os soldados comunicaram aos sumos sacerdotes que Jesus havia ressuscitado. O evangelista Mateus afirma que: “reunidos com os anciãos, deliberaram dar bastante dinheiro aos soldados; e instruíram-nos: ‘Contai o seguinte: durante a noite vieram os discípulos dele e o roubaram, enquanto estávamos dormindo’. E, se chegar aos ouvidos do governador, nós o tranquilizaremos, para que não vos castigue” (Mt. 28, 12-14). Essa mentira tinha por objetivo abafar a verdade da ressurreição. O povo de Deus não deve acreditar em tudo o que se é comunicado, sem antes passar pelos filtros da verdade, da bondade e da utilidade. Portanto, antes de aceitar qualquer informação como verdadeira, confira se ela é um fato verídico, sem alterações ou deturpações ou interpretações subjetivas da realidade; se tem como objetivo um ato de bondade, com o propósito de ajudar e servir o próximo, ou seja, que não almeje prejudicar ou manchar a imagem de pessoas, grupos, sociedades ou organizações; e, por último, se é uma informação útil para favorecer as pessoas e a comunidade. Caso contrário, não compartilhe e não replique uma falsa notícia. Somos seguidores da Boa Notícia levada pelo anjo do Senhor aos pastores, naquela noite fria de dezembro: “não tenham medo! Eu vos anuncio uma grande alegria, que será também a de todo o povo: hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós o Salvador, que é o Cristo Senhor”! (Lc. 2, 10-11). Esta verdade se espalhou mundo afora e chegou até nós. Por isso, a Igreja não pode ser portadora de notícias falsas, já que ela nasceu a partir de uma grande alegria para o mundo: “A PALAVRA SE FEZ CARNE E VEIO MORAR ENTRE NÓS”! (Jo. 1, 14). Esta é a verdade a ser anunciada: a Palavra divina que se tornou pessoa humana e veio nos garantir a salvação. Há muitas maneiras de se anunciar a Palavra. Tenho certeza de que cada grupo de homens que se reúne para rezar o Terço está anunciando a Boa Notícia pelo testemunho, pela leitura das Sagradas Escrituras, pela fraternidade no acolhimento aos novos membros, pela solidariedade com os mais necessitados etc. Entretanto, quero deixar algumas sugestões para que os grupos possam dar passos significativos no conhecimento da Palavra e, por conseguinte, na missão que já executam. Gostaria de sugerir aos Homens do Terço que aproveitem o mês de setembro para iniciar encontros de estudos bíblicos. Caso não haja sacerdote ou alguém que os possa acompanhar na organização, procurem as informações nos sites católicos. Há muito material disponível na INTERNET. Sugiro também organizar uma Gincana Bíblica entre os participantes, motivando-os à leitura da Bíblia. Pode-se ainda iniciar a Leitura Orante da Palavra antes, durante ou depois da oração do Terço. Enfim, como povo de Deus a serviço do anúncio da Palavra, usando os filtros da verdade, da bondade e da utilidade, não tenham medo de falar da Boa Notícia.

Pe. João Batista de Almeida
   
   

 O Terço (Rosário) dos Homens não exige nada e não cobra nada da vida pessoal dos seus participantes, o que faz com que seus membros se sintam livres, e a liberdade dá ao homem o poder de ser aquilo que ele deseja ser, daí as transformações se sucederem de modo espontâneo causado pelo contato que os mesmos passam a ter com Deus por intercessão de Maria.